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[Crítica] The Sinner - Segunda Temporada



Sinopse: Harry Ambrose (Bill Pullman) retorna a sua cidade natal para ajudar a polícia a solucionar o caso de um garoto de treze anos que confessou ter envenenado os pais. Conforme a investigação progride, o detetive descobre segredos escondidos pelos habitantes do lugar.
 
O que achei? Em sua primeira temporada, The Sinner focou em Cora Tannetti (Jessica Biel, que é produtora executiva da segunda temporada), uma dona-de-casa e mãe que – devido a um passado traumático – se tornou uma assassina durante o passeio na praia com o marido e filho. Na segunda temporada, a série da Netflix conta a história de uma criança suspeita de ter assassinado o casal com o qual viajava para Niagara Falls. E assim como foi na temporada anterior, nem tudo é o que parece ser.

Bill Pullman repete o papel do detetive Harry Ambrose que volta à sua cidade natal para ajudar a polícia local na investigação a pedido da policial Heather, onde confronta seus próprios traumas ao longo da temporada, o que acaba servindo para criar conexão pessoal de Ambrose com Julian.

Assim como na primeira temporada, The Sinner repete a fórmula onde o sabemos quem cometeu o crime, só precisamos descobrir o motivo. A diferença é que nessa temporada, a trama da série é mais direta ao ponto. Até mesmo os flashbacks que servem de contexto aos traumas de infância de Ambrose e das vidas de outros personagens da série que são ligados a essa trama são mais objetivos.

O destaque de elenco vai para Bill Pullman, onde o detetive Ambrose mais destaque e é bem mais desenvolvido que na temporada anterior; Carrie Coon que interpreta Vera, a líder da comunidade Mosswood onde Julian foi criado, mostrando toda a complexidade de uma personagem que tomou para si a liderança de um culto e que – apesar de tomar medidas questionáveis – as faz com a melhor das intenções e; Elisha Henig que interpreta muito uma criança vulnerável, confusa, traumatizada e ao mesmo tempo, madura para a sua idade.

Outro aspecto fascinante sobre essa temporada de The Sinner é sobre como tiramos conclusões precipitadas sobre os personagens baseados apenas em aparências. Isso é mais pronunciado na figura de Vera e dos residentes de Mosswood, por essa ter características de um culto.

Essa temporada de The Sinner apresenta o equilíbrio perfeito entre desenvolvimento dos personagens e desenvolvimento da história, onde todos os personagens são ligados de forma direta e indireta a Julian e Vera.

O único problema dessa temporada é que podemos adivinhar antes do clímax da mesma em que o espectador pode adivinhar algumas coisas na história em relação à identidade dos pais de Julian e o final da temporada pode não ter aquele plot twist inesperado como foi no caso da primeira temporada, mas isso em nada atrapalha a série.

A segunda temporada de The Sinner cumpre a sua proposta ao contar uma história sobre traumas e como isso une as pessoas de forma inesperada, sobre como aparências podem enganar e sobre maternidade em suas diversas formas e contextos.  
Trailer:

 


Escrito por Michelle Araújo Silva

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