01 abril 2018

[Review] Segunda temporada de Desventuras em série

 Lembro como se fosse hoje o dia de Natal de 2002 em que ganhei o primeiro livro de Desventuras em série, Mau Começo, de presente da minha mãe. Devorei, procurei o segundo e terceiro e fui acompanhando todos conforme foram sendo publicados no Brasil pela Companhia das Letras. Quando o décimo-terceiro (sim, é uma série longa e acredito que o autor tenha escrito treze livros por causa da fama azarada do número) foi lançado em 2007 (mesmo ano em que Harry Potter e as Relíquias da Morte chegou às prateleiras) corri à livraria para conferir e me surpreendi com o final. É uma série repleta de reviravoltas, termos complexos das invenções de Violet e da erudição de Klaus.

 O primeiro episódio começa justamente onde a primeira temporada acabou, com os órfãos Baudelaire, Violet, Klaus e Sunny (Malina Weissman, Louis Hynes e Presley Smith) após a serralheria em que trabalharam (praticamente como escravos) explodir e eles são enviados pelo Sr.Poe, o banqueiro responsável por cuidar de suas finanças após a morte dos pais deles em um incêndio, a um colégio interno, Prufrock Preparatory School, cujo diretor é o terrível Nero (creio que qualquer semelhança com o imperador romano não seja mera coincidência). Como é de praxe, conde Olaf (interpretado com maestria por Neil Patrick Harris, de How I met your mother) e sua trupe encontram os três com facilidade e se disfarçam, são reconhecidos de imediato pelos Baudelaire mas acabam fugindo no final. Se você leu os livros como eu, sabe que os irmãos comem o pão que o diabo amassou mas se safam graças às suas habilidades: Violet, a irmã mais velha, é uma exímia inventora, o irmão do meio, Klaus, sabe um pouco de tudo por ser um leitor voraz e a caçula, Sunny, é pouco mais do que um bebê mas tem dentes afiados capazes de cortar superfícies duras. 
   
Como sempre, há o narrador, Lemony Snicket, que aparece no início de cada episódio dando o aviso: se quiser ver finais felizes, pode assistir outra coisa. Ele também aparece durante a trama, para dar explicações de termos, como acontece nos livros, por exemplo, deus ex machina, termo latino para Deus surgido da máquina, uma solução inesperada para um problema que aparenta ter caído do céu ou também denotar um desenvolvimento de uma história que não leva a lógica em consideração e é inverossímil que o autor conclui a história com uma solução improvável, porém não impossível. Os fãs mais atentos irão reconhecer algumas citações dos livros. Uma curiosidade: a personagem Olivia Caliban, a verdadeira identidade da cartomante Madame Lulu (fiel à obra) mas na série ela aparece primeiro como uma bibliotecária na escola que é recrutada por Jacques para a organização VFD, o que não ocorre nos livros. Aliás, se você não sabe quem é Jacques ou o que é VFD, vou deixar para descobrir por conta própria. 

 Dois personagens que estava aguardando ansiosamente retornarem foram os Quagmire: Duncan e Isadora (Dylan Kingswell, que interpretou o jovem Sam Winchester em um episódio de Supernatural e Avi Lake). O terceiro irmão, Quigley, morreu no incêndio que destruiu a mansão dos Quagmire.Eles se tornam amigos dos Baudelaire mas logo são capturados por Olaf...

  Gostei mais dessa temporada do que da primeira. No início, confesso que não fiquei convencida de que Neil Patrick Hsrris daria um bom Olaf mas ele conseguiu incorporar a personalidade sádica do vilão e o resultado foi satisfatório para mim,embora ainda preferisse que ele tivesse uma aparência mais sinistra. Cada livro, do quinto ao nono, é adaptado em dois episódios e a terceira temporada adaptará do décimo ao décimo-terceiro. Ansiosa para ver os sofrimentos dos Baudelaire chegarem a um fim ou será que não?).     

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