28 dezembro 2018

[Resenha] Resident Evil: A Conspiração Umbrella

Sinopse: Este livro é fundamental para os fãs de Resident Evil que desejam entender o incidente em Raccoon City, que teve início na fabulosa mansão Spencer. Usando como pano de fundo a história do primeiro jogo da série, S.D. Perry reconta os acontecimentos registrados nas montanhas Arklay, onde ocorrências de canibalismo assustam a população. A autora vai além da narrativa original e acrescenta momentos anteriores à missão dos S.T.A.R.S., com novas situações para envolver os leitores na busca por respostas aos casos bizarros que, de alguma forma, estão relacionados à corporação Umbrella. Aventure-se nas descobertas de Chris Redfield e Jill Valentine, que lutam pelas suas vidas para não serem engolidos pela escuridão eterna. Surpreenda-se ao encarar o seu próprio medo das coisas que se escondem por trás de cada esquina. Boa leitura!
O que eu achei?

Alimentando uma nostalgia adolescente, o livro “Resident Evil: A Conspiração Umbrella”, de S. D. Perry é a fiel recriação e novelização de uma das maiores franquias de games de horror já produzidas, focando no primeiro game da série, dando início a derrocada do mundo.
A história se inicia na famosa – e fictícia - cidade de Raccoon, onde casos de assassinatos com traços de canibalismo surgem próximo a mata. O Departamento de Policia de Raccoon começa a tratar o caso de forma leviana, até que a situação se grava e a S.T.A.R.S. (Serviço de Resgate e Táticas Especiais) é chamado para ajudar na investigação. Então vemos um jogo de poderes e interesses surgir, e um mistério a ser desvendado em uma mansão que parece ser o epicentro de todos os assassinatos.
Basicamente, o livro transforma a história do primeiro game e um thriller, mas não apenas a narrativa. A autora soube incorporar os elementos marcantes e característicos da série na leitura, como os puzzles e as chaves, que são marcas registradas dos jogos – e um sacrifício de se encontrar. Estamos, neste livro, na Mansão Arklay, uma casa isolada na mata e que parece esconder os segredos necessários para a investigação. Então, tal como os jogos, temos as personagens Jill Valentine e Chris Redfield, além de Brady, Rebecca, e o controverso Wesker.
A narrativa do livro é fácil de se acompanhar, e consegue – até certo ponto – manter a carga de suspensa da história, com pequenos toques de horror. Contudo, são pequenos mesmo – o gore tão comum á série não está presente nas descrições com a força necessária. Além disso, a história talvez peque um pouco por não se valer pela liberdade criativa, visto que seria preciso preencher algumas lacunas do jogo para montar o livro. Algumas até são muito bem colocadas – como o passado de Jill -, mas em outros momentos, o livro se torna uma andança de procura-aqui-procura-ali cansativa – o que seria mais interessante nos jogos.
A história serve como uma introdução ao acontecimentos que desencadearam o apocalipse zumbi, nos revelando aos poucos as pesquisas e os motivos da Umbrella Corp. por trás da pesquisa com o T-Virus. A conspiração que é citada no título poderia ter sido mais bem trabalhada, mas é aceitável que tenha sido da forma como foi – pois ainda é o início da série. O último ponto que destacaria como sendo não muito atrativo é a escrita da autora, que precisa amadurecer demais para conseguir carregar o peso da história com louvor e fazer justiça aos games.
No geral, a experiência de reviver o mistério da mansão Arklay, descobrir os jogos da Umbrella e revisitar cenários e personagens que eu – e tantos outros – conhecemos e convivemos por horas e horas – e muitas outras horas – é incrível, nostálgico e bastante divertido. Confesso que a leitura não me animou pela apresentação, mas como fã da série, não vejo a hora de ler os próximos volumes.

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