[News] Livro de Sergio Amad propõe ciência para prever exaustão e evasão antes que aconteçam
Em Neuropsicodinâmica: A ciência da singularidade, pesquisador e CEO da fiter apresenta metodologia para compreender o esgotamento humano a partir da biologia, da personalidade e do ambiente
Vivemos uma epidemia silenciosa de exaustão. Nas empresas, profissionais adoecem; nas universidades, alunos desistem de seus cursos; e nos esportes, talentos abandonam a prática por pura fadiga mental. Durante muito tempo, a única forma de medir tudo isso era olhar pelo retrovisor, contando os atestados médicos ou as cartas de demissão. Mas e se fosse possível prever o esgotamento e a evasão antes mesmo que acontecessem?
Os dados da Previdência Social ajudam a dimensionar esse desafio. Os afastamentos por burnout passaram de 823 em 2021 para 7.595 em 2025, uma alta de cerca de 823%, segundo os números apresentados pelo órgão. O crescimento acende um alerta sobre a saúde mental dos trabalhadores e reforça a necessidade de compreender os fatores que levam ao esgotamento antes que ele comprometa a vida profissional e pessoal.
É exatamente essa a proposta de Neuropsicodinâmica: A ciência da singularidade (VA Books, 2026), o novo livro do pesquisador e CEO da fiter, Sergio Amad. A obra, lançada em um evento especial na USP, dá um passo além do seu trabalho anterior, Felicidade e Ciência de Dados, onde o autor introduziu o conceito de IFT (Índice de Felicidade no Trabalho) e o fit cultural nas organizações. Agora, Amad entrega o "motor" dessa engrenagem.
Com uma linguagem fluida e embasamento científico rigoroso, o autor explica que entender o comportamento humano exige cruzar três forças que sempre foram estudadas separadas: a nossa biologia e energia mental (Eixo Neuro), os nossos traços de personalidade e singularidades (Eixo Psíquico) e a cultura e os estímulos do ambiente onde estamos inseridos (Eixo Dinâmico).
Quando essas três coisas entram em choque, o cérebro entra no que o autor chama de "falência adaptativa", um gasto de energia tão alto para tentar se encaixar no ambiente que o resultado pode ser o adoecimento.
"Nós passamos as últimas décadas medindo a produtividade das pessoas, mas ignoramos as condições biológicas e emocionais que elas têm para produzir. O dado humano não serve para vigiar, ele serve para cuidar. Quando entendemos a neuropsicodinâmica de alguém, deixamos de julgar e passamos a oferecer o ambiente certo para que aquela pessoa floresça", explica Sergio Amad.
A ciência por trás das novas leis e o ineditismo nos esportes
O impacto da metodologia proposta por Amad já ultrapassou o mundo corporativo e tem ajudado a balizar importantes Marcos Regulatórios no Brasil. O Índice de Felicidade no Trabalho (IFT) e o Índice de Felicidade na Educação (IFE), detalhados no livro, oferecem a sustentação técnica para que empresas e universidades cumpram as novas exigências do Ministério do Trabalho (MTE) e do MEC sobre a obrigatoriedade de gerenciar riscos psicossociais e a saúde mental de profissionais e estudantes, como no caso dos novos currículos de Medicina.
A grande surpresa do livro, que o coloca como um material inédito no mundo, é o Índice de Felicidade no Esporte (IFS). Pela primeira vez, a ciência de dados é aplicada para entender por que pessoas e atletas desistem de suas modalidades, mapeando a balança exata entre o esforço físico e o prazer neurológico.
Neuropsicodinâmica é, no fim das contas, um manifesto pela humanização da tecnologia. Uma obra que prova que a inteligência artificial e os algoritmos, quando usados com ética, são ferramentas para ajudar a garantir que o trabalho, o estudo e o esporte continuem fazendo sentido para a mente humana.
Serviço
Livro: Neuropsicodinâmica: A ciência da singularidade (VA Books, 2026).
Valor: R$ 96,91
Autor: Sergio Amad
Sobre o Autor
Sergio Amad é empreendedor, pesquisador do InovaUSP, professor, palestrante, cientista de dados, autor e pioneiro no uso de algoritmos para mensuração da felicidade e predição de indicadores na gestão de RH. É CEO e fundador da Fiter, deeptech que utiliza tecnologia e neurociência para medir pulsos de felicidade mensalmente nas empresas, instituições, escolas e faculdades.
Professor das disciplinas de Psicometria, Inteligências Múltiplas, Gestão de Pessoas, Empreendedorismo, RH Digital, Ética, Inteligência Artificial para RH e Empregabilidade para grupos afirmativos, também atua como Coordenador de Ensino da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
Criou as metodologias IFT, Índice de Felicidade no Trabalho, e IFE, Índice de Felicidade na Educação e nos Esportes, voltadas à mensuração e análise de indicadores de felicidade nesses ambientes. É autor dos livros Felicidade e Ciência de Dados (2022) e Manual de Saúde Mental no Trabalho (2024).

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