[News] Vencedora do Prêmio Jabuti, Luiza Romão lança Ontem Vi Meu Pai Chorar, livro infantil ambientado no universo do futebol

 Vencedora do Prêmio Jabuti, Luiza Romão lança Ontem Vi Meu Pai Chorar, livro infantil ambientado no universo do futebol

A primeira obra infantil da premiada autora conta com imagens criadas por Silvia Nastari, diretora de arte da editora Quelônio. Ilustrações digitais e elementos fotográficos se combinam em colagens originais.




Foto 1: Capa de Ontem Vi Meu Pai Chorar


No dia 07 de junho, domingo, às 15h, o Sesc Vila Mariana recebe evento de lançamento de Ontem Vi Meu Pai Chorar, primeiro livro infantil da premiada escritora Luiza Romão. Publicada pela Editora Quelônio, a obra chega às vésperas da Copa do Mundo, que começa no dia 11, e mergulha em memórias do futebol dos anos 1970. Na história, Gigi vê o pai chorando durante uma partida ouvida pelo rádio e decide investigar o que é esse tal de futebol que faz os homens se emocionarem. Com ilustrações e colagens de Silvia Nastari, o livro se inspira em documentos, cenários, fotografias e jornais da época.

Ontem Vi Meu Pai Chorar continua a parceria entre Luiza Romão e a Editora Quelônio, iniciada em 2022 com o livro de poemas detetivescos Nadine. Já a nova publicação aborda vínculos familiares, o espaço escolar e o acesso de meninas e mulheres ao esporte. Indicado para crianças a partir de cinco anos em leitura compartilhada com um adulto, o livro também convida  leitores iniciantes do Ensino Fundamental. 

Apaixonada por futebol, Luiza Romão cresceu assistindo a jogos no Estádio Santa Cruz, em sua cidade natal, Ribeirão Preto. Depois de se mudar para São Paulo, passou a frequentar as arquibancadas do Palmeiras, seu time do coração. A vivência nos estádios foi fundamental para construir a história de Gigi: 

 “No começo, a Gigi se espanta ao ver o pai aos prantos e tenta descobrir o que aconteceu. Não é muito fácil. Toda vez que ela tenta encontrar respostas, alguém diz que futebol “não é assunto de menina”. Além disso, o livro também discute como nossa sociedade, desde muito cedo, ensina os homens a reprimir suas emoções. Isto está presente nas famílias, nas rodas de amigos, nos espaços de formação. Neste contexto tão enrijecido, o futebol se torna um dos poucos momentos em que é permitido chorar, se abraçar, gritar, etc. Assim, convidamos as leitoras e leitores a pensarem o quanto o futebol é ‘assunto de menina’ e como o choro não deve ser um tabu”, conta a autora.

Deste modo, o esporte fortalece o vínculo entre pai e filha e entre Gigi e outras meninas, agregando novos olhares para a masculinidade e as trocas afetivas na infância. Além disso, a obra traz à tona um fato histórico importante: a proibição do futebol de mulheres por quase quarenta anos no Brasil. Neste sentido, a orelha de Ontem Vi Meu Pai Chorar foi escrita por Aira Bonfim, historiadora, ativista e especialista na história social do futebol feminino brasileiro.

Outros trabalhos de Luiza também reforçam seu amor pelo esporte, como a co-curadoria da exposição ¡Cancha Brava! Futebol sudamericano en disputa, realizada pelo Museu do Futebol em 2025; a orelha de Rostos cobertos, corações à mostra: futebol, autonomia e luta zapatista (Editora Autonomia Literária); o prefácio da antologia de crônicas do Museu do Futebol (2024); e a publicação de textos sobre o esporte nas revistas Tinta Libre (Espanha), Revista E (SESC) e Quatro Cinco Um. Além disso, Romão desenvolve doutorado sobre futebol, voz e literatura latinoamericana na Universidade de São Paulo, com apresentações em importantes congressos da área.

Na agenda da autora também consta participação na Feira do Livro do Pacaembu com uma mesa sobre as dimensões afetivas do futebol e a participação feminina no jogo tanto dentro das quatro linhas como na torcida e na literatura. Mais detalhes serão divulgados em breve por meio deste link.

Sinopse

Certa noite, Gigi é despertada pelo som do choro de seu pai. Intrigada, a garota busca entender o que é que faz os homens, sempre tão fortes, sempre tão certos, caírem aos prantos. E tudo parece relacionado àquelas palavras novas e intrigantes: lateral, escanteio, impedimento, pênalti. Por que será que o tal do futebol mexe com a alegria e a tristeza de tanta gente? Ao longo dos dias, Gigi começa uma investigação sobre o jogo, dá seus primeiros chutes e, na escola, finalmente encontra o acolhimento de outras mulheres, que ainda por cima tem um time de futebol só delas. 

Sobre Luiza Romão - Ribeirão Preto (SP) , 1992
Poeta, atriz e pesquisadora, Luiza Romão é autora de Também guardamos pedras aqui (vencedor do Prêmio Jabuti 2022 nas categorias Melhor Livro de Poesia e Livro do Ano), Sangria e Nadine.

É bacharela em Artes Cênicas e mestra em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo, onde atualmente cursa doutorado. Em sua pesquisa anterior, investigou as relações entre literatura e performance no universo do poetry slam, e hoje, pesquisa voz e futebol na literatura latino-americana.

Seus trabalhos já circularam por importantes festivais no Brasil e no exterior, com apresentações na Argentina, Alemanha, Cuba, China, Espanha, Portugal, Suíça, Grécia, Holanda, México, Costa Rica, França e Uruguai, entre outros países.

Além de sua atuação artística e acadêmica, também trabalha como curadora, co-assinando exposições como Gira da Poesia: 15 anos de slam no Brasil , realizada no Museu de Arte do Rio e no Instituto Tomie Ohtake, e ¡Cancha Brava! Futebol sudamericano en disputa, no Museu do Futebol. Ontem vi meu pai chorar é seu primeiro livro infantil.

Ontem vi meu pai chorar

Autora: Luiza Romão

Ilustrações: Silvia Nastari

Editora: Quelônio

Acabamento: Brochura

Formato: 16 x 20 cm

Páginas: 48 pp.

Preço: R$ 74


Serviço

Lançamento de Ontem Vi Meu Pai Chorar, de Luiza Romão

Data: 07 de junho de 2026, domingo, às 15h
Entrada gratuita

Local: Sesc Vila Mariana (R. Pelotas, 141 - Vila Mariana, São Paulo - SP, 04012-000)


Assessoria de Imprensa - Pevi 56

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