20 novembro 2018

[Programação] Teatro da semana de 20 a 27 de novembro

 Confira a programação de teatro da semana no RJ:

                          Teatro da Gávea:

Em brasas,quarta e quinta às 20h e sexta às 21h. 60 a inteira e 30 a meia.Até 29 de novembro. 

Herson Capri e Genézio de Barros vivem, respectivamente, Henrik e Konrad, protagonistas de uma história visceral de amor e amizade, marcada pelo rancor e o ressentimento. Ainda meninos, eles se conheceram na escola militar, tornaram-se amigos inseparáveis e, ao longo dos anos, partilharam descobertas e experiências da infância, juventude e vida adulta. Eles não se veem há 41 anos, desde o dia em que Konrad desapareceu após uma caçada na floresta nos arredores do castelo de Henrik, em 1899, na Hungria. Entre os dois, há um segredo que ronda o dia da caçada e as lembranças de Kriztina – mulher de Henrik e amiga de infância de Konrad. Após quatro décadas, Henrik, agora general, recebe uma carta do amigo informando estar de volta à cidade, levando-o a se preparar para esse tão aguardado confronto final.
Fortemente presente no romance, a música foi transportada para a cena através da trilha original criada por Marcelo Alonso Neves. “Como, no livro, a música aparece relacionada aos personagens femininos, a violoncelista Nana Carneiro da Cunha vai executar a trilha ao vivo, no palco, e também dizer as falas femininas”, conta Pedro Brício. “É um livro sobre afetividade, memória e decadência. Um encontro muito íntimo entre dois amigos durante a II Guerra Mundial. Isso é muito interessante, esse contraponto entre o momento histórico, o cotidiano e as relações afetivas. É uma constatação de uma certa tristeza e uma decadência dessa dureza masculina”, analisa o diretor.

Elizabeth, a divina, sexta às 17h,sábado às 21h e domingo às 19:30. 70 a inteira e 30 a meia.Até 2 de dezembro.

 Um resgate da memória de Elizeth Cardoso, uma das maiores intérpretes da música brasileira. Essa é a missão do espetáculo “Elizeth, a Divina” que chega aos palcos do Teatro das Artes em 8 de novembro para uma curta temporada até 2 de dezembro, com apresentações sextas, às 17h, sábados, às 21h, e domingos, às 19h30.
Inspirado no livro biográfico da artista “Elizeth Cardoso, uma Vida”, escrito por Sergio Cabral, o espetáculo apresenta momentos marcantes da vida de Elizeth Cardoso, os grandes encontros, as paixões, os shows memoráveis e sua força poética por meio da música, do humor e da elegância, marcas registradas da personalidade da artista.

“Elizeth foi uma grande mulher à frente do seu tempo. Uma guerreira do amor, uma mulher empoderada quando ainda nem sonhávamos em falar disso. Mergulhar no seu universo é penetrar no melhor da música brasileira. Ary Barroso, Vinicius de Moraes, Chico Buarque e muitos outros compositores dedicaram suas composições à cantora. Uma mulher que por mais de quatro décadas se manteve em sintonia com os movimentos artísticos, se atualizando sempre e se reinventando como artista!”, exalta Izabella Bicalho que por XX anos pesquisou acervo da cantora e recolheu depoimentos de amigos próximos, como Hermínio Bello de Carvalho, e do neto Paulo César, que conviveu intensamente com a cantora – da infância até os 15 anos, quando em seus braços Elizeth deu o último suspiro.

Poesia de pai para filho-Encontro de duas gerações, apresentação única, quarta, dia 21, às 20h.Grátis, com retirada de senha 1 hora antes do início do espetáculo.

