[News] Neste sábado, Mariana Brecht participa de roda de conversa do Clube do Livro Feminista na Livraria Bandolim, na Santa Cecília


No evento gratuito, que acontece no dia 4/7 a partir das 16h, Mariana fala sobre seus livros e inspirações para eles

Neste sábado (4/7), a Livraria Bandolim receberá uma roda de conversa do Clube do Livro Feminista com a autora finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio São Paulo de Literatura, Mariana Brecht (@mariana.brecht), para conversar sobre seus livros, como “Foi acabar bem na nossa vez” (Rocco, 320 pág.) e o livro finalista do prêmio São Paulo de Literatura, “Brazza” (Editora Moinhos, 192 pág.), e os temas que os permeiam. Ao final do evento, que é gratuito, a autora fará uma sessão de autógrafos.

Mariana Brecht nasceu em São Roque (SP), entre a Mata Atlântica e o Cerrado. É escritora, roteirista, narrative designer de jogos digitais e pesquisadora. Além de "Brazza" e “Foi acabar bem na nossa vez”, ela é autora de “Labirinto", "A Menina com os Pés no Chão" (finalista do Prêmio Jabuti) e do infanto-juvenil “Cyber PANC e Só Zé" (Escarlate/Companhia das Letras, 2026)”. Foi corroteirista de "A Linha", jogo em realidade virtual vencedor do Emmy. Como compositora, integra o projeto musical Intraterrestres.

Conheça "Foi acabar bem na nossa vez"


Em 2025, Mariana lançou o romance voltado ao público adulto "Foi acabar bem na nossa vez", pela Editora Rocco, que parte de um reencontro amoroso para escancarar as disputas em torno de território, memória e as diferentes soluções propostas para a crise do clima. A trama se passa em meados da década de 2030, no interior de São Paulo, e acompanha Maria Clara, uma designer de jogos que perde o emprego em meio ao colapso da indústria de tecnologia e é forçada a retornar à cidade da infância. Lá, reencontra Antônio, seu amor da adolescência, e uma comunidade em tensão: enquanto ele dedica a vida a cultivar uma agrofloresta que abastece os vizinhos, a prefeitura ameaça despejar sua família para implementar um projeto de compensação de carbono, uma monocultura de eucaliptos que expõe a lógica do greenwashing e a permanência de velhas estruturas de poder travestidas de solução ambiental.

A obra transita entre o presente do colapso e as memórias da adolescência dos personagens, incluindo um flashback central que remete ao momento em que Maria Clara e Antônio se conheceram. Mais do que uma história de segunda chance no amor, o livro propõe uma reflexão sobre a segunda chance que ainda podemos dar ao mundo. Ao longo da narrativa, a autora incorpora vozes mais que humanas, como sementes de feijão que dialogam entre si, um carcará que sobrevoa a Pedreira, a água, o sol e a Terra, numa aposta estética e política para dissolver as fronteiras entre humanidade e natureza. É também um romance sobre o luto, pela perda do avô, figura central na formação de Maria Clara, e pela transformação irreversível do território afetivo, um sentimento que o filósofo Glenn Albrecht nomeou como solastalgia, a angústia de ver o lugar que amamos morrer diante dos olhos.

Serviço

Roda de conversa do Clube do Livro Feminista com Mariana Brecht

Data: 4 de julho de 2026 (sábado)
Horário: a partir das 16h
Atividades: Roda de conversa sobre as obras de Mariana

Participação gratuita e sem inscrições

Adquira “Foi acabar bem na nossa vez” no site da Rocco: https://bit.ly/4ry5LFG 




 

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