[News] Alienígena e padre protagonizam embate entre fé e razão em cenário pós-climático extremo de 2072 em nova distopia brasileira
“V4t3r – Parte I: O Basilar e o Padre” marca o início de trilogia sci-fi do escritor mineiro Eduardo Magela Rodrigues
A devastação do planeta Terra após efeitos provocados pelas mudanças climáticas e os conflitos entre a fé e a racionalidade aparecem como temas centrais de “V4t3r – Parte I: O Basilar e o Padre” (Editora Viseu), do mineiro Eduardo Magela Rodrigues, romance que inicia uma trilogia de ficção científica que se passa em 2072.
Na trama, após uma série de catástrofes naturais, o que restou da humanidade vive nos escombros das antigas cidades e luta para sobreviver em meio aos muitos desafios cotidianos. Nesse cenário, V4T3R, um membro da racional civilização dos "Basilares", passa a se interessar pela humanidade e decide se projetar na consciência do Padre Amaro.
A partir desse ponto, o livro se aprofunda em discussões sobre a crença, a razão e a importância das escolhas. Para isso, coloca em evidência um religioso que enxerga as contradições de sua fé e um alienígena que se orienta exclusivamente pela racionalidade.
“Meu objetivo é discorrer sobre alguns dos conflitos que nos assolam por meio do alienígena e sua máquina. Com o dispositivo, ele passará pela consciência de cinco pessoas diferentes e, em cada uma delas, abordará temáticas diversas”, explica Eduardo. “Ao mesmo tempo em que especulo sobre a importância de certos valores (religião, arte, política, medicina, tecnologia) num mundo distópico e pós-apocalíptico, tento provocar questionamentos no leitor, sem – contudo – oferecer respostas claras”, frisa o autor.
O diálogo entre fé e racionalidade aparece a partir do momento em que o alienígena utiliza uma máquina, o Projetor Cognitivo, para estudar o comportamento dos humanos de dentro de suas consciências. A primeira experiência acontece na mente de
Padre Amaro, um sacerdote, que vive intensos conflitos internos, em decorrência de uma tragédia pessoal e escolhas do passado. A narrativa alterna entre o basilar descrevendo as ações do padre em terceira pessoa e tecendo comentários na primeira pessoa. “Dentro da mente do eclesiástico, o basilar testemunha o comportamento errático de Amaro, que muitas vezes fala e age de maneira diametralmente oposta ao que pensa e sente, algo que intriga o alienígena”, conta.
A escolha do escritor por esses temas tem o propósito de, por meio de um cenário distópico, oferecer ao leitor questões atuais sobre o papel da fé e da religião, de maneira provocativa, mas respeitosa.
Apesar do tom sombrio e melancólico que permeia grande parte do romance, o livro evidencia a importância da resiliência diante das adversidades e a importância de cada pessoa se responsabilizar por suas decisões. “Talvez estas mensagens não estejam tão explícitas no texto, pois em nenhum momento eu emprego estes termos. Todavia, elas podem ser depreendidas pelas ações do Padre Amaro”.
“Outro ponto que abordo, através das divagações do Padre Amaro, é a importância de sabermos apreciar a companhia das pessoas que estão ao nosso redor no cotidiano, ressalta o autor. “Infelizmente, muitas das vezes só valorizamos algumas coisas quando não mais as temos: só percebemos o quanto certas pessoas eram importantes para nós quando elas se vão; somente enxergamos a beleza que a vida encerra em situações triviais quando a impossibilidade de fazê-las nos é imposta. Buscamos a alegria em ‘grandes ocasiões instagramáveis’ e nos esquecemos dos pequenos milagres diários.”
A ideia para escrever a trilogia surgiu a partir do livro “Frankenstein”, de Mary Shelley, e do filme “A Estrada”, dirigido por John Hillcoat. Para compor a narrativa, o autor também fez muitas leituras de obras e artigos nas áreas de Teologia, Filosofia e Religião para embasar, principalmente, diálogos. “Esta é a minha obra mais madura e complexa, o melhor livro que já escrevi. Ele representa o fruto de muito trabalho, pesquisa e esforço intelectual e acredito ser uma obra que pode agradar muitas pessoas, por diferentes motivos”.
Sobre o autor e seus projetos futuros
Eduardo Magela Rodrigues, 49 anos, é natural de Pará de Minas (MG). Sua formação acadêmica inclui uma graduação em Letras pela Faculdade de Pará de Minas (FAPAM), uma Especialização em Engenharia de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e uma Especialização em Big Data e Machine Learning pela Faculdade XP Educação – IGTI. Envolvido há mais de duas décadas com Tecnologia da Informação, Eduardo atualmente trabalha como engenheiro de software.
Atualmente, o autor já trabalha na segunda parte da trilogia “V4T3R”, livro em que o basilar habitará as consciências de uma poetisa e de um político. “Com essas duas personagens, quero abordar principalmente a importância da Arte e da Política na convivência humana.”
Além da trilogia V4T3R, o escritor trabalha em três projetos: uma antologia de contos de ficção científica que dialogam com músicas de rock; a segunda parte de uma trilogia de fantasia medieval com uma abordagem mais política e um romance fantástico sobre um rapaz que consegue trazer mensagens do mundo dos mortos para o nosso mundo.
Ficha catalográfica
Título: V4t3r – Parte I: O Basilar e o Padre
Autor: Eduardo Magela Rodrigues
Editora: Viseu, 2026
ISBN: 978-6528021697
Páginas: 146
Gênero: Romance
Preço: R$ 49,90 (impresso)
Vendas: Amazon
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