Os escritores, poetas, pai e filho, Carlos Nejar e Fabrício Carpinejar estreiam “Poesia de Pai Para Filho – Encontro de Duas Gerações”, espetáculo teatral com a leitura dos principais títulos de ambos, mostrando a cumplicidade na criação dentro de casa, seja em dicas do método literário, ou em histórias de aprendizado. O espetáculo já passou, com muito sucesso, por Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e chega ao Rio de Janeiro no dia 21 de novembro, quarta-feira, ás 20 horas, em única apresentação, no Teatro das Artes no Shopping da Gávea Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea) com entrada franca.
A peça é comemorativa das seis décadas de literatura de Carlos Nejar, 79 anos, membro da Academia Brasileira de Letras, e indicado ao Nobel pela Academia Brasileira de Filosofia; e os 20 anos de carreira de Fabrício Carpinejar, 45 anos, premiado com o Jabuti e Associação Paulista dos Críticos de Arte.
Esta é a primeira vez que os poetas se unem para uma apresentação com a proposta de mostrar a troca de experiências e de cumplicidade entre pai e filho. “Era um sonho antigo. Eu o pai vamos reviver tudo aquilo que vivemos na infância. Um exemplo é a varanda de relâmpagos. Sempre que ia chover, minha mãe e irmãos corriam para dentro. Eu e meu pai fazíamos o movimento contrário. Pegávamos as cadeiras de praia e íamos assistir ao “teatro dos relâmpagos”. Mãe e irmãos gritavam pra gente ir pra dentro. E, eu e ele, em nossa cumplicidade, sabíamos que viver é ter coragem. Ter um poeta como meu pai, me fez ter coragem para ser poeta”, declara Fabrício Carpinejar.
No texto, momentos de suas trajetórias líricas. Carlos Nejar faz leitura de seus poemas prediletos e Fabrício conta histórias da convivência entre eles. “A ideia veio do filho, e depois acolhi porque é muito importante pra mim estar junto dele. Penso que a poesia tem que ser dita, pois na oralidade ela se abre e comove. No papel é fria.Na fala, é ardente e humana. O espetáculo vai nos aproximar mais dos leitores, porque não é apenas a voz, é também o rosto, a forma de ser e dizer”, explica Carlos Nejar.
Em cena, todas as poesias são trabalhadas a partir de objetos simbólicos e emocionais como relógio, escapulário, porão, mostrando um universo marcado por rituais masculinos.Juntos, Carlos e Fabrício explicitam que o homem chora, se emociona e que está cada vez mais aberto a transparecer seus sentimentos de continuidade e afinidade.
No recital cênico,o poeta faz perguntas ao pai, Carlos Nejar, que só pode responder em forma de poemas. “No mundo de extremismo, de intolerância, a gente quer mostrar o quanto que a poesia cumpre essa carência de emoção. A poesia ensina a aceitar a solidão e aceitar as diferenças. Quem tem poesia em sua vida, é mais sensível e menos preconceituoso”, acredita Carpinejar.

Lá dentro tem coisa, sábados e domingos às 17h, até 9 de dezembro. 60 a inteira e 30 a meia.

A história de “La Dentro Tem Coisa” se passa no dia do aniversário de 9 anos de Isabel – na abordagem lúdica da montagem, uma personagem dupla, Isa e Bel, meninas reflexos uma da outra, interpretadas respectivamente por Aline Deluna e Lu Vieira. Ao ganhar de presente dos pais a permissão para sair sozinha pela primeira vez, ela escolhe ir até a livraria, não muito longe de casa. No caminho, vai enfrentar o medo e conhecer a coragem e descobrir sensações e sentimentos diversos, bons e ruins, como raiva, mágoa, ansiedade, tristeza, expectativa, insegurança, incerteza, amor, desejo, gratidão.

A cenografia de Bia Junqueira retrata um espaço abstrato e onírico, com nuvens grandes suspensas a alturas variadas sobre o palco. Feitas de materiais como tela, arame, papelão e papel laminado, as nuvens criam caminhos que a menina Isabel percorre de casa até a livraria. “A ideia é evocar diferentes sentimentos e sensações. Não tem nada concreto. É como se fosse um espaço interno da menina”, explica Bia.

