25 agosto 2017

[Crítica Musical] Maria Mena - Growing Pains


Desconhecida pelo grande público, Maria Mena possui ima das vozes mais doces que você ouvirá atualmente e é uma das artistas norueguesas mais famosa e popular. Ela obteve grande visibilidade em 2004, quando sua faixa You're The Only One foi lançada, tornando-se um hit no Brasil e em vários outros países. Mas não falarei dessa faixa hoje.

Seus álbuns sempre confessionais e pessoais retratam o amadurecimento e o sofrimento não somente da artista, mas também da pessoa que ela é, nascida e criada em um lar caótico, com uma família completamente desfuncional.

Em 2015, a cantora chega com seu sétimo álbum de ineditas, Growing Pains.

Realista e sentimental, Maria Mena traz uma coletânea de experiencias emocionais em seu álbum, cuja sonoridade retorna ao seu habitual estilo. Suas letras intimistas e inteligentes, às vezes melancólicas, n'outras apaixonada, mostra como a artisra consegue trafegar livremente entre emoções pessoais e expurgar todo sofrimento de si, criando faixas extremamente cativantes, sendo elas canções pop ou baladas.

O conceito do álbum parece seguir a idéia de despedida, de abandono de tudo aquilo que nos promete um futuro desagradável, como fica claro em uma das faixas mais tristes do álbum, a Where I Come From:

"Nós falamos como eles falaram, lá de onde eu vim / Nós brigamos como eles brigaram, lá de onde eu vim / E eu prefiro ficar sozinha / A acabar dentro de um lar / Como aquele do qual eu vim"

Alias, seus problemas com a família sempre serviram de inspiração. Pelo menos uma faixa em cada álbum trata desse assunto, de forma bem direta.

O interessante da artista é que duas composições procuram sempre ver o lado positivo das situações, onde ela não se deixa presa ao sofrimento. Um exemplo é a pop Good And Bad, cujo refrão ela canta "eu vejo o que você fez / eu vejo o que eu fiz / eu vejo o que fizemos / tanto [o que fizemos de] bom quanto [de] ruim". A positividade também faz parte da cantora, que, em uma entrevista, disse que o refrão de Bend Til I Break ("para você ver o quanto eu posso suportar / eu me entortarei e me entortarei / até quebrar") - uma das letras de maior entrega física e emocional do álbum - não se trata de ser usada, mas sim, de ser capaz de suportar tudo por amor. Mas gente ♡

A sonoridade do álbum segue um pouco melancólica, mesmo em algumas faixas que possuem um beat mais agitado. As letras seguem a mesma regra de sempre: íntimas, pessoais e sem exageros. Há equilíbrio emocional entre som e canto, onde a voz doce, que pode facilmente nos remeter a uma criança cantando, demonstra uma força desmedida, que qualquer um que já passou por algum momento difícil consegue se identificar. Foco para as faixas You Deserve Better e Leaving You.

Talvez esse seja um dos álbuns mais coesos e bem escritos da cantora - apesar de ser o meu segundo favorito da discografia dela.

Logo falarei de alguns outros dela. Até lá, ouçam Growing Pain e encantem-se.


TRACKLIST: 

01. Good God
02. The Baby
03. Leaving Baby
04. I Don't Wanna Se Your With Her
05. Good and Bad
06. Not Sober
07. Confess !
08. Where I Come From
09. Bend Till I Break
10. You Deserve Better
11. Growing Pains

Nenhum comentário

Postar um comentário