07 outubro 2017

[Crítica] Pica-Pau: O Filme


O famoso pássaro divertido e travesso chega aos cinemas para uma aventura inédita. Pica-Pau mais uma vez tem seu território ameaçado e cria uma confusão para ganhar a briga. Os novos inimigos são os vigaristas Lance Walters (Timothy Omundson) e sua namorada Vanessa (Thaila Ayala), por decidirem construir uma mansão no meio da floresta, próxima à árvore onde Pica-Pau mora. Mas Pica-Pau consegue um amigo para ajuda-lo em sua missão: o garoto Tommy Walters (Graham Verchere).
O que achei?
Quando era criança, adorava assistir desenhos animados na TV e um dos clássicos que assistia era Pica-Pau. Episódios não muito longos, com histórias independentes entre si, era um desenho que me divertia bastante. Ao descobrir no final do ano passado que Pica-Pau ganharia um filme, logo imaginei que provavelmente seria no mesmo modelo dos desenhos antigos. Entretanto, ao assistir ao trailer acabei me deparando com uma certa decepção: o longa seria uma mistura de live-action e animação (CGI – imagens geradas por computador, sigla em inglês). Acho isso um pouco esquisito, mas que pode ser divertido e interessante, se for bem feito, como no caso da série de filmes “Alvin e os Esquilos”. No caso de “Pica-Pau - O Filme”, achei a mistura agradável e bem elaborada.

O longa é dirigido por Alex Zamm (diretor de filmes como “Os Batutinhas: Uma Nova Aventura”, “Um Herói de Brinquedo 2” e “Inspetor Bugiganga 2”) e estrelado por Timothy Omundson interpretando o pai rico Lance Walters, a brasileira Thaila Ayala (sim, uma brasileira!!!), como sua namorada, e Graham Verchere interpretando o filho bonzinho e amigo do Pica-Pau.

Enfim, o filme é bom? Vale a pena assistir? Se você é fã do Pica-Pau, sim! Claro! Nada como se divertir um pouco e relembrar a infância! Mas poderia ser melhor? Sim. Veja abaixo os motivos:

Fiquei me perguntando no início do filme (até mais ou menos a metade) onde e quando apareceriam os outros personagens do desenho animado. Mas nem sequer uma referência a algum deles foi apresentada no filme. Confesso que isso me deixou (e acho que deixa qualquer fã) um pouco triste ou frustrado. Nem Zeca Urubu, Leôncio, Zé Jacaré, nem mesmo Winnie (Paulina), a namorada do Pica-Pau (que saudades desses personagens!). Um ponto negativo do filme, infelizmente. Já nas ações dos personagens do filme é possível perceber referências aos episódios do desenho, como por exemplo quando o Pica-Pau engana duas pessoas que querem pegá-lo fazendo com que um acerte o outro e também quando uma explosão acontece e a pessoa fica com os cabelos bagunçados e o corpo todo sujo.

O filme é voltado tanto para as crianças quanto para os adultos que assistiam ao desenho na infância. E como em todo filme do gênero, existe o foco educativo. No caso de “Pica-Pau: O Filme”, isso fica por conta da importância da preservação da natureza e o valor da amizade e da família.

Na questão dos diálogos, na maior parte do filme são de fácil entendimento para qualquer tipo de público (inclusive crianças). Já as dublagens causam certo estranhamento do público. Pica-Pau possui um novo dublador. E a dublagem da brasileira Thaila Ayala ficou um pouco estranha, sendo sem graça em alguns momentos. De resto, as dublagens não apresentam grandes problemas.

Enfim, é isso. “Pica-Pau: O Filme” agrada pouco quem é fã dos desenhos, mas diverte. Poderia ter sido muito melhor, mas vale a pena pela nostalgia.

Trailer:


Escrito por Victor Monteiro

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