Diário de Pilar na Grécia,sábados e domingos ás 17h,até 23 de dezembro, 60 a inteira e 30 a meia.

Pilar é uma menina muito esperta e bem humorada. Ela mora com a mãe e o avô Pedro. Não conheceu o próprio pai, que “misteriosamente” saiu de sua vida, antes mesmo dela nascer. Um dia seu avô parte para uma viagem rumo à Grécia, e ela morrendo de saudades, resolve viajar também. Mas logo depois recebe a notícia de que seu avô não voltará mais de lá… Inconformada e decidida, Pilar encontra um presente deixado por ele: uma rede mágica que pode levá-la a qualquer lugar que desejar.
Junto com o gato Samba e o seu grande amigo Breno, Pilar embarca em busca do seu avô, e descobre alguns dos maiores mistérios da vida e o fascinante mundo da mitologia grega, repleto de deuses e heróis.
Diário de Pilar na Grécia é uma comédia infanto-juvenil, feita para toda a família, que de maneira leve e divertida, revela histórias e curiosidades sobre o berço da civilização, a partir da ótica dos Deuses, valorizando a amizade, o companheirismo e a coragem.
Com texto ágil, inteligente e delicado, a história narra as peripécias de nossa protagonista com seus amigos, numa viagem inesquecível.
A peça reúne um time de profissionais de alta excelência do mercado cultural. O elenco é formado por Miriam Freeland (idealizadora e protagonista), Roberto Bomtempo, Viviana Rocha, Leandro Baumgratz, Alexandre Mofati, Ana Amélia Vieira e Pedro Monteiro, sob a direção de Symone Strobel, que também entra em cena.

O inoportuno,sextas e sábados às 21h e domingos ás 20h. Inteira 80 e meia 40.Até 23 de dezembro.


Ambientada no sótão decadente de uma casa abandonada em Londres. Três personagens: Mick (Well Aguiar) divide um apartamento com seu irmão mais velho Aston (André Junqueira), este traz para dentro de casa Davies (Daniel Dantas), um velho, supostamente um mendigo, que resgatou numa briga em um bar. Com pena do homem, Aston lhe oferece a casa como abrigo até que ele se recupere fisicamente e consiga organizar seus documentos, ora extraviados. Ao longo da trama, obrigados a conviver mais próximos do que desejariam, os interesses, mentiras e conflitos vão se revelando e provocando mudanças no comportamento dos personagens, que navegam entre amor e ódio, pena e repulsa, solidão e tristeza.
Escrita em 1959 e estreou em Londres no ano seguinte com enorme sucesso. Foi com esta peça que Pinter passou a ser conhecido e tornou-se um dos dramaturgos mais respeitados e discutidos em todo o mundo, assim permanecendo até sua morte, três anos depois de ter recebido o prêmio Nobel de literatura em 2005. Influenciado inicialmente por Samuel Beckett – e também por Franz Kafka – Pinter foi um dos mestres do teatro d0 absurdo, expressão criada por Martin Esslin nos anos 50 do século passado. Depois de um tempo, ele desenvolveu um estilo próprio e as características de suas peças são únicas, marcantes, como a ambiguidade, a iminência do desastre, a passagem do tempo, as possíveis verdades e mentiras, as falhas da memória e, claro, as famosas pausas. Tudo isso está presente em “O Inoportuno”, um drama com pinceladas de tragédia e de comédia, que aborda a impossibilidade de comunicação, envolvendo personagens marginais e solitários. A peça, com o título de “O Inoportuno”, foi montada pela primeira vez no Brasil em 1964, pelo Grupo Decisão, com direção de Antônio Abujamra. É considerada como uma das obras-primas de Pinter.


O Natal no reino congelado, sábados, domingos e feriados às 17h, 60 a inteira e 30 a meia.Até 30 de dezembro.


