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[Programação] Teatro de 3 a 10 de setembro

                                                Teatro da Gávea

Uma Fortuna Pra Doi$, terças e quartas às 20:30, até 28 de agosto.60 a inteira e 30 a meia.

Uma Fortuna Pra Doi$ conta a história de Dona Leocádia, uma idosa rica, prestes a morrer. Só que antes de partir, ela quer reencontrar seu neto desaparecido e deixar toda sua fortuna para ele. Incentivada por Janete, sua ajudante do lar, ela faz um vídeo, posta na Internet, na esperança de revê-lo. Para surpresa de Dona Leocádia surgem dois rapazes dizendo-se netos dela.

A dúvida faz a milionária ter uma tarefa difícil: descobrir quem é o verdadeiro neto.

João, o Alfaiata-Um herói inusitado,sábados e domingos às 17h, até 29 de setembro. Preço não divulgado.

Prêmio RJ e SP (Melhor Espetáculo + Visagismo + Ator + Atriz), os cômicos do Etc e Tal, apresentam “João o Alfaiate” que esbraveja sua valentia ao matar 7 insetos pousados em sua refeição. Num reino onde seres fantásticos apavoram a Vila Central. A notícia se espalha até chegar ao Rei. Cenário mágico e efeitos de mímica imperdíveis!

Só de amor, sextas às 21:30,sábados às 21h e domingos às 20h. 80 a inteira e 40 a meia.

Mariana Santos, que já tinha escrito algumas esquetes, volta aos palcos, após 4 anos dedicados à televisão, assumindo a função de dramaturga em seu primeiro monólogo, SÓ DE AMOR. “O teatro é meu lugar. O processo de escrita é muito instigante. É uma independência artística falar para o público o que realmente quero comunicar”, conta a nova escritora.  Completando 20 anos de produção teatral, Rodrigo Velloni, marido de Mariana, estreia como diretor. “Eu e Mari nos conhecemos há sete anos, começamos a namorar e casamos. Toda vez que tínhamos uma diferença de opinião, durante os ensaios, a gente se escutava e chegava a um denominador comum. É um trabalho feito por nós dois, a 4 mãos”.  SÓ DE AMOR estreia em 02 de agosto, para uma curta temporada, no Teatro dos 4, Shopping da Gávea.

Malu, a personagem de SÓ AMOR, é uma cantora que está no camarim se preparando para o show. Antes da apresentação, a artista sofre uma crise de pânico, quando revela seus maiores medos, visita o passado e infância. Nos bastidores, bebe e fuma compulsivamente. O texto é marcado pelo humor e quebra da quarta parede, com números de plateia e muita música. Aos 42 anos, Mariana já revelou publicamente que, desde criança, lida com as dificuldades da síndrome do pânico. Apenas a vocação foi capaz de fazer o medo diminuir. “Sofri a vida inteira com isso e foi o teatro que me libertou. Tinha muita dificuldade em sair de casa, mas como a vontade de estar em cena e a necessidade de trabalhar eram maiores, fui levando adiante e vencendo aos poucos os meus fantasmas”, revela a atriz e dramaturga.

Mariana e a diretora musical Fernanda Maia fizeram uma releitura de cantigas de roda, com arranjos e letras originais, que ganharam estrofes sobre solidão, uso excessivo de remédios, frustrações com relacionamentos, ansiedade, enfim, os males do século XXI. Os arranjos ganharam uma roupagem urbana e contemporânea. “O texto determinou a escolha das músicas”, detalha Fernanda. “Escolhi as cantigas de roda porque elas falam de tudo que eu gostaria de falar. A peça tem uma pegada um pouco nostálgica, às vezes volto para a fase da adolescência, da infância e, por isso, achei que elas iam costurar bem o espetáculo”, explica Mariana.

Há no texto vivências pessoais e situações completamente fictícias. O objetivo é falar sobre a complexidade da mente humana e da variedade de sentimentos. A peça estreou em 2018 em São Paulo e fez viagens por algumas capitais. “Sinto que as pessoas se identificam com vários momentos do espetáculo, seja nas partes cômicas ou nas mais delicadas. Falo de amor, humor, angústias, perdas e relacionamento com pai e mãe. Tudo que faz parte da vida de todo mundo. É tão libertador colocar para fora, através da arte, coisas tão pessoais. Melhor ainda é fazer humor com isso. Acredito que todos nós precisamos rir um pouco das nossas próprias tragédias”, comenta Santos.

O cenário de Chris Aizner é composto por 50 pedestais, de tubos de led, distribuídos no palco, configurando as asas de um avião. A iluminação de Domingos Quintiliano parte da configuração cenográfica, que ambienta inúmeras possibilidades, utilizando recursos de luz proporcionados pelos movimentos das cores. O figurino de Fábio Namatame retrata uma estética não realista, uma roupa azul com brilhos.

O fato de ser dirigida pelo marido facilitou o processo artístico. “Cada coisa que eu escrevia ia dividindo com o Rodrigo, que sempre me encorajava a produzir mais. Quando terminei, ele disse que queria me dirigir. Essa conexão entre diretor e atriz, sobretudo em um projeto solo, tem que ser muito íntima. É um prazer enorme estar com ele na vida e no trabalho. Ele é o grande amor da minha vida”, declara-se. O casal se conheceu trabalhando, em 2012, na peça “Atreva-se”, dirigida por Jô Soares.









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