14 junho 2017

[Resenha] Tudo e Todas as Coisas

Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua. “A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são ­minha mãe e minha enfermeira, Carla. Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente ­da ­casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly. Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E­ é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.”
O que eu achei? 
No começo do ano eu fiz uma lista com todos os livros que eu simplesmente precisava ler em 2017, e depois do burburinho que foi o lançamento aqui no Brasil de Tudo e Todas as Coisas ele foi um dos primeiros a entrar na minha lista, principalmente agora com o filme quase sendo lançado e a nova edição incrível feita pela editora arqueiro, que além de conter uma capa filme maravilhosa, ainda conta com várias fotos dentro do livro, ele está incrível e tudo isso só aumentou ainda mais minha vontade de ler.

No livro vamos conhecer Madeline, uma jovem de 17 anos que sofre de IDCG- Imunodeficiencia combinada grave- ou como doença da criança bolha, ou seja, ela é alérgica ao nosso mundo, tudo no ambiente externo pode causar uma alergia tão grave a ponto de matá-la a tornando prisioneira de sua própria casa, e faz com que ela só tenha contato pessoal com sua mãe e sua enfermeira Carla, até suas aulas são feitas sem contato nenhum, tudo é feito virtualmente, assim Maddy consegue ter todas as fases de uma pessoa normal sem colocar os pés fora de casa, mas será que isso é realmente viver?

Maddy está acostumada a sua vida até que ganha novos vizinhos e um em especial chama sua atenção e mesmo pela sua janela ela continua observando a família e já sabe a rotina deles de cor, desde o comportamento agressivo do pai, o fumo escondido da irmã e onde Olly vai quando tudo isso acontece, mas claro que quando observamos alguém também damos brecha para que esta pessoa nos observe, e assim Olly fica tão intrigado com a vizinha e do porquê nunca a ver fora de casa. Claro que o primeiro contato foi completamente barrado pela mãe de Maddy, mas nenhum dos dois se dá por vencido. Olly volta para casa escreve seu email no vidro da janela, e os dois começam uma amizade virtual.

Com o passar do tempo os dois descobre que tem muito mais a aprender um com o outro do que poderiam imaginar, Olly que aparentemente é o que tinha a vida boa, livre e plena, aprende tanto com Maddy, que aparentemente não sabe o que é viver que nos questionamos como vivemos nossas vidas e o que de fato realmente é viver. É um livro marcante, dificilmente que o leu conseguirá esquece-lo é daqueles que levaremos a lição por toda a vida, e os questionamentos nos farão ter uma vida melhor e mais consciente de todas as coisas maravilhosas que temos e não damos valor.


Um comentário

  1. Oi Mayara,
    Estou ansiosa para ler esse livro, e pretendo fazer em breve ja que o filme esta ai né. Achei bem legal por retratar uma sindrome bem diferente e envolver a coragem dela para enfrentar o mundo.
    beijos

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