06 abril 2017

[Crítica] Especial Oscar 2017- Um limite entre nós

Anos 1950. Troy Maxson (Denzel Washington) tem 53 anos e mora com a esposa, Rose (Viola Davis), e o filho mais novo, Cory (Jovan Adepo). Ele trabalha recolhendo lixo das ruas e batalha na empresa para que consiga migrar para o posto de motorista do caminhão de lixo. Troy sente um profundo rancor por não ter conseguido se tornar jogador profissional de baseball, devido à cor de sua pele, e por causa disto não quer que o filho siga como esportista. Isto faz com que o jovem bata de frente com o pai, já que um recrutador está prestes a ser enviado para observá-lo em jogos de futebol americano.
O que eu achei?
Gostei muito desse filme, já no início tem ótimos diálogos entre Troy e seu melhor amigo Jim Bono (Stephen Henderson) e tem seu trunfo em fazer o espectador pensar no início que o desencorajamento do pai em relação à carreira do filho seja apenas para evitar que Cory enfrente a mesma frustração que seu pai mas conforme vamos descobrindo mais do passado de Troy, descobrimos que ele é aquele tipo de pai autoritário, que acreditava no modelo do pai soberano da casa, a qual todos deviam obediência. Mas é um belo retrato da sociedade americana da época. Vale a pena ver. Nota 8
Mas acho que podia ter ganhado Melhor Roteiro Adaptado.

Curiosidade: Além de atuar, Denzel também dirigiu.
Na sua adolescência, Troy saiu de casa porque tinha um pai abusivo e se tornou um ladrão para se sustentar.Depois de matar um homem durante um assalto, ele foi para a cadeia, ele conheceu Bono, se tornaram grandes amigos e se revelaram ótimos jogadores de baseball. Ele jogou na liga dos jogadores negros, a Negro Leagues mas nunca conseguiu entrar na Major Baseball League, a principal liga de baseball americana, que só começou a aceitar jogadores negros depois de 1947.
 Quando Bono diz que Troy nasceu prematuro, Troy diz que ele está errado e diz que ele foi rejeitado por causa da cor da sua pele.Ainda na juventude, ele sobreviveu uma crise de pneumonia e diz que derrotou a Morte em uma briga e ela jurou vingança um dia.
Cory tem uma discussão com seus pais sobre entrar no time de baseball da escola mas Troy não abre mão de sua posição e manda o filho para seu quarto.
 Mais tarde, Rose descobre que Troy proibiu o técnico da equipe de baseball de colocar Cory no time. Mais tarde, ele e o pai brigam e o resultado é Cory expulso de casa.
Trailer:



6 comentários

  1. Oi Clara
    Só digo uma coisa: Viola é diva! <3
    Já quero assistir só pela atuação dela.
    Parece um filme muito bonito cheio de dramas da vida.
    Beijos

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  2. Um dos melhores filmes de 2016, interpretação fantástica da Viola Davis, sou fã daquela grande actriz. O melhor do filme são as grandes performances do elenco e o roteiro, muito bem adaptado da peça de teatro :)

    Bitaites de um Madeirense

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  3. Oi Aichha,
    Eu digo que Viola é tão diva que no dicionário ilustrado, debaixo da definição da palavra diva, deveria ter uma foto dela ou da Meryl.Altamente recomendado. Depois me fale o que achou.Bjs

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    Respostas
    1. Oi Clara!
      Adorei sua definição kkk
      super concordo ;)

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  4. Pelo que li aqui,já Vale assistir o filme pela interpretação dos atores.
    A Viola é demais. Mas o Denzel Washington também!
    Assim que der vou assistir. ;)

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  5. Clara!
    Adoro Denzel Washigton e confesso que torcia para que ele ganhasse o Oscar de melhor ator, pelo menos a Viola Davis ganhou o que já me deixou alentada.
    Quero poder acompanhar a história desse pai rígido.
    Bom feriado!
    “Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” (Campbell)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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