08 abril 2017

[Resenha] A Jóia


VIVER COM A REALEZA PODE NÃO SER TÃO NOBRE E GLAMUROSO QUANTO PARECE...Joias significam riqueza, são sinônimo de encanto. A Joia é a própria realeza. Para garotas como Violet, no entanto, a Joia quer dizer uma vida de servidão. Violet nasceu e cresceu no Pântano, um dos cinco círculos da Cidade Solitária. Por ser fértil, Violet é especial, tendo sido separada de sua família ainda criança para ser treinada durante anos a fim de servir aos membros da realeza. Agora, aos dezesseis anos, ela finalmente partirá para a Joia, onde iniciará sua vida como substituta. Mas, aos poucos, Violet descobrirá a crueldade por trás de toda a beleza reluzente… e terá que lutar por sua própria sobrevivência. Quando uma improvável amizade oferece a Violet uma saída que ela jamais achou ser possível, ela irá se agarrar à esperança de uma vida melhor. Mas uma linda e intensa paixão pode colocar tudo em risco… Em seu livro de estreia, Amy Ewing cria uma rede de intrigas e reviravoltas na qual os ricos e poderosos estão mais envolvidos do que se possa imaginar, e onde o desejo por saber o destino de Violet manterá o leitor envolvido até a última página.
O que eu achei?
O leitor mais desavisado pode a princípio achar que se trata de uma versão da série Divergente ou mesmo Jogos Vorazes, pois a ambientação desta trilogia é muito similar a estas distopias, mas a semelhança para por aí.

A Cidade Solitária é formada por cinco círculos, cada um separado por uma muralha.
Pântano. É o círculo mais externo e também o mais pobre, que abriga os trabalhadores dos outros círculos.
Fazenda. Como o próprio nome diz, é onde se produz os alimentos consumidos por toda a Cidade.
Fumaça. Onde estão instaladas as fábricas.
Banco. É o círculo onde estão as lojas e toda a parte financeira.
Jóia. O coração da Cidade. Onde vive a nobreza e algumas das Substitutas.
Poucas vão para o Banco, uma concessão feita pela nobreza.
Violet, ou lote 197, como também é conhecida, nasceu no Pântano. Assim que atinge a puberdade Violet é escolhida como Substituta e é afastada de sua família, indo para um internato.
Ser uma Substituta é uma designação àquelas que possuem poderes especiais, os Presságios e sua função é exclusivamente dar a luz a um filho saudável para as mulheres da realeza.

A narrativa começa no dia anterior ao Leilão. Evento que irá definir para qual nobre as Substitutas irão trabalhar. Neste dia Violet irá rever a família depois de quatro longos anos.
No dia do Leilão as Substitutas são levadas de trem para Jóia, e já no final desta viagem são sedadas. Violet acorda horas depois, nua e sozinha na sala de preparação. Lá ela conhece Lucien, uma dama de companhia. As Damas de Companhia são mais que uma criada de alta posição social, podendo entre elas existir homens, devidamente castrados.
Enquanto aguarda a sua vez de ser exposta no Leilão. Violet reencontra sua amiga de internato Raven e conhece outras Substitutas. Por ser um dos lotes mais altos (neste ano serão 200 Substitutas), Violet é bem disputada, entre a Eleitora, A Condessa da Rosa e a Duquesa do Lago, que vence.

A Duquesa do Lago tem por objetivo ter uma filha para se casar com o filho recém-nascido do Executor e da Eleitora e assim ganhar o poder régio que se acha no direito de ter. Ela usará Violet e toda a sua capacidade de controlar os Presságios para alcançar seu objetivo da forma mais rápida possível.
Logo no início de sua vida na Jóia, Violet percebe o perigo que corre por ter sido comprada pela Duquesa do Lago. Já nos primeiros dias uma das Substitutas acaba assassinada pela mesma, a Substituta da própria Eleitora, demonstrando que a Duquesa não terá escrúpulos para alcançar seus objetivos.

A história se desenrola de forma dinâmica, com uma escrita fluida e de ações intensas que te prende até o final. A única ressalva que faço é que no texto aparecem palavras pouco usuais que foram utilizadas para descrever alguns objetos como: cintura império, diapasão e arcana. Tive de recorrer ao “Pai Google” apara entender do que se tratava, mas nada que influenciasse o enredo, mas que poderiam ser substituídas por outras mais conhecidas. Principalmente em se tratando de uma fantasia.
O final do livro é dramático e me deixou desesperada para ler a continuação. É uma história diferente das que estamos acostumadas a ler em distopias, mas que me fascinou e me deixou com aquele doce gostinho de quero mais.
A trilogia termina com o livro A Chave Negra, ainda não lançado no Brasil, mas que já estou ansiosa.

5 comentários

  1. Oi Maisa
    Já tinha visto este livro por ai mas não sabia do que se tratava.
    Uma distopia bem diferente e diria até perturbadora. Coitada da Violet.
    Beijos

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  2. Já li esse livro, mas lendo a sua resenha percebi que não lembro de quase nada!
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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  3. ja vi esse livro tem muito tempo e eu sempre enrolo para ler.. adorei a sua resenha, explicou muita coisa desse livro que eu nao sabia kkk recorrer ao google para entender algumas coisas é regra!! kkk
    assim como em basicamente todas as distopias fere tambem a dignidade hein,, por mais que eu ame elas eu fico impressionada com as suas historias kkk

    perolasdelivros.blogspot.com

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  4. Sempre confundo muito o verdadeiro significado de uma distopia. Algumas,não tenho intenção nenhuma de ler.
    Mas histórias como essa,gosto!
    Tem ação,aventuras e um romance.
    E sim!
    Pretendo ler essa trilogia assim que der.

    Quero conhecer as aventuras da Violet e amigos.

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  5. Maisa!
    Pela capa, que é linda por sinal, acharia que se tratava de um romance de época, que adoro.
    Mas saber que é uma distopia carregada de aventuras, reinos e ainda romace de quebra, fez com que ficasse ainda amis interessada pela leitura.
    Bom feriado!
    “Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” (Campbell)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

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