Com canções natalinas, muito humor e emoção, a peça conta a história de quatro duendes que trabalham na fábrica do Papai Noel: Perdão, Esperança, Amor e Amizade. Juntos, eles terão a missão de aquecer o coração da Rainha da Neve para que o Natal volte a ser comemorado, antes que o mundo congele. O espetáculo é uma comédia musical de Natal para toda a família e resgata sentimentos importantes que todos devemos cultivar. Os assistentes do Bom Velhinho viverão grandes aventuras ao tentar encontrar uma solução para o problema que pode atrapalhar a comemoração do Natal. É que nessa época do ano a Rainha da Neve se sente muito sozinha e, por isso, sua tristeza faz com que tudo a sua volta congele cada vez mais rápido. Isso vai impedir que o Papai Noel saia às ruas para fazer a entrega dos presentes, e pior, o coração das pessoas está ficando duro como uma pedra de gelo e o mundo vai congelar antes do Natal chegar! Será que eles vão conseguir? Com um histórico de sucesso nos últimos anos, a companhia tem se destacado no mercado teatral infantil, com espetáculos de grande relevância, alcançando mais de 50 mil espectadores em tradicionais teatros e eventos, conquistando e surpreendendo o público. Desde 2011 desenvolve um projeto teatral para a família, que leva para os palcos releituras de contos e obras da literatura infantil com um conceito inovador.

Os saltimbancos no ritmo do Natal,sábados, domingos e feriados às 15h. 60 a inteira e 30 a meia.

Em cartaz há 25 anos, o clássico de Chico Buarque, dirigido por Maria Lucia Priolli, realiza temporada especial de Natal, durante novembro e dezembro.


“Nesses 25 anos em cartaz realizamos algumas temporadas temáticas. Queremos agora celebrar o Natal, ressaltando a importância de sentimentos como o amor, a união e o respeito”, afirma Maria Lucia Priolli, que interpreta a “Gata” desde a estreia da montagem, em 1992. O musical realiza sessões especiais de natal de 15/11 à 30/12, aos sábados, domingos e feriados às 15h no Teatro Vannucci. “As crianças poderão subir no palco para interagir conosco em uma cena especial, cantando clássicos de Natal. Será uma grande celebração, até porque ainda estamos comemorando nosso aniversário”, comenta a diretora.
A peça conta a história de quatro animais: Gata, Cachorro, Jumento e Galinha, que fogem se suas casas por receberem maus tratos de seus patrões. Rumo a cidade grande se encontram e formam um conjunto musical. Através da união seguem um caminho de liberdade onde amor, respeito e amizade são fundamentais. “Nas sessões especiais que iremos realizar entre novembro e dezembro, esses sentimentos serão ainda mais valorizados, através de algumas canções natalinas que iremos cantar com as crianças”, finaliza Priolli.

Pinocchio, o musical, sábados, domingos e feriados às 18:30, até 16 de dezembro. 60 a inteira e 30 a meia.

“PINOCCHIO, o Musical” inicia temporada no Rio de Janeiro, a partir de 03 de novembro de 2018, sempre aos sábados, domingos e feriados, às 18h30, no Teatro Vannucci, Shopping da Gávea – Rio de Janeiro/RJ.
Com roteiro adaptado de um dos maiores clássicos de todos os tempos, o espetáculo teatral infantil “PINOCCHIO, o Musical” traz uma releitura contemporânea, que despertará interesse das crianças pela abordagem de temas relacionados a educação, respeito, obediência aos pais, tudo de uma forma lúdica, bem humorada e emocionante.
“Como inovação no mercado de peças infantis, trouxemos toda a ambientação em projeção mapeada, trazendo realidade virtual e imagens animadas, desenvolvidas por um dos profissionais mais renomados do mercado”, salienta o diretor Luiz Marcelo Legey.
“Após uma extensa pesquisa, estamos produzindo um musical com roteiro adaptado de um dos mais tradicionais contos infantis, trazendo cenas e diálogos contemporâneos, além de reunir uma equipe comprometida com o objetivo da peça, trazendo muita diversão e uma experiência audiovisual incrível”, reforçam as diretoras e roteiristas Ana Ferguson e Solange Bighetti.


