21 novembro 2017

[Crítica] Ninguém Está Olhando

Sinopse:
Nico, um ator argentino de televisão de sucesso em seu país, tenta sorte em Nova York, mas logo descobre que não encaixa no clichê do ator latino, sua boa aparência o ajuda a esconder a solidão e a vida precária. Ele sobrevive de bicos e trabalhando como baby-sitter, cuidando do menino Theo. Conhece um grupo de babás latinas no parque que frequenta e entra em contato com as experiências dos imigrantes, muito mais difícil do que o confronto com a natureza destrutiva de seu autoexílio.




O que eu achei?
Aqui estou eu, fazendo mais uma crítica de um filme argentino. Mais um filme que gera reflexões. E mais uma vez sendo surpreendido pela boa produção! O filme foi dirigido por uma diretora (Julia Solomonoff)! Muito legal ver uma mulher numa posição importante e fazendo um trabalho sensacional como foi esse filme!


Nico (Guillermo Pfening) é um ator, que ficou famoso em uma novela argentina, e resolveu tentar novos desafios, isto é, trabalhar em um filme, e se muda para Nova York. Porém, enfrenta várias dificuldades. Primeiro, pelo fato de que ele mora com uma amiga, Claire (Kerry Sohn), e trabalha como babá do filho, Theo, de outra amiga, Andrea (Elena Roger). Além disso, faz bicos em outros serviços para conseguir algum dinheiro e sobreviver enquanto ele não recebe o pagamento, pois o filme sofre alguns problemas para começar a ser produzido. No meio disso, sente falta de suas relações amorosas com Martin (Rafael Ferro), produtor da novela argentina. Mas ao mesmo tempo, ele quer distância de Martin e que focar no filme. Além de tudo, Nico tem outro problema: seu visto para os EUA está prestes a vencer.


“Ninguém Está Olhando” tem o objetivo de mostrar as dificuldades que uma pessoa latina enfrenta para conseguir viver nos EUA na carreira de ator e diversos problemas são apresentados: uma empresa patrocinadora do filme que Nico estava escalado para participar impõe ao diretor uma mudança no roteiro e nos personagens, desejando apenas “atores profissionais”, sendo que o filme falaria de imigrantes latinos; ao tentar fazer testes,
Nico é recusado na porta para a audição; e quando conseguiu uma entrevista com uma produtora, Kara (Cristina Morrison), ela lhe disse que ele teria que escurecer o cabelo (Nico é loiro), melhorar a aparência e perder o sotaque latino, lhe aconselhando ir a uma fonoaudióloga. Enfim, o preconceito com atores estrangeiros é enorme. A fama por uma excelente atuação em uma novela latina não vale nada lá. O filme mostra perfeitamente a triste e complicada realidade para um latino entrar para a indústria do cinema dos EUA. Vale a pena a reflexão!


O nome do filme foi bem pensado, pois dá pra interpretar de duas maneiras: Nico é um desconhecido e ninguém o ajuda a crescer na carreira, em outras palavras “ninguém olha pra ele”. Além disso, ele também faz coisas incorretas quando ninguém está olhando, como por exemplo, os furtos que faz em lojas, às vezes. (Mas e você, o que faz quando ninguém está olhando? Espero que não seja nada politicamente incorreto! Hehehe) Mas Nico não faz isso por ser um safado. Ele é um ser humano bem humilde. Percebe-se isso quando ele ajuda a soltar uma menina que ficou presa em um balanço no parque, enquanto outros pais e babás apenas ligam para a polícia vir ajudar, se afastam e vão embora do parque. E também quando Nico recusa dinheiro de Andrea por ter cuidado de Theo.


Um detalhe que achei interessante foi que nos créditos apareceram frases de agradecimento a cada equipe que participou da produção do longa. Isso fez com que os créditos não ficassem tão monótonos e acabei assistindo até o final (algo que raramente faço, mas que agora tenho me forçado a fazer, já que estou escrevendo críticas de filme).

“Ninguém Está Olhando” ganhou prêmios no 27° Cine Ceará - Festival Ibero-americano de Cinema de melhor longa-metragem e melhor ator (Guillermo Pfening), além do prêmio da crítica concedido por críticos da Abraccine.

Data de estreia no Brasil: 23 de novembro de 2017 (A dica é assistir no cinema Estação Net Rio, em Botafogo, onde foi a sessão de imprensa. Cinema de rua, diferente dos padrões modernos. É bom variar de vez em quando.)


Escrito por Victor Monteiro

4 comentários

  1. Olá! O filme parece ser bastante interessante, fiquei curiosa para conferir.

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  2. Confesso não curtir muito filmes latinos, mas a história me pareceu bem interessante. Acho que vale a pena assistir.

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  3. Oi Victor.
    Achei a trama do filme bem interessante. É uma ótima crítica sobre a sociedade, mostrando o preconceito com atores estrangeiros, que não se encaixam no perfil hollywoodianos.
    Achei legal a parte dos créditos ter frases de agradecimentos para cada equipe que participou da produção do filme.
    bjs

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  4. Achei tudo bem legal, não me chamou atenção logo de cara, mas quem sabe não assista.
    A proposta é muito interesse e necessária, que faça muito sucesso! :D

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