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[Programação] Filmes em Destaque no Canal Brasil de 07 a 13 de Janeiro

MEU CORPO É POLÍTICO (2017) (71’) 


Horário:
Segunda, dia 07, às 22h
Direção: Alice Riff
 

Classificação: 12 anos

Sinopse: Paula Beatriz é diretora de um colégio público, cargo raro para uma mulher transgênero no Brasil devido aos muitos e acalorados debates realizados recentemente nas casas legislativas sobre sexualidade no currículo escolar. Giu Nonato é uma jovem fotógrafa atualmente em processo de transição em sua vida e usa sua habilidade com uma câmera nas mãos para quebrar preconceitos e promover o empoderamento. Fernando Ribeiro é um operador de telemarketing em busca de ascensão social a partir do estudo, mesmo enfrentando dificuldades para fechar as contas vivendo com um salário mínimo. Linn da Quebrada, única personalidade pública do filme, é uma atriz, cantora e professora de teatro cuja arte é utilizada com o objetivo de quebrar preconceitos e chocar o conservadorismo.

A câmera acompanha o cotidiano de seus quatro retratados sem o tradicional modelo documental de entrevistas com imagens de suas rotinas. Como espectadora, a lente da diretora mostra-se curiosa em entender, com alguma leveza, como as violências sofridas por pessoas transgêneros acontecem no dia a dia. Há a falta de aceitação da família em manter a utilização de termos não mais aplicáveis a suas figuras, as dificuldades de encontrar serviços básicos como os de saúde, a burocracia estatal para quem alterna o nome e o gênero e as poucas oportunidades de trabalho dadas a essa fatia da população mesmo com as mesmas qualificações de homens e mulheres cisgênero. Quatro protagonistas, mas uma história comum a milhares de brasileiros.


A MOÇA DO CALENDÁRIO (2017) (85’) 



Horário: Terça, dia 08, às 22h

INÉDITO e EXCLUSIVO

Direção: Helena Ignez
Classificação: 12 anos

Sinopse: Musa do cinema marginal, premiada como atriz e diretora e responsável por obras de estética única e autoral como Ralé (2016), Feio, Eu? (2013) e Canção de Baal (2007), Helena Ignez carrega, em mais de meio século nos sets de filmagem, um dos currículos mais impressionantes da sétima arte brasileira. Seu mais recente trabalho adapta um roteiro antigo deixado pelo ex-marido, o também cineasta Rogério Sganzerla, para discutir questões políticas atuais, como educação pública universal, reforma agrária e opressão capitalista a partir das desventuras utópicas de um mecânico infeliz com sua vida na cidade grande. A película é estrelada por André Guerreiro Lopes e Djin Sganzerla – filha da realizadora – e conta com participação especial de Mário Bortolotto.

Inácio (André Guerreiro Lopes) é um mecânico simples de uma metrópole bastante infeliz com seu cotidiano. O protagonista sofre assédios diários do chefe da oficina devido aos constantes atrasos, o casamento é morno e o salário mal paga as contas da humilde casa. Diferentemente do estereótipo facilmente rotulado a quem trabalha em meio a motores e graxa, o homem é intelectual, passa os dias com livros de psicanálise embaixo do braço e senta-se para discutir temas como liberdade, opressão e utopias sociais com grande desenvoltura. Seus devaneios, no entanto, saem do campo filosófico quando ele começa a fantasiar com Lara (Djin Sganzerla), a mulher estampada nos tradicionais calendários comumente expostos entre a poeira, a sujeira e o óleo das paredes das garagens.
 

A GLÓRIA E A GRAÇA (2017) (93’) 


Horário: Quarta, dia 09, às 22h
Direção: Flávio R. Tambellini
Classificação: 14 anos

Sinopse: Quando descobre que tem um aneurisma fatal, Graça (Sandra Corveloni) precisa, mais do que deixar sua vida em ordem, deixar os filhos – Papoula (Sofia Marques), de 15 anos, e Moreno (Vicente Demori), de oito – amparados. Ela entra, então, em contato com Luis Carlos, o irmão com quem não fala há 15 anos. Só que Luis Carlos agora é Glória (Carolina Ferraz).
 

COMO NOSSOS PAIS (2017) (106’) 


Horário: Quinta, dia 10, às 22h
Direção: Laís Bodansky
Classificação: 14 anos

Sinopse: Laís Bodanzky busca inspiração na canção homônima de Belchior, eternizada na voz de Elis Regina, para discorrer sobre os dramas de uma família em crise. Estrelada por Maria Ribeiro, Paulo Vilhena e Clarisse Abujamra, a produção foi a grande vencedora do Festival de Gramado de 2017 ao conquistar os Kikito de melhor filme, direção, montagem, atriz, atriz coadjuvante e ator.