                       Teatro Bradesco
Turma da Mônica e Hello Kitty em O poder da amizade-O musical, dia 20 às 11:30 e 15h,dia 24 ás 15h e dia 25 ás 11:30 e 15h.De 75 a 100 reais.

Sanrio ainda na década de 70. Atualmente, outras histórias da Turma da Mônica são publicadas no mesmo jornal, em versão japonesa. Em 2017, a MSP e a Sanrio firmaram uma parceria para licenciamento de produtos, cujo lançamento será no segundo semestre de 2018.
Sinopse do musical: Ao longo de uma hora de espetáculo, a Turma da Mônica viverá uma aventura em solo japonês. Mônica, Cebolinha, Magali e Castão viajam para o país do sol nascente para participar do aniversário de uma grande amiga: a graciosa Hello Kitty. Mas o que seria uma bonita festa se transforma em uma história cheia de mistérios e novas experiências, já que a vilã Alini Miga não gosta do sentimento da amizade e fará de tudo para atrapalhar. Durante a jornada, a Turma aprenderá mais um pouco sobre a sinceridade, o afeto e a proteção, valores essenciais que compõem a verdadeira amizade.
Apresentado por SulAmerica, com apoio do Rio Quente Resorts e realização da Mauricio de Sousa AO VIVO e Opus Promoções, o espetáculo tem 60 minutos de duração e 15 minutos de intervalo.


MDB-Música divertida brasileira, dia 20 às 21h.De 50 a 100 reais.

A AbR Produções comunica o cancelamento do espetáculo MDB: Música Divertida Brasileira, que ocorreria no dia 20 de novembro, no Teatro Bradesco, no Rio de Janeiro, devido a questões de logística. Os realizadores e a equipe do espetáculo agradecem a compreensão do público.
Aos clientes que optarem pelo reembolso dos valores de ingressos, as solicitações deverão ocorrer até o dia 17/11, no mesmo local da compra, mediante apresentação de documento de identidade e ingressos.
Aos que adquiriram ingressos pela internet, no site Uhuu.com, o estorno poderá ser solicitado por uma das seguintes formas:

Portal - diretamente pelo portal fazendo o login, acessando “Perfil”, “Meus Pedidos” e

“Solicitar Cancelamento”.

E-mail - enviando e-mail com o título “CANCELAMENTO MDB” para falecom@uhuu.com

Chat online- Acessando o portal Uhuu.com, opção “Ajuda”

PRAZOS DE REEMBOLSOS

Cartão de Crédito: o estorno acontecerá na próxima fatura ou na fatura subsequente, de

acordo com o fechamento da sua fatura*

Cartão de débito: 15 dias úteis para reembolso;

Em dinheiro: a devolução acontecerá igualmente em dinheiro;

*Conforme regras da sua administradora de cartão, para compras realizadas acima de 90 dias,

a Uhuu poderá em alguns casos, solicitar os seus dados bancários para depósito.

O frenético Dancin´ Days, dias 20 e 22 de novembro às 21h.De 75 a 160 reais.

