[News] “Katharine: O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde” aborda violência contra a mulher em comportamento abusivo masculino disfarçado de amor

 “Katharine: O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde” aborda violência contra a mulher em comportamento abusivo masculino disfarçado de amor

 

Espetáculo autoral inspirado no clássico “O Médico e o Monstro” faz temporada no Teatro Itália, de 4 a 25 de julho, às quartas (20h) e sábados (23h)

 

“Katharine é o reflexo de tantas mulheres que vivem relações abusivas em silêncio. O espetáculo mostra como o abuso — físico, psicológico e emocional — corrói, aprisiona e destrói sonhos, autoestima e até vidas. Falar sobre isso é urgente, porque quando o abuso é normalizado, o silêncio pode se tornar cúmplice.” (Beá Pacheco, intérprete de Katharine)


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Cena: Beá Pacheco (Katharine), com Dr. Jekyll (Conrado Paladini) | Foto: Camila Mendes



 

Como reconhecer uma relação abusiva? Tema que vem ganhando manchetes de alerta e tragédias cotidianas contra mulheres ganha aliado no teatro, a montagem “Katharine: O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde”, que aborda de forma crua e propõe reflexão sobre relações abusivas, violência e transtornos psicológicos disfarçados de amor. Protagonizado por Beá Pacheco e Conrado Paladini, o espetáculo vem impactando o público presente na temporada que segue até o dia 25 de julho, no Teatro Itália, com sessões quartas às 20 horas e sábados às 23 horas.

 

Com texto original inspirado em “O Médico e o Monstro”, do escocês Robert Louis Stevenson, clássico do horror e ficção científica da literatura, que também fez sucesso no cinema, Conrado assina o texto e se reveza na pele dos personagens masculinos. No universo de “Katharine” acontece o mais comum: não percebe, tampouco entende, que sua relação com o médico é abusiva, comportamento que atravessa os tempos. “São pessoas tentando separar aquilo que mostram daquilo que escondem”, afirma o autor.

 

Diante da relação entre Katharine (Beá Pacheco) e o Dr. Jekyll (Conrado Paladini), a montagem vem impactando pessoas de todos os gêneros e idades, com a certeza da dificuldade em reconhecer uma relação abusiva. Porque o abuso raramente começa de forma transparente e costuma se instalar de maneira sutil, mascarado como excesso de cuidado, ciúme "por amor" ou proteção. A dinâmica central de um relacionamento abusivo é o controle e o desequilíbrio de poder, o que fica evidente na relação dos personagens.

 

Beá faz sua estreia nesta temporada de 2026 em São Paulo – a peça fez algumas apresentações experimentais no Rio e em SP – e assume o posto com uma Katherine física e emocionalmente intensa.

 

“Katharine é uma jovem que se recusa a abandonar sua capacidade de sonhar. Ao longo da história, vemos uma mulher atravessar a dor, o medo e a desilusão sem perder completamente a esperança. É justamente nessa mistura de fragilidade e força que ela se torna tão humana. Interpretá-la é mergulhar em uma história que fala sobre amor, vulnerabilidade e sobrevivência”, explica a atriz que a interpreta. “Esta personagem é o reflexo de tantas mulheres que vivem relações abusivas em silêncio. O espetáculo mostra como o abuso — físico, psicológico e emocional — corrói, aprisiona e destrói sonhos, autoestima e até vidas. Falar sobre isso é urgente, porque quando o abuso é normalizado, o silêncio pode se tornar cúmplice”, diz Beá. 

 

A encenação tem cenas de nudez, linguagem verbal explícita, discursos de ódio em contexto dramático e simulação de violência sexual, abordando, de forma direta, dinâmicas de poder, violência e vulnerabilidade nas relações abusivas, podendo gerar forte impacto emocional. Por conta da temática, a classificação indicativa é para espectadores a partir de 16 anos. No palco, o que se vê é uma abordagem dramática e naturalista que valoriza presença, atmosfera, técnica e densidade dramática dos personagens, para normalizar o que a sociedade não tolera mais: o abuso contra mulheres.

 

Na direção está Helena Coutinho, parceira de Conrado na produtora Coutinho & Paladini, formada há sete anos pelos artistas e criadores para o desenvolvimento de seus espetáculos próprios.

 

“A peça toca em uma questão cada vez menos percebida: nossos valores não nascem prontos, precisam ser moldados, trabalhados e colocados à prova ao longo da vida. Em um tempo em que o amoral muitas vezes parece ter se tornado regra, a peça nos lembra que a bondade verdadeira exige esforço, consciência e enfrentamento de si”, analisa a diretora.

 

Na Coutinho & Paladini, o modelo de trabalho é autoral: a dupla Helena e Conrado concentra todas as áreas criativas das montagens que realiza, incluindo dramaturgia, direção, cenografia, figurino e concepção estética, atuando também diretamente na execução técnica, como construção de cenários e confecção de figurinos. Em “Katharine”, além da direção, Helena também responde pela produção geral e pela condução artística do trabalho de voz e corpo dos atores, além da coordenação de todas as equipes envolvidas, com sua experiência como musicista e coreógrafa. Conrado, além de autor e intérprete de Dr. Jekyll e Hyde, fica também com a dramaturgia do espetáculo e acompanha o desenvolvimento da montagem em diálogo com a direção, contribuindo nos processos criativos e em frentes da produção.

 

O espetáculo utiliza a base narrativa de “O Médico e o Monstro” para investigar questões contemporâneas ligadas à construção de identidade, às relações de poder e à normalização da violência contra as mulheres. A proposta desloca o foco da figura do “monstro” como elemento isolado e passa a observar os mecanismos sociais que estruturam comportamentos violentos disfarçados.