O filme mostra os diversos embates da vida de Rosa (Maria Ribeiro), uma jornalista de 38 anos cheia de conflitos familiares. O casamento com Dado (Paulo Vilhena), um antropólogo imerso em projetos ligados a causas ambientais e indígenas, está prestes a ruir. O trabalho também não lhe traz qualquer prazer e ela amarga um emprego sem perspectivas e méritos enquanto sonha em escrever uma peça de teatro, sua grande paixão profissional. O relacionamento com os pais, divorciados, também é tumultuado; as brigas com a mãe, Clarice (Clarisse Abujamra), são frequentes, com o pai, Homero (Jorge Mautner), ela tem mais afinidade. O estopim para a crise acontece no momento da descoberta da infidelidade da matriarca e da revelação que seu verdadeiro pai é Roberto Nathan (Herson Capri), um poderoso ministro do governo brasileiro.
 

2 FILHOS DE FRANCISCO (2005) (132’)



Horário: Sexta, dia 11 às 22h
Direção: Breno Silveira
Classificação: 14 anos

Sinopse:
Cinebiografia dos irmãos Mirosmar José e Emival, que fizeram sucesso e fortuna na música com os nomes de Zezé di Camargo e Luciano. A história percorre a vida dos jovens e humildes rapazes da interiorana Pirinópolis (Góias) que, com o esforço do pai Francisco, tornaram-se campeões de venda e ícones do estilo sertanejo moderno.

Francisco Camargo (Ângelo Antônio) é um lavrador que quer transformar dois de seus nove filhos em uma dupla sertaneja. Ele inicialmente deposita sua esperança no mais velho, Mirosmar (Dablio Moreira) e em Emival (Marco Henrique), que se apresentam com sucesso nas festas da vila onde moram e passam a viajar acompanhados pelo empresário de duplas caipiras Miranda (José Dumont). Mas um acidente encerra prematuramente a carreira da dupla. Após quase desistir da carreira artística, Mirosmar decide voltar a cantar, agora usando o nome artístico de Zezé di Camargo (Márcio Kieling). Ele grava um disco solo, mas não obtém sucesso. Já casado e com duas filhas pequenas, Zezé tem dificuldades em sustentar a família e o máximo que consegue é que outras duplas cantem composições suas. É quando ele encontra em seu irmão Welson (Thiago Mendonça), que passa a usar o nome artístico de Luciano, o parceiro ideal para levar adiante sua carreira musical.
 

MEU PASSADO ME CONDENA – O FILME (2013) (102’)




Horário: Sábado, dia 12, às 22h
Direção: Julia Rezende
Classificação: Livre

Sinopse: Quando Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) se encontram, é amor à primeira vista. Eles se casam um mês depois de se conhecerem e decidem viajar à Europa em um cruzeiro em lua de mel. Só que, durante a viagem, eles encontram seus antigos namorados, Beto (Alejandro Claveaux) e Laura (Juliana Didone), que hoje estão juntos e também passam a lua de mel no navio.
 

ALBA (2016) (98’) 


Horário: Domingo, dia 13, às 22h

INÉDITO E EXCLUSIVO

Direção: Ana Cristina Barragán
Classificação: 10 anos

Sinopse: As dificuldades inerentes ao período de transição da infância para a adolescência são frequentemente abordadas na sétima arte. A cineasta equatoriana Ana Cristina Barragán, no entanto, tem os dilemas comuns a esse estágio da vida como meras molas propulsoras do roteiro – seu primeiro trabalho de longa-metragem depois de um início em obras de curta duração – para dialogar sobre o distanciamento de uma família rompida ao longo dos anos. Indicada para representar o país natal da diretora no Oscar, a película conquistou prêmios em festivais realizados no Peru, na Índia e na Holanda, além de ser exibida na Mostra Internacional de São Paulo. O filme é estrelado por Macarena Arias, Pablo Aguirre Andrade e Amaia Merino.

Alba (Macarena Arias) é uma menina introspectiva e tímida cuja rotina envolve muitas escapadas da sua realidade e idas a um universo próprio distinto do mundo de verdade. A guria, de 11 anos, não se sente confortável com as colegas do colégio, uma escola tradicional do país, e a única pessoa com quem fala, a mãe (Amaia Merino), está internada em um hospital em estado crítico. A enfermidade da progenitora obriga a jovem a sair de casa e ser abrigada pelo pai, Igor (Pablo Aguirre Andrade), um homem maltrapilho, aparentando dificuldades financeiras e sem qualquer identificação com a própria filha, com quem pouco conversou depois do divórcio com a ex-mulher. A falta de identificação é evidente e a garota encontra dificuldades para extravasar o turbilhão de sentimentos comuns à sua idade. 





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