Grande sucesso da temporada teatral carioca, o musical ‘O Frenético Dancin´Days’ já foi visto
por mais de 35 mil pessoas e prorrogou a temporada no Teatro Bradesco Rio até novembro,
agora com uma novidade.: o ator Érico Brás foi convidado para interpretar o lendário DJ Dom
Pepe, um dos idealizadores da boate Frenetic Dancing´Days Discotheque ao lado dos amigos
Nelson Motta, Scarlet Moon, Leonardo Netto e Djalma Limongi. O próprio Nelson Motta (com
Patrícia Andrade) assina o texto de ‘O Frenético Dancin´Days’, que marca a estreia da
coreógrafa e bailarina Deborah Colker na direção de um espetáculo teatral, com realização das
Irmãs Motta e Opus e produção geral de Joana Motta.
“Eu sabia da potência, da força do Dancin´Days, de como ele mudou a cidade. A boate chegou
com esse caráter libertário, lá as pessoas eram livres, podiam ser como elas são. Isso tem uma
grande força política, social, filosófica, artística. Não há nada como o livre arbítrio, estar em
um lugar onde você vai ser quem você é”, afirma Deborah. “O Dancin´Days foi uma ilha de
liberdade e alegria. Vínhamos de 12 anos de ditadura, estávamos mesmo precisando soltar as
feras e cair na gandaia”, complementa Nelson Motta.
O musical é uma superprodução, com 17 atores e sete bailarinos, escolhidos através de
audições, à exceção de Érico Brás e Stella Miranda (Dona Dayse), uma das mais importantes
atrizes de musicais do país, convidados especialmente para o projeto. O elenco é formado
ainda por: Ariane Souza (Madalena), Bruno Fraga (Nelson Motta), Cadu Fávero (Djalma),
Franco Kuster (Léo Netto), Ivan Mendes (Inácio/Geraldo), Renan Mattos (Catarino), Karine
Barros (coro/stand in feminino), Larissa Venturini (Scarlet), Natasha Jascalevich (Bárbara),
além das Frenéticas: Carol Rangel (Edyr de Castro), Ester Freitas (Dhu Moraes), Ingrid Gaigher
(Lidoca), Julia Gorman (Regina Chaves), Larissa Carneiro (Leiloca) e Ludmila Brandão (Sandra
Pêra).

Deborah Colker (premiada na Rússia com o Prix Benois de la Danse, considerado o Oscar da
Dança) assina também as coreografias (ao lado de Jacqueline Motta) e terá ao seu lado uma
ficha técnica de peso: Gringo Cardia (cenografia e direção de arte), Maneco Quinderé
(desenho de luz), Alexandre Elias (direção musical), Fernando Cozendey (figurinos) e Max
Weber (visagismo). Passarão pelo palco os principais personagens que marcaram não apenas a
história da boate, mas da cultura nacional.
Os cenários e figurinos recriam a atmosfera disco, mas com uma identidade própria. “A minha
inspiração foi a estética de como as pessoas se comportavam na época e o quão ousadas eram
no vestir”, explica Fernando Cozendey. “O desafio foi trazer o shape 70 atualizado, criar algo
que ainda provocasse espanto, alegria e libertação para um público em 2018. O espetáculo
para mim é sobre transgressão de ser, vestir, dançar, existir”, acrescenta.
A direção musical de Alexandre Elias também acompanha o espírito da época e inova ao trazer
um DJ pilotando a música ao vivo. “Quando a Joana Motta me convidou para esse projeto, ela
veio com essa “sacada” que iríamos contar a história de uma discoteca e que devíamos ter um
DJ. E, no caso do Dancing´Days, o DJ Dom Pepe era uma das figuras centrais”. Para construir os
arranjos, Alexandre Elias passou meses pesquisando e optou pela técnica dos samples.
“Estamos usando tecnologia de ponta nessa área, misturei elementos dos arranjos originais,
que são clássicos presentes na nossa memória afetiva, com ideias minhas e da direção, para
chegarmos ao resultado final”, explica Alexandre.

Fulaninha e dona Coisa, dia 21 às 21h. De 50 a 120 reais.

