[News] Projeto que une memória e bordado propõe trocas de saberes e reflexões sobre o envelhecimento em Fortaleza

 Projeto que une memória e bordado propõe trocas de saberes e reflexões sobre o envelhecimento em Fortaleza


Bordando a Vida reúne artistas e público em encontros intergeracionais
em praças da cidade

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Maria Valdênia e Silvia Moura. Crédito: Eduardo Bruno


O que uma pessoa idosa tem a ensinar? O que ainda tem a aprender? Esses são alguns dos questionamentos que atravessam Bordando a Vida, performance relacional criada pela artista Maria Valdênia, com participação da artista Silvia Moura. A obra inicia sua circulação no dia 4 de fevereiro, ocupando praças públicas de Fortaleza. Com realização da Plataforma Imaginários (@imaginarios_arte), o projeto conta com apoio da Secretaria da Cultura de Fortaleza (SECULTFOR) e foi selecionado no Edital para Performance Artística | PNAB – SECULTFOR 2024, nos termos da Lei nº 14.399/2022 (PNAB), do Decreto nº 11.740/2023 (Decreto PNAB) e do Decreto nº 11.453/2023 (Decreto de Fomento).


A proposta investiga e valoriza a troca de saberes e experiências entre diferentes gerações, proporcionando encontros poéticos entre artistas e público, nos quais o ato de bordar se transforma em metáfora para o compartilhamento de memórias, histórias e aprendizados de vida. Ao longo da ação, será bordado coletivamente um tecido de seis metros de algodão cru, no qual imagens, palavras e relatos emergem a partir da interação entre as artistas e o público participante. 

A performance ocupará quatro espaços públicos da cidade — Praça Padre Elvis Marcelino (Montese, 4/2, às 16h), Praça da Gentilândia (Benfica, 5/12, 16h), Praça José Bonifácio (Centro, 6/2, 16h) e Parque Rachel de Queiroz (Presidente Kennedy, 18/2, 16h) — fortalecendo o vínculo entre arte, território e convivência urbana.


“Em um contexto social marcado pela aceleração do tempo e pela invisibilização do envelhecimento, Bordando a Vida propõe tensionar estigmas associados à velhice, reafirmando o lugar das pessoas idosas como sujeitos ativos de conhecimento, criação e aprendizagem contínua. A performance se estrutura a partir de uma lógica de troca não hierárquica, em que artistas e público compartilham experiências de forma horizontal, sensível e coletiva”, explica Maria Valdênia


Comprometido com a ampliação do acesso, o projeto conta com a presença de intérprete de LIBRAS em todas as ações, possibilitando a participação de pessoas surdas e falantes de Libras nos encontros e processos de criação. E como desdobramento da performance, será produzido um foto-livro, reunindo imagens e relatos resultantes das ações realizadas nas praças. A publicação terá dois lançamentos gratuitos, também com intérprete de LIBRAS.


Sobre as artistas


Maria Valdênia
Vive e trabalha em Fortaleza. Mulher idosa, iniciou sua trajetória artística após se aposentar como secretária executiva. Seus processos de criação começaram no final de 2019, a partir da participação no projeto Mulheres do Mar, idealizado por Marie Auip e produzido pela Plataforma Imaginários. Nesse contexto, integrou a publicação do livro coletivo homônimo e apresentou a obra Lembranças nos formatos presencial e virtual.


Em 2021, foi convidada pelo artista Eduardo Bruno a integrar o projeto Me Ensina a Criar, no qual desenvolveu três trabalhos: a videoarte Eu amo ballet, eu odeio ballet; o livro-performance O que é performance?; e a videoperformance Negando o negacionismo. Desde 2024, realiza a performance Bordando a Vida em diversos espaços de Fortaleza. Atualmente, participa de formações em artes visuais e performance, com interesse em refletir sobre o lugar do corpo idoso na arte.


Silvia Moura
Artista das conexões possíveis entre corpo e pensamento, comunica-se por meio de diferentes mídias, tendo a dança, a performance e a palavra como principais pontes entre sua trajetória de vida e o olhar do público. Essa relação atravessa sua chamada “dança-desabafo”, consolidando sua atuação como uma artista de destaque nos campos da educação, produção e difusão da arte no Ceará.


Sobre a Plataforma

A Plataforma Imaginários é um espaço de criação, pesquisa, fruição e memória dedicado às artes contemporâneas e às práticas curatoriais, principalmente do Norte-Nordeste do Brasil. Desde 2028, idealiza projetos nacionais e internacionais que conectam territórios, corpos e narrativas diversas, apostando na troca, na formação e na construção de novos imaginários culturais.


Agenda

Praça Padre Elvis Marcelino (Montese) – 04 de fevereiro, 16h

Praça da Gentilândia (Benfica) – 05 de fevereiro, 16h

Praça José Bonifácio (Centro) – 06 de fevereiro, 16h

Parque Rachel de Queiroz (Presidente Kennedy) – 18 de fevereiro, 16h


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