27 dezembro 2018

[Crítica] Bumblebee

Sinopse:

Os Autobots estão perdendo a guerra para os Decepticons e a única maneira de sobrevivência é enviar Bumblebee para a Terra. Então, em 1987, o Transformer se esconde em um ferro-velho de uma cidade praiana da Califórnia. Charlie, uma garota que ama carros e músicas e está prestes a fazer 18 anos, encontra um Fusca amarelo em péssimas condições. Quando vai tentar repará-lo, Charlie descobre que o carro, na verdade, é um robô parecido com uma abelha Bumblebee.






                        O que eu achei?
Diversão do início ao fim. O filme surpreende pelo bom e criativo enredo para anteceder a história já contada nos filmes da franquia Transformers. Um ponto importante é que pra quem não assistiu a nenhum dos filmes pode tranquilamente começar por esse é entender tudo (ou quase tudo).


"Bumblebee", como o nome já diz, conta o início da jornada do mais famoso herói dos Transformers. Há uma guerra no planeta dos Autobots contra os Decepticons é a solução encontrada por Optimus Prime, o líder dos Autobots, é que um robô deveria estabelecer uma base num planeta distante chamado Terra (ou seja, o nosso planeta). Assim, o escolhido para essa missão é B127 (o Bumblebee).

Diferente do que ocorre nos outros filmes, o robô possui uma comunicação eficaz como qualquer outro robô. Entretanto, ao negar contar os planos dos Autobots para os Decepticons, um dos vilões lhe aplica um golpe que danifica o sistema de fala de Bumblebee, deixando o robô sem voz. Além do spin-off contar como Bumblebee perdeu sua fala, também é apresentado ao público como ele ganhou esse nome.

Algo legal no filme é o fato de a protagonista amiga do robô ser do sexo feminino. Até porque, mulheres podem ser apaixonadas por carros assim como os homens, e é o que o longa demonstra bem.

Na primeira metade do filme, foram utilizados diversos objetos de cor amarela, com a filmagem muitas vezes focando nesses objetos. Foi interessante essa ideia de utilizar a cor tão representativa do Bumblebee em cenas onde ele não aparecia.

Um ponto negativo do filme são pequenas falhas de continuação de cena que, apesar de não atrapalharem o andamento da trama, são desnecessárias, pois em poucos segundos elas poderiam ter sido aproveitadas. Um exemplo é quando a protagonista vai de bicicleta até alcançar a mãe dirigindo o fusca (Bumblebee) na estrada. Quando a garota consegue fazer a mãe parar o carro, ela larga a bicicleta na rua e entra no carro para dirigir. Então... a bicicleta fica no meio da rua? Não poderia ter posto no carro?

Além de tudo já comentado, não tem como falar de Transformers sem falar de uma trilha sonora incrível, além de efeitos sonoros e visuais maravilhosos. Ademais, o fato de a trama se passar nos anos 80 deixa o filme com um tom nostálgico, com programas de TV, músicas e roupas da época.

É claro que também não dá pra deixar de mencionar aqui a bela atuação da atriz Hailee Steinfeld, no papel da protagonista Charlie Watson.

Atenção: às vezes Bumblebee como Fusca faz o espectador lembrar de Herbie, o famoso Fusca de filmes clássicos como “Se Meu Fusca Falasse” e “Herbie, Meu Fusca Turbinado”. Mas, brincadeiras à parte, a escolha do primeiro carro famoso em que o robô se transforma ser um Fusca é interessante, primeiro por se tratar de um carro bem popular da época que Bumblebee chega à Terra no filme, e segundo, por ser um carro semelhante a um inseto, ou melhor, a um besouro, como é conhecido nos EUA (Beetle, besouro em inglês, em vez de Fusca).

Enfim, o filme é muito bom. Nos resta agora aguardar a nova franquia de Transformers, já anunciada pela Hasbro, detentora dos direitos dos brinquedos de robôs, que serviram de inspiração para os desenhos animados e filmes. Um reboot da saga Transformers virá nos próximos anos. Estaremos torcendo para que sejam excelentes filmes, e bem melhores que a saga produzida por Michael Bay.

Data de estreia no Brasil: 25 de dezembro
                     
Trailer:

Escrito por Victor Monteiro
   

Nenhum comentário

Postar um comentário