Numa encenação não realista, dirigida por Daniel Herz e idealizada por Eduardo Barata, Nathalia Dill e Vilma Mello vivem, respectivamente, “Fulaninha e Dona Coisa”. Rafael Canedo interpreta um técnico de telefone que se envolve com a empregada. O espetáculo realizará circulação por algumas cidades brasileiras no segundo semestre de 2018. “A possibilidade de emocionar o público dentro de uma comédia é algo quem me instiga e me interessa”, detalha o diretor. A peça se apropria do humor, da carência, da solidão e do encontro para falar das diferenças de origem e da relação entre duas pessoas, ao mesmo tempo, tão ricas e diferentes. “Fui assistente de direção do Nanini na primeira montagem carioca, com Louise Cardoso, em 1990. Quando convidei o Daniel para dirigir, planejamos uma encenação dinâmica e divertida, com uma nova roupagem. O espetáculo mantém vários elementos de referência aos anos 90, como: telefone com fio, bip de mensagens, secretária eletrônica, entre outros. Contudo, as emoções, situações e relações são completamente atuais”, detalha o produtor e idealizador Eduardo Barata.
De um lado está Dona Coisa, uma mulher moderna, independente, que prefere manter certa distância em suas relações. Do outro está Fulaninha, uma jovem com a cabeça cheia de sonhos que chega do interior para trabalhar como empregada doméstica. O espetáculo retrata, através do humor, as dificuldades da convivência diária entre ambas, resultado das trapalhadas de Fulaninha, que entre muitas confusões pensa que a piscina do prédio chique de Dona Coisa é um açude; se assusta com o telefone e elevador; e ainda arruma um namorado bem enrolado. Apesar do estranhamento com a vida moderna, Fulaninha é muito esperta e usa a inteligência para conquistar a patroa, que só admite a empregada com muitas exigências, como dormir no local, trabalhar nos finais de semana e não namorar. Sem saber sobre seus direitos, Fulaninha acata as exigências por também gostar da patroa e aproveita para curtir a casa como se, literalmente, fosse sua, usando as roupas de Dona Coisa e comendo suas comidas preferidas.

“Todos temos na vida um lado Fulaninha e um lado Dona Coisa. Brincamos com isso quando as atrizes invertem de papel no palco”, conta Herz, que traz para a encenação a questão da temática racial, pensada e idealizada pelas equipes de produção e criação, desde a programação visual, que utiliza uma imagem em preto e branco das atrizes; até a iluminação, que acentua o momento de inversão por uma mudança de direção de focos. “É um dos momentos chave do espetáculo”, afirma o iluminador Renato Machado.  A cenografia de Fernando Melo da Costa, com algumas sugestões de elementos que compõe a casa de Dona Coisa, propõe um espaço de jogo cênico. O espetáculo faz com que cada espectador idealize uma casa diferente para Dona Coisa, através da imaginação.

“Estar no lugar da patroa tem um significado que vai além do particular: é político e social. Falamos aqui não só do empoderamento negro, mas também da divisão de classes. O público esbarra numa comédia leve que aponta para a reconstrução de valores éticos e estéticos”, comenta Vilma Melo, primeira atriz negra a ganhar o prêmio Shell RJ (29° edição) na categoria de melhor atriz. “Quando o Eduardo me mostrou o texto, eu topei fazer na hora. A peça toca num ponto que ainda é tabu na nossa sociedade, o trabalho da empregada doméstica, que transita em uma linha tênue entre o privado e o profissional”, conta Nathalia Dill.

“Como as mudanças são muito rápidas e ninguém sai de cena praticamente, resolvemos fazer uma brincadeira a partir do conceito de transformação”, conta Clívia Cohen, responsável pelos figurinos, que se transformam em múltiplos elementos e adereços de cena. “Uma hora a bolsa da Dona Coisa vira o avental de Fulaninha (símbolo da empregada doméstica), outra hora a saia vira um mantô (símbolo de poder e riqueza), então assim como a relação entre as duas vai se transformando, os figurinos seguem a mesma proposta”, conclui.  Leandro Castilho compôs vinhetas e trilhas que auxiliam nas transições de cenas. “A música contribui bastante com o humor da peça. Aproveitei ritmos bem brasileiros, como batucada de tamborim, cuíca e samba, na hora de fazer as vinhetas”, comenta Castilho.

“Em um momento em que o país passou por uma transformação nos direitos trabalhistas dos empregados domésticos, a peça aparece como uma oportunidade de falar das recentes modificações, de maneira bem-humorada, sem deixar de ser informativa. Uma peça que fala das muitas possibilidades e ambiguidades que existem numa relação entre o personagem que oprime e o que é oprimido”, finaliza o produtor Eduardo Barata.

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