14 junho 2017

[Crítica] Armas na mesa

Elizabeth Sloane (Jessica Chastain) é uma das lobistas mais poderosas dos Estados Unidos, conhecida por usar uma série de estratégias ilegais para atingir os seus objetivos. Um dia, é abordada para apoiar a bancada mais poderosa do congresso americano: os senadores pró-armas. Contrária à ideia, ela pede demissão e passa a trabalhar para o lado oposto, na intenção de conseguir leis mais rígidas para o porte de armas. Sloane começa a sofrer um série de ameças pessoais e profissionais, e começa a questionar os seus limites dentro desta profissão.
O que eu achei? 
Em tempos de lutas feministas, onde vemos uma tentativa exaustiva de termos mais mulheres atuando e exercendo funções tidas como " de mulheres", somos presenteados com este filme espetacular onde uma mulher doa- se tanto a um papel que sentimos cada emoção que seu personagem sente.Definitivamente não poderia deixar de começar essa crítica desta forma.

Elizabeth é uma lobista que não mede esforços para conseguir o que quer! Pense numa personagem forte, então esta é Elizabeth Sloane, uma mulher que não tem família, nem amigos, nem namorado; ela tem apenas uma carreira muito bem construída e muito estruturada. E assim começa este filme!

Sloane é impecável da cabeça aos pés, com um péssimo humor e pouca capacidade em ter relacionamentos fora do seu mundinho "casa-escritório", tem uma carreira estável numa empresa muito conceituada, mas tudo muda quando recebe a proposta de outra empresa que a quer assumindo uma causa "perdida".

Esta causa perdida nada mais é do que seu novo cliente na empresa atual: uma indústria armamentista. A partir daí Sloane se torna ainda mais maníaca por seu trabalho. Assim que muda para a nova empresa descobrimos várias facetas da personagem: uma mulher calculista, fria  capaz de tudo para ganhar até mesmo espionar sem autorização para fazê-lo.

O filme nos mostra uma disputa incrível e do que lobistas, governantes e afins são capazes de fazer. Numa época em que a política está de fato em alta em todo canto do planeta, nos fez pensar o que realmente temos ou não acesso e que no finalmente ão sabemos nada sobre politicagem.

Quando achou que estava "ganhando" Sloane ´investigada por diversos crimes e é tem sua vida devastada para que quebrem assim  "muralha" da perfeição que esta mulher é.

O ponto alto do filme é intercalar entre presente e passado para fazer com que o expectador fique grudado na cadeira, sempre desejoso por mais e mais informação e se questionando o que de fato Sloane ainda não fez.

Aras na mesa veio para mostrar que mulheres não são sempre boazinhas, nem muito menos precisam de um parceiro para encontrar algum sentido na vida.

As cenas são super bem dirigidas com mérito do início ao fim do longa e uma atuação impecável de Jessica Chastain. 

Trailer:



Um comentário

  1. Oi Maisa,
    Assisti a este filme e adorei, achei uma trama bem inteligente e um jogo cheio de reviravoltas.
    o final é surpreendente!
    beijos

    ResponderExcluir