 

BIOGRAFIA HELENA COUTINHO:

Helena Coutinho é diretora, atriz, musicista, coreógrafa, preparadora corporal e vocal, produtora artística e cultural, com mais de 30 anos de trajetória nas artes. À frente da Coutinho & Paladini, desenvolve um trabalho marcado pela integração entre criação estética, direção artística, produção executiva e pensamento cênico, além de atuar também na construção estratégica dos projetos, articulando criação, produção, comunicação e expansão institucional. Sua formação atravessa diferentes campos do conhecimento e da prática artística. Cursou Direito pela Universidade Estácio de Sá, possui formação técnica em Música pela Escola de Música Villa-Lobos e ampla formação em Dança pela Escola Jaime Arôxa. Essa combinação entre pensamento estruturado, sensibilidade musical, consciência corporal e experiência cênica sustenta sua atuação como artista e diretora.

 

BIOGRAFIA CONRADO PALADINI:

Conrado Paladini é autor, ator, dramaturgo, romancista e diretor. Sua trajetória artística transita entre teatro, literatura, fantasia, romance e construção dramatúrgica, com foco em narrativas autorais, personagens de alta densidade psicológica e universos ficcionais marcados por conflito, imaginação e intensidade. É formado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e possui MBA em

Processos. Essa base em gestão, estratégia e estruturação de projetos se soma à sua atuação artística, contribuindo para uma visão de criação que combina dramaturgia, organização, desenvolvimento de método e construção de universo. Como dramaturgo, é autor também de “Gênesis”, “Vai Entender” e “Obsessivo”, espetáculos com estreia prevista para este ano. Autor de fantasia e romances, finaliza seu próprio método de construção de personagem, que será lançado em livro ainda este ano. Além disso, prepara o lançamento de “Crônicas Abissais”, obra literária que reforça sua atuação como autor de mundos ficcionais, narrativas densas e imaginação épica. Ao lado de Helena Coutinho, integra a direção criativa da Coutinho & Paladini, produtora que desenvolve projetos teatrais, literários, audiovisuais e formativos com forte identidade autoral.

 

BIOGRAFIA BEÁ PACHECO:

Beá Pacheco é atriz formada em Artes Cênicas pela UNESP, com atuação no teatro, cinema, streaming, publicidade e videoclipes. Iniciou sua trajetória teatral em 2016, na Escola de Artes Cutucada Cultural, e concluiu o Bacharelado em Artes Cênicas pela UNESP em dezembro de 2023. Também realizou cursos e oficinas de interpretação para câmera com profissionais como Eduardo Milewicz, Adriana Pires, Daniel Lopes, Marcia Godinho e Cynthia Falabella, ampliando sua formação entre teatro, audiovisual, expressão corporal e presença cênica. Sua trajetória reúne experiências em diferentes linguagens, com trabalhos em teatro, curtas-metragens, webséries, novela vertical, campanhas publicitárias e produções musicais, dos quais se destacam “Os Saltimbancos” (2023-2026), “Hércules – O Grande Herói” (2025-2026), a novela vertical “Orgulho e Poder” (2024) e o piloto da série “Vídeo Tempo” (2025), além do curta “Crise dos 20” (2026).

 

SINOPSE “KATHARINE: O ESTRANHO CASO DO DR. JEKYLL E DO SR. HYDE”:

Inspirada no tema do clássico “O Médico e O Monstro”, usa a relação abusiva e manipuladora masculina sobre Katharine para expor questões do comportamento humano, questionando a dualidade, o bem e o mal, norteada por desejos, abusos e até violências, que anunciam tragédias contra mulheres nas relações. 

 

FICHA TÉCNICA:

Texto: Conrado Paladini

Elenco: Beá Pacheco e Conrado Paladini

Direção e produção: Helena Coutinho & Conrado Paladini

Direção de Movimento, preparação de corpo e voz: Helena Coutinho

Cenografia, figurinos e design de luz: Coutinho & Paladini

Operação de luz: Diego Chimenes

Trilha sonora: Helena Coutinho

Design gráfico: Nana Suzart

Operação de som: Gustavo Zanetti

Contra-regra: Luciano Dechamps

Assistentes de produção: Giovanni Montin

Gestão de Conteúdo, social media e relações públicas: Open Scene

Fotografia: Camila Mendes

Assessoria de Imprensa: Passarim Comunicação & Sustentabilidade (Silvana C. Espírito Santo) e Marcelo Bartolomei

Produção executiva e realização: Coutinho & Paladini

 

SERVIÇO:

Coutinho & Paladini apresentam: Katharine – O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde

Com Beá Pacheco e Conrado Paladini

Temporada: de 6 de junho a 25 de julho de 2026

Mês de Julho: quartas (20h) e sábados (23h)

Dias: 4, 8, 11, 15, 18, 22 e 25 de julho de 2026

Local: Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344, Subsolo, República, São Paulo-SP, telefone: 11 5468-8382)

Capacidade: 302 lugares

Gênero: Drama

Duração: 100 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

ATENÇÃO! Informações importantes ao público: A encenação inclui nudez, linguagem verbal explícita, discursos de ódio em contexto dramático e simulação de violência sexual. A obra aborda, de forma direta, dinâmicas de poder, violência e vulnerabilidade nas relações humanas abusivas, podendo gerar forte impacto emocional.

Vendas: Sympla (venda on-line) - https://bileto.sympla.com.br/event/119245/d/378815/s/2522268

 

NAS REDES SOCIAIS: @katharine_jekyllandhyde

 

MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

Passarim Comunicação www.passarimcomunicacao.com

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