[News] Na Flip 2026, Tato Literário lança coleção de plaquetes que transforma memórias em experimentação literária


 
Inspiradas na cultura dos zines e do faça-você-mesmo (Do It Yourself/DIY), quatro autoras exploram identidade, infância, corpo e reconstrução em obras inéditas

Desde 2024, o selo Tato Literário, da com.tato, publica uma coleção de plaquetes anual com curadoria e edição de Thaís Campolina e Karol Lopes. Inspirada na cultura Do It Yourself (Faça Você Mesmo), na estética dos zines e no formato livreto, a edição de 2026 traz uma novidade marcante: pela primeira vez, as obras compartilham de uma forte coesão temática. Embora transitem por gêneros, propostas e estilos diversos, os quatro títulos selecionados partiram da memória e de suas diferentes interpretações na construção do material produzido. As plaquetes serão lançadas na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em sessão de autógrafos com as autoras no estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota!, onde a coleção também será comercializada.

A base desta coleção foi a 3ª edição do minicurso “Plaquetes: espaço para experimentação”, conduzido pela poeta e mediadora de leitura Thaís Campolina. Todos os participantes da oficina submeteram originais para seleção. A escolha dos quatro projetos finais aconteceu de forma orgânica, quando as curadoras perceberam a sinergia entre os textos: “Todos os materiais apresentados eram excelentes, o que trouxe um enorme desafio para a curadoria. Como não há definição de temática prévia e cada pessoa escreve e produz o que quer na oficina, aproveitamos a coincidência para construir algo novo e trazer, pela primeira vez, um tema-guia para a coleção”, comentam as curadoras.

Historicamente utilizadas para circular textos poéticos ou manifestos de forma rápida e acessível, as plaquetes ganham na Tato Literário um contorno de resistência editorial, liberdade criativa e abertura para a hibridez de linguagens. O formato enxuto permite que o leitor e autor experimentem a literatura de forma tátil, íntima e direta, celebrando o erro, o ensaio e a potência da palavra em seus mais diversos formatos.

A memória e suas possibilidades: crônica, poesia e hibridez

A coleção de 2026 é composta por quatro obras que, a suas maneiras, investigam o corpo, o tempo, as heranças individuais e coletivas e as miudezas do cotidiano:


Passar inteira pelo buraco da agulha (Cacá Silveira): Estreia solo da autora após publicações em revistas e coletâneas. A obra traz poemas que abordam as contradições humanas e a subjetividade da identidade. Com um olhar afetuoso e incômodo para as memórias, o eu-lírico transita entre tralhas e bugigangas, costurando a terra com o fio do mar para tecer roupagens para o existir.


Viva pelo avesso (Talita Franceschini de Carvalho): Uma obra que nasce do diálogo com a poesia de Ana Cristina Cesar e Eunice Arruda. Tomando essas referências como norte, os poemas exploram os múltiplos sentidos do "avesso" — aquilo que se inverte, desloca ou revela por outro ângulo —, estabelecendo uma relação de enfrentamento, sensibilidade e voz própria. A memória aqui surge desse entrelace entre os dois grandes nomes de poetas já falecidas e a produção literária de Talita. A autora realiza sessão de autógrafo na Flip no dia 24 de julho, às 20h.



Ficção que chamo de eu (Luciana Palhares): Em um mundo dominado por selfies e influencers, a multiartista e terapeuta holística investiga quem verdadeiramente é após 37 anos seguindo regras incompreendidas. Neste primeiro volume, a autora compartilha treze “causos” marcantes de sua primeira infância, acompanhando as inocências perdidas e as incompreensões de seus anos de formação. A autora realiza sessão de autógrafo na Flip no dia 23 de julho, às 11h.



Tornozelo (Bianca Smanio): Essa é uma plaquete sobre as consequências de um salto único. O que era para ser apenas um pulo no pula-pula termina em um tornozelo quebrado e no hiato de uma rotina interrompida. Durante os meses de recuperação, surge uma coleção de descobertas anatômicas e existenciais que viraram texto. Essa é uma jornada sobre cair, quebrar, esperar e aprender a se reconstruir, pedrinha por pedrinha. A autora realiza sessão de autógrafo na Flip no dia 23 de julho, às 13h.

Agenda Flip

Sessões de autógrafos com autoras da nova coleção de plaquetes do Tato Literário 2026

23 de julho (quinta-feira)

11h - Sessão de autógrafos da plaquete “Ficção que chamo de eu”, de Luciana Palhares

13h – Sessão de autógrafos plaquete “Tornozelo”, de Bianca Smanio.


24 de julho (sexta-feira)

20h - Sessão de autógrafos da plaquete “Viva pelo avesso”, da Talita Franceschini de Carvalho

Local: estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota!, no Centro Histórico de Paraty (RJ).


Ficha técnica

Coleção de plaquetes da Tato Literário 2026

Autoras: Bianca Smanio, Cacá Silveira, Luciana Palhares e Talita Franceschini de Carvalho

Gêneros: Poesia e crônica

Editora: Tato Literário (selo da com.tato)

Ano: 2026




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