15 fevereiro 2018

[Resenha] Recordando Anne Frank


Sinopse:
Para os milhões de leitores apaixonados pelo livro O Diário de Anne Frank, aqui está a surpreendente história de Miep Gies. Por mais de dois anos, Miep e seu marido ajudaram a esconder judeus dos nazistas. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram suas vidas todos os dias para levar comida, notícias e apoio emocional às vítimas.
Neste livro, Miep Gies relembra seus dias com honestidade e sensível clareza. Ela narra desde sua infância sofrida como refugiada da Primeira Guerra Mundial até o momento em que coloca o pequeno diário xadrez de Anne Frank nas mãos de seu pai, Otto Frank. O diário ficou guardado com Miep por muitos anos, e graças a ela, ele pode ser publicado.
Recordando Anne Frank é uma história fascinante e verdadeira, onde cada página nos toca com coragem e dolorosa delicadeza.

O que eu achei?
Para que já leu 'O Diário de Anne Frank", o nome Miep Gies é bem familiar. Se você não leu, eu digo com todo o prazer: Meip Gies foi quem escondeu, auxiliou a família Frank e os outros no esconderijo - O Anexo - durante a guerra e, posteriormente, guardou o diário e os escritos de Anne Frank até o fim da guerra, entregando ao pai de Anne, Otto H. Frank, único sobrevivente da família.
'Recordando Anne Frank' nos dá uma perspectiva completamente nova do que já conhecemos. Sabemos das barbaridades que aconteceram duranto o Holocausto, e como a vida era praticamente um constante desafio, principalmente para quem protegia judeus. Miep passou de funcionária para a maior protetora dos Frank, responsável pelos alimentos, bebidas, suprimentos, e acima de tudo, conforto emocional, junto de Henk, quem futuramente viria se tornar seu marido e companheiro nessa luta.
Enquanto 'O Diário e Anne Frank' nos guia pela vida n'O Anexo, com relatos pequenos das atrocidades da guerra, 'Redescobrindo Anne Frank' a vive a cada instante. Entendemos, através de um ponto de vista pessoal, as dificuldades de se tentar viver, ou melhor, sobreviver em um tempo onde a escassez e a crueldade eram as palavras de ordem.
Miep nos leva não apenas pelo seu cotidiano, mas nos mostra os efeitos da guerra e dos conceitos nazistas na população de Amsterdã, Holanda, envenenando a mente de uma sociedade antes tão amigável e pacata. Também ficamos a par de suas dificuldades para conseguir suprimentos em auxílio aos escondidos n'O Anexo, e vemos, acima de tudo, o tamanho de sua força em tempos tão obscuros.
Miep Gies se mostra resistente a tudo, com uma mente afiada e determinada, incapaz de se manter indiferente a tudo o que a cercava. Sempre dispista a ajudar; sempre disposta a ser o apoio que seus amigos enclausurados necessitavam, mesmo quando ela mesma necessitava. Henk também se mostra um personagem incrivelmente importante e poderoso, tão igual a Miep em poder e determinação. Miep e Henk eram a pura essência da esperança em tempos de guerra e morte.
Esse livro, que mostra a história de como duas pessoas simples, com atitudes simples, podem levar esperança - por menor que seja - a quem precisa, é indispensável para todos, inclusive para aqueles que também amam "O Diário de Anne Frank". Uma obra linda e emocionante de Miep Gies e Alison Leslie Gold.

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