05 abril 2017

[Resenha] A Fúria e a Aurora



Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.
O que eu achei?
Ao pegar este livro de cara fiquei encantada com a beleza da capa, sério, como alguém não ama essa mistura de azul e verde, cheia de elementos e silhuetas? Foi amor a primeira vista, daqueles livros que a gente se apaixona muito antes de saber a sinopse ou de começar a ler, mas assim que comecei a ler e vi que o livro era narrado em terceira pessoa isso me travou completamente, tanto que demorei mais pra chegar na página 100 do que depois que passei dela para terminar a leitura.
A Fúria e a Aurora vai contar a história de Sherazade, uma jovem única, especial e destemida que após ter sua melhor amiga assassinada pelo Rei Khalid que sempre mata suas esposas ao amanhecer, resolve que será sua próxima esposa, mas que ao contrário das demais irá sobreviver a aurora e matará o cruel rei. Bom, este era o plano. Porém como toda boa história, essa tem muitos lados e vertentes, e nada é como inicialmente parece.
Enquanto Sherazade conta suas histórias e sobrevive as auroras, ela desvenda os mistérios de Khalid, e os dois se aproximam mais do que qualquer um, até mesmo a criada e os guardas, poderiam imaginar.A família, os amigos e o amor dela buscam uma forma de invadir o palácio, confrontar o rei, e assim dar fim a toda sua crueldade e resgata-la.Tariq, Rahim e o pai de Sherazade se unem para alcançar o objetivo, mas com as divergências encontradas pelo caminho, cada um adota uma técnica, Rahim mantem sua união com Tariq, mas enquanto o amigo busca aliados nas aldeias próximas, ele fica em casa a espera de notícias e pensando numa boa estratégia de ação. Já o pai de Sherazade desesperado para não perder a filha, busca recursos nos livros, e a solução que acha ali envolve magias muito pesadas e ele terá que arcar com todas as consequências de suas ações.
Khalid que inicialmente é o vilão da história se mostra um menino perdido que teve que lidar cedo demais com um reino e difíceis decisões de administra-lo, e uma decisão errada colocou tudo a perder. Quanto mais desvendamos este personagem mais fascinante ele fica, como a própria Sherazade diz no livro ele é uma porta fechada e só vamos desvenda-lo quando ele quiser dar a chave, e até que isso aconteça é simplesmente impossível parar de ler.

Como já disse as primeiras 100 páginas foram um grande desafio para mim, mas quando a história pega o ritmo (ou melhor, quando o romance começa) é impossível não devorar o livro e querer mais e mais do que está por vir, o dilema do vilão ter se tornado o mocinho, mas sem anular todas as crueldades que ele já fez, gera contradição não só na personagem, mas em nós leitores também, é um misto de sentimento difícil de explicar. O livro ainda conta com o especial de ser um mix das histórias que já conhecemos, como Mil e uma Noites, e o clássico Aladim e a lâmpada mágica, nos sendo apresentada de um ponto que gera muito mais reflexão do que quando a ouvimos na infância. A mistura de todos esses elementos tem como resultado um livro lindo, apaixonante e fantástico.

2 comentários

  1. Assim que vi a capa desse livro também gostei muito!
    É simples,mas muito bonitinha!

    Bem,quanto a trama,tenho vontade de ler exatamente pelos comentários elogiosos que tenho lido.
    E agora que leio em sua resenha que é um livro apaixonante e fantástico,minha vontade de lê- lo só aumentou.
    E fiquei curiosa em conhecer o vilão/mocinho Khalid.

    ResponderExcluir
  2. Oi Mayara!
    Quero muito ler essa duologia. Nunca li nada ambientado no oriente médio e com essa pegada "Aladdin". Além de tudo Sherazade é o retrato de protagonista feminina que eu amo.
    Beijos

    ResponderExcluir