[News] 10ª Bienal Internacional de Dança De Par em Par anuncia programação
10ª Bienal Internacional de Dança De Par em Par anuncia programação
Vogue Funk - foto Charles Pereira
Com cerimônias de abertura no dia 23 de outubro em Fortaleza e Paracuru, a 10ª edição dos anos pares da Bienal Internacional de Dança do Ceará terá programação entre 21 de outubro e 1º de novembro em oito cidades do estado. Acesso gratuito.
Programação https://docs.google.com/
Com 64 apresentações artísticas, de 43 atrações locais, nacionais e internacionais, chega à 10ª edição a Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par, braço dos anos pares da tradicional Bienal que acontece desde 1997 nos anos ímpares. Com abertura oficial no dia 23 de outubro em Fortaleza e Paracuru, e início das apresentações no dia 21, em Juazeiro do Norte e Crato, a Bienal De Par em Par circulará, ao todo, por oito cidades cearenses, até 1º de novembro, com acesso gratuito a todas as atividades.
A 10ª Bienal de Par em Par acontecerá em Juazeiro do Norte (21 e 22/10), Crato, (21, 23 e 24/10), Fortaleza (23/10 a 1º/11), Paracuru (23 e 24/10), Pacatuba (26, 29 e 30/10), Canoa Quebrada/Aracati (28 a 31/10), Baturité (30 e 31/10) e Guaramiranga (31/10). “Essa escolha consciente reafirma a descentralização cultural, permitindo que a arte ganhe novos sotaques, fortaleça redes locais e chegue a cada vez mais pessoas”, diz David Linhares, criador e diretor da Bienal de Dança.
Nesta edição, a diversidade é um princípio orientador. Acessibilidade, inclusão e o reconhecimento de perspectivas decoloniais, valorizando as heranças da diáspora negra e as culturas dos povos indígenas, convocam a dança a questionar hierarquias e a celebrar a pluralidade. Tudo isso se materializa em mais de 70 atividades, incluindo espetáculos, oficinas, seminários, exposições, residências e videocasts, compondo uma rica teia de criação e formação.
INÍCIO EM JUAZEIRO DO NORTE E CRATO
Na região do Cariri, a Bienal inicia as apresentações desta edição. Em Juazeiro do Norte, estará nos dias 21 e 22 no Teatro do Banco do Nordeste Cultural. No Crato, ocupará o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo com apresentações nos dias 21, 23 e 24.
“Água Viva”, de Clarice Lima, Cláudia Pires e Rosa Ana Fernandes, do Ceará, será a primeira apresentação desta edição, no dia 21, às 15h, no Teatro do Banco do Nordeste Cultural, em Juazeiro do Norte, local que, no dia seguinte, no mesmo horário, terá a também cearense Cia Alysson Amâncio com “Floresta de Pedras”.
No Crato, o Grupo Três em Cena, de Goiás, estará no dia 21, às 19h, no Terreiro das Artes, no Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo (CCC), com o espetáculo “Contenção”. Na noite de sexta-feira, 23, enquanto Fortaleza e Paracuru sediam a abertura oficial da edição, a Bienal De Par em Par segue no Crato com a Cia Alysson Amâncio apresentando “Roma dos Pobres", às 18h30, no Pequeno Palco do CCC.
No sábado, 24, a Bienal De Par em Par encerra os dias no Cariri com uma programação festiva no Centro Cultural Sérvulo Esmeraldo. Às 18h, no Pequeno Palco, tem “Vogue Funk”, espetáculo da Patfudyda/Quafá Produções, do Rio de Janeiro. Na sequência, no Parque (Teatro pra Fora), acontece uma parceria da Bienal com o projeto Ceará Sinfônico – Programa Integrado de Fomento à Música Instrumental Cearense de Concerto e de Apoio às Bandas de Música, da Secult-CE, com apresentação de Orquestra UFCA, Kariri Sax, Grupo de Sopros e Percussão da UFCA, Coral da UFCA e Orquestra Vila da Música.
E levando pela primeira vez um grande espetáculo de balé clássico ao local, a Bienal recebe no Teatro do CCC a São Paulo Companhia de Dança, considerada uma das mais importantes companhias da América Latina pela crítica especializada. O espetáculo que apresenta é “Giselle – Ato II”, remontagem de Lars Van Cauwenbergh, a partir da obra de 1841 de Jules Perrot (1810-1892) e Jean Coralli (1779-1854), com música de Adolphe Adam (1803-1856).
