[News]CARLOS MALTA CELEBRA 50 ANOS DE CARREIRA REAFIRMANDO SUA IMPORTÂNCIA PARA A MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA

 


CARLOS MALTA CELEBRA 50 ANOS DE CARREIRA REAFIRMANDO SUA IMPORTÂNCIA PARA A MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA


Carlos Malta, o Escultor do Vento completa 50 anos de carreira (foto: Maria Mazzillo) 


Referência da música instrumental brasileira e um dos artistas responsáveis por ampliar a presença do pífano e de outros instrumentos de sopro na cena contemporânea, Carlos Malta comemora, em 2026, 50 anos de carreira. A celebração acontece ao longo do ano com uma série de projetos, entre eles apresentações no Brasil e no exterior, o relançamento do álbum O Escultor do Vento e projetos ao lado de diferentes parceiros de sua trajetória, incluindo a recente participação com a Brazil Jazz Sinfônica, de São Paulo.


Cinco décadas de produção artística consolidaram Carlos Malta como um dos principais responsáveis por aproximar tradição popular, improvisação, pesquisa musical e experimentação. Nascido no Rio de Janeiro, em 1960, Malta iniciou sua relação com a música ainda na adolescência. Aos 15 anos adquiriu sua primeira flauta transversa e rapidamente passou a atuar profissionalmente ao lado de artistas como Johnny Alf, Antônio Carlos & Jocafi e Maria Creuza. Poucos anos depois, em 1981, ingressaria no grupo de Hermeto Pascoal, experiência que mudaria definitivamente os rumos de sua formação artística.

 

Um capítulo à parte: durante doze anos, entre 1981 e 1993, integrou uma das formações mais criativas da música mundial. A convivência intensa com o “bruxo” Hermeto Pascoal aprofundou sua visão sobre improvisação, composição e liberdade criativa, consolidando uma base artística que se tornaria fundamental para toda a sua produção futura.


Em 1994, criou o Pife Muderno, projeto que se tornou um divisor de águas ao levar o pífano e a estética das tradicionais bandas de pífanos nordestinas para o centro da música instrumental contemporânea, transformando um instrumento historicamente associado às manifestações populares em protagonista de uma linguagem moderna e universal, sem descaracterizar suas origens culturais. Seu trabalho abriu caminhos para uma nova geração de instrumentistas e contribuiu decisivamente para a valorização desse patrimônio musical brasileiro dentro e fora do país.


Ao longo da carreira, desenvolveu uma extensa pesquisa sobre os instrumentos de sopro, dominando flautas, saxofones, clarinetes, pífanos e instrumentos tradicionais de diferentes culturas. Essa investigação resultou em uma sonoridade imediatamente reconhecível e influenciou sucessivas gerações de instrumentistas brasileiros.


Seu trabalho também alcançou projeção internacional. Carlos Malta apresentou-se em importantes festivais e centros culturais pelo mundo e construiu parcerias com artistas como Hermeto Pascoal, Gilberto Gil, Pat Metheny, Marcus Miller, Charlie Haden, Egberto Gismonti, Lenine, Edu Lobo, Guinga e Dave Matthews Band, transitando com naturalidade entre a música brasileira, o jazz e a world music.


A celebração dos 50 anos também evidencia outra dimensão de sua obra: a pesquisa sobre as matrizes culturais brasileiras. Essa investigação está sintetizada no documentário Xingu Cariri Caruaru Carioca, que aproxima tradições indígenas, culturas populares nordestinas e a produção musical urbana para refletir sobre a formação da identidade sonora do país.


O jubileu de Carlos Malta reafirma a permanência de uma obra que ajudou a redefinir os caminhos da música instrumental brasileira e segue inspirando artistas, pesquisadores e novas gerações de músicos.


Sempre acompanhado de grandes amigos que construíram carreiras sólidas e dividiram momentos inesquecíveis, Malta guarda esses irmãos da música no coração.

 

Edu Lobo

Carlos Malta, saxofonista, flautista é um mestre da música brasileira, formado por um trabalho excepcional com o Hermