11 abril 2017

[Crítica] Oscar 2017 A chegada


Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.
O que eu achei?
Foi sem dúvida, um dos melhores do Oscar e também um dos melhores filmes de ficção científica feitos nessa década. Durante as quase duas horas do filme, Dennis Villeneuve faz o espectador refletir sobre a comunicação entre as espécies, como a espécie humana pode se relacionar com espécies alienígenas e a inevitabilidade do medo do desconhecido. 

É baseado no livro de Ted Chiang, A história da sua vida, de 1998. Quando uma série de monolitos (me fizeram lembrar de 2001:Uma odisséia no espaço)  aparecem em várias partes do mundo, como a China e uma espécie de seres colossais começam a enviar mensagens em uma linguagem própria, a renomada linguista Dra.Louise Banks é convocada pelo governo americano para decifrá-las.
Juntamente com o matemático Ian Donnelly (Renner) eles têm que solucionar as intenções dos heptápodes (assim denominados pelos cientistas) que passam uma mensagem enigmática. A interação de Abbott e Costello (os dois heptapódes à frente do resto, que enviam a mensagem,assim batizados em uma homenagem aos comediantes americanos das décadas de 40 e 50) com Louise e Ian parece ser infrutífera, até a última meia hora do filme quando um plot twist envolvendo viagem no tempo é revelado.

A cinematografia de A chegada é magistral. O diretor de fotografia, Bradford Young (Selma e O dono do jogo) fez um trabalho magnífico ao usar uma paleta de cores majoritariamente branca, cinza e azul para retratar a angústia criada pela chegada dos ETs. O roteiro é assinado por Eric Heisserer, do ótimo longa de terror Quando as luzes se apagam, de 2016, recomendo. A chegada não é uma filme sobre viagem no tempo, aborto, modificação genética ou qualquer outro desses temas polêmicos, é uma lição sobre aceitação, sobre entender as escolhas que fazemos em vida e viver como se cada momento fosse o último.

Trailer:



3 comentários

  1. Oi Clara
    Assisti A Chegada mas não gostei. Achei os efeitos especiais e a fotografia linda mas a história não me prendeu. Tinha tudo para ser bom mas foi muito arrastado e monótono.
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Clara!
    Há muito tempo sou estudiosa de ufologia e o que a maioria vê como ficção, vejo como a possibilidade de um futuro bem próximo e real.
    Quero muito ir assistir esse filme e apreciar toda sua construção e a abordagem de comunicação dada.
    Boa Páscoa!
    “A sabedoria começa na reflexão.” (Sócrates)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

    ResponderExcluir
  3. Sempre tive um pouco de dificuldade em assistir ou ler ficção científica .
    Não seu de eu gostaria tanto desde filme,mas gostaria muito de conferir...
    Talvez pelos efeitos especiais,que sempre são um show a parte.

    ResponderExcluir