ABERTURA OFICIAL NO DIA 23 EM FORTALEZA E PARACURU
Em Fortaleza e Paracuru, a Bienal De Par em Par terá no dia 23 a abertura oficial da 10ª edição. Na capital, será no Cineteatro São Luiz, a partir das 17h30, começando com o Três em Cena, de Goiás, apresentando “Contenção”. Logo após acontece a cerimônia de abertura, seguida por “Giselle – Ato II”, da São Paulo Companhia de Dança. Do Cineteatro, o evento segue para o Pirata Bar, abrindo a programação Bienal D’Iracema, com “ForRock”, Festa de Abertura da Bienal com os cearenses Farra dos bons, Mateus Fazeno Rock e DJ Guga de Castro.
Em Paracuru, que recebe a Bienal nos dias 23 e 24 na Praça da Matriz, a programação no dia 23 começa às 19h com a Cerimônia de Abertura, seguida pelo espetáculo “Joia”, uma criação de Jorge Garcia, de São Paulo, com a Escola de Dança de Paracuru. Na sequência, a Bienal recebe a Cisne Negro Cia de Dança, de São Paulo, com “Cisne em Movimento”, que no dia 24 estará em Fortaleza no palco do Cineteatro São Luiz.
“Cisne em Movimento” é composto por quatro obras do repertório da companhia: “Sabiá” (1988), “Cálice” (2019), “Prece” (1988) e “Four Seasons For Three” (2025). Fundada em São Paulo há 49 anos por Hulda Bittencourt (1934-2021), que foi diretora artística por 44 anos, a Cisne Negro Cia. de Dança é considerada uma das principais companhias contemporâneas do país, com reconhecimento de crítica e público.
MAIS ATRAÇÕES
Outros importantes nomes da dança no Ceará, no Brasil e outros países e continentes formam, até 1º de novembro, esse caldeirão de encontros e cruzamentos que é a 10ª Bienal De Par em Par. A dança transborda e dialoga com o teatro, o cinema, a música, as artes visuais e o audiovisual, expandindo as possibilidades de percepção.
Do Ceará estão nesta edição: Andreia Pires, Ballet Mônica Luiza, Cia Alysson Amâncio, Cia de Dança Mosaico40, Denise Parra, LolyPop Urban Art, Mara Alexandre, Maria Epinefrina, Wellington Gadelha. A edição conta também com Paracuru Companhia de Dança, com dois trabalhos, um deles em parceria com o coreógrafo goiano Henrique Rodovalho; Andrei Bessa, cearense residente em Portugal; Clarice Lima, cearense residente em São Paulo, com dois trabalhos, sendo um solo e um em parceria com Cláudia Pires e Rosa Ana Fernandes.
E mais, Escola de Dança de Paracuru, com um trabalho em parceria com Jorge Garcia, de São Paulo; Núcleo Artístico de Dança do Centro Cultural Bom Jardim, também em parceria com Jorge Garcia; trabalhos coreográficos do Corpo Artístico Jovem de Dança da Escola Pública de Dança da Vila das Artes, do Curso Técnico em Dança – CTD da Escola Porto Iracema das Artes e do Curso de Licenciatura em Dança da Universidade Federal do Ceará. Completam a programação artística cearenses desta edição as atrações musicais Farra dos bons, Mateus Fazeno Rock, DJ Guga de Castro e, do programa Ceará Sinfônico, Orquestra UFCA, Kariri Sax, Grupo de Sopros e Percussão da UFCA, Coral da UFCA e Orquestra Vila da Música.
De outros estados e regiões do Brasil, a 10ª Bienal de Par em Par recebe espetáculos de São Paulo Companhia de Dança, Cisne Negro Cia. de Dança, Jorge Garcia Cia de Dança, GRUA e Cristian Duarte /em companhia, de São Paulo; Grupo Três em Cena e Quasar Cia de Dança, de Goiás; Cia REC, Alice Ripoll e Patfudyda | Quafá Produções, do Rio de Janeiro; Marcelo Evelin, do Piauí, com um trabalho em parceria com a Bienal de Dança; Cia Giradança, do Rio Grande do Norte, com dois trabalhos, um em parceria com Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, de São Paulo, e um em parceria com a alemã Elisabete Finger; Erivelto Viana, do Maranhão, com Princesa Ricardo Marinelli, do Paraná; e Cia Ananda, de Minas Gerais, com abertura de processo de solo da cearense Rosa Primo, com direção de Anamaria Fernandes (MG/CE).
São atrações convidadas de outros países Collectif ZOT, da Guiana Francesa e Guadalupe, França; Cie La Mangrove, de Guadalupe, França; Salia Sanou, Centre Chorégraphique National de Nantes, França; e Companhia Dame de Pic/Cie Karine Ponties, da Bélgica.
