[Divulgação] Após 15 anos formando escritores, Flávia Iriarte lança romance marcado por medo, trauma e desigualdade

 


“[...] Uma história sobre a perda das inocências e o ritmo complexo de uma amizade em que as diferenças de classe fazem questão de aparecer a todo momento. Ácido, corrosivo e melancólico como um bom destilado ao pôr-do-sol.”

Bruna Maia, escritora, em texto de blurb do livro


“Flávia Iriarte nos oferece, com pungência e delicadeza, uma travessia que fala, entre outras coisas, sobre ser mulher num mundo construído entre as mais diversas camadas da misoginia.”

Carola Saavedra, escritora, em texto de blurb do livro


Um quarto de hotel sem tranca, a noite escura de uma cidade estrangeira e o medo visceral de que algo irremediável aconteça. É a partir desse núcleo de terror que a escritora, editora e mentora literária Flávia Iriarte tece seu aguardado romance “Instruções para desaparecer devagar”. A obra, que chega às livrarias pela Editora Faria e Silva, transforma uma experiência real da autora no Sudeste Asiático em uma narrativa que investiga as violências sutis e brutais que moldam a passagem para a vida adulta, especialmente para as mulheres. A obra conta com textos de blurbs das escritoras Bruna Maia e Carola Saavedra.

“Acho que toda mulher conhece esse estado. A sensação de que o perigo está sempre à espreita, de que a qualquer momento pode acontecer algo que não vamos conseguir evitar”, reflete Flávia sobre o episódio ocorrido em Siem Reap, no Camboja, em 2016, que deu origem ao livro. A história acompanha uma viagem entre amigas marcada por descobertas e conflitos que é interrompida por um evento traumático, forçando-as a confrontar hierarquias sociais, culpas não admitidas e os alicerces frágeis de suas próprias identidades.

Mais do que um thriller psicológico, a autora define a obra como uma “tragédia contemporânea”. O romance dialoga com a estrutura clássica definida por Aristóteles (o erro trágico, a peripécia, a queda), mas a transplanta para um universo onde o destino não é ditado pelos deuses, mas pelas forças sociais do capital, do gênero e do privilégio. “O romance se apoia na estrutura trágica, mas atualiza isso para um mundo em que o destino já não é mais imposto pelos deuses, e sim pelo próprio indivíduo, produto do seu lugar de classe, gênero e raça”, explica a escritora.

A narrativa, de estilo seco e objetivo, porém carregada de densidade existencial, é influenciada por referências como o cinema de Michael Haneke e os romances de J.M. Coetzee, Elfriede Jelinek e Arnon Grunberg. A autora cita obras como “Desonra”, de Coetzee, e “Caché”, de Haneke, como fundamentais para a atmosfera de desconforto e análise moral que permeia o livro. “Ele também tem muito de um livro de uma autora contemporânea maravilhosa que descobri recentemente, a Mariana Brecht, e seu livro ‘Brazza’”, acrescenta.

Flávia Iriarte não é uma estreante. Com uma trajetória sólida no mercado editorial, ela é fundadora da Editora Oito e Meio e da escola online Carreira Literária, tendo orientado mais de 8 mil escritores em seus cursos e mentorias. Seu olhar aguçado, refinado pela dupla formação em Cinema (UFF) e mestrado em Literatura (PUC-Rio), assim como por seus 15 anos atuando como editora, confere ao romance uma construção precisa e profundidade literária: “Antes de ser escritora sou, em primeiro lugar, leitora. Depois, editora e professora de escrita criativa. Escrever é só uma consequência disso”.

Os temas centrais — diferenças de classe, culpa branca, amizade entre mulheres e a relação entre juventude e violência — são tratados sem concessões ao melodrama. A obra evita os tropos fáceis do gênero para se concentrar na complexidade psicológica de suas personagens, capturando o “quanto a juventude é uma época violenta na vida das pessoas. Especialmente das mulheres”.

Vencedora do Prêmio Jovens Talentos da Indústria do Livro em 2016, Flávia se consolida como uma voz importante na ficção brasileira contemporânea. “Instruções para desaparecer devagar” é um livro sobre os perigos reais e simbólicos que as mulheres enfrentam, sobre os rastros que as experiências deixam e sobre o lento processo de desvanecimento de algumas certezas.


Sobre a autora

Flávia Iriarte é carioca e vive em Brasília. Formada em Cinema pela UFF e mestre em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio, é editora, mentora de Escrita Criativa e fundadora da escola online Carreira Literária. Em 2010, criou a Editora Oito e Meio, pela qual já publicou mais de 320 autores. Já coordenou a pós-graduação em Escrita Criativa na Uniítalo, onde ainda leciona. Vencedora do Prêmio Jovens Talentos da Indústria do Livro em 2016, é autora do livro de contos “Todo homem naufraga” (Oito e Meio). Seu trabalho impacta diariamente mais de 100 mil escritores em suas redes sociais. “Instruções para desaparecer devagar” é seu primeiro romance.


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FICHA TÉCNICA


Livro: “Instruções para desaparecer devagar"


Autora: Flávia Iriarte


Número de páginas: 156


ISBN: 978-6581275396


Gênero: Romance


Editora: Faria e Silva


Ano: 2025


 



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