ESPAÇOS DE DANÇA E DE ENCONTROS
Ao romper os limites da caixa preta dos teatros, o festival aposta no inesperado e convida o público a perceber a cidade por novos ângulos, transformando ruas, praças e museus em verdadeiros territórios de fruição artística. Na capital, além ocupar espaços que tradicionalmente recebem a Bienal - Cineteatro São Luiz, Theatro José de Alencar e Teatro B. de Paiva do Hub Cultural Porto Dragão – como fruto da expansão afetiva pela cidade de Fortaleza, nasceu a Casa Movimenta, na Praia de Iracema, em uma parceria profícua com o Laboratório de Experimentações em Audiovisual (LEEA) e os programas da Universidade Federal do Ceará. “Mais do que uma sede, é um lugar coletivo de convivência, debates e experimentação. Em constante diálogo com esse movimento, a Bienal D’Iracema ativa relações entre arte e comunidade no entorno histórico da Praia de Iracema”, explica David Linhares, que leva a Bienal D’Iracema também à Ponte dos Ingleses, ao Museu de Arte Contemporânea – MAC, no Dragão do Mar, e ao Pirata Bar.
No interior a Bienal estará na Praça da Matriz de Paracuru; no Teatro do Banco do Nordeste Cultural Cariri, em Juazeiro do Norte; no Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, no Crato; na Escola Indígena, na EEIEF Manuel Pontes de Medeiros e na EEIEF Carlos Alberto de Almeida Pontes, em Pacatuba; na Praça, no Circo Escola e nas Falésias de Canoa Quebrada; na Praça da Estação, de Baturité; e no Teatro Municipal de Guaramiranga.
A BIENAL DE DANÇA
Espaço de encontro e diálogo de estéticas contemporâneas e de intercâmbio artístico de veteranos e jovens artistas dos mais diversos territórios, a Bienal Internacional de Dança do Ceará é um dos projetos culturais mais longevos do estado e se posiciona entre os maiores do segmento no país. Lançada em outubro de 1997, festeja uma trajetória de quase 30 anos, com um histórico de ações anuais nos campos da difusão, da criação e da formação.
Nascida do desejo de garantir a presença da dança contemporânea no Ceará em um contexto político desafiador, a Bienal se firmou como um espaço vital de encontro, liberdade e transformação. Ao longo de quase três décadas de trajetória, o festival ajudou a consolidar a dança no estado, fortalecendo saberes e políticas públicas essenciais.
Em 2008, como um desdobramento da tradicional edição dos anos ímpares, a Indústria da Dança, instituição realizadora junto à Proarte - Associação dos Produtores de Artes do Ceará, lançou uma versão diferenciada para os anos pares, denominada Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par, que em 2026 chega à 10ª edição. De 1997 a 2026 o projeto Bienal Internacional de Dança do Ceará conta com 28 edições realizadas ao longo de 29 anos. São 15 da Bienal Internacional de Dança do Ceará - a dos anos ímpares; 10 da Bienal De Par em Par; 01 edição especial Conexão Cabo Verde; e 03 denominadas Bienal Criança.
QUEM FAZ A BIENAL
A X Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par é uma realização da Indústria da Dança do Ceará e da Proarte - Associação dos Produtores de Artes do Ceará, e integra a rede de ações artísticas brasileiras fomentada pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, executado pela Fundação Nacional de Artes, vinculada ao Ministério da Cultura do Governo do Brasil. Apoio Institucional: Secretaria da Cultura do Ceará e Ministério da Cultura, com recursos provenientes da Lei Federal Nº 14.399 de julho de 2022, e Lei Estadual Nº 18.012, de 1o de abril de 2022. Apoio Cultural: Enel Distribuição Ceará. Apoio: Prefeitura de Fortaleza, Consulado Geral da França em Recife para o Nordeste e Villa Fatumbi. A Bienal Internacional de Dança do Ceará integra a Rede de Festivais de Arte e Cultura do Ceará - Rede FACE.
SERVIÇO
X Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par: Abertura oficial no dia 23 de outubro de 2026. Programação entre 21 de outubro e 1º de novembro de 2026 em Juazeiro do Norte, Crato, Fortaleza, Paracuru, Pacatuba, Aracati (Canoa Quebrada), Baturité e Guaramiranga (CE). Acesso gratuito.
Site: https://bienaldedanca.com/
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Informações: contato@bienaldedanca.com
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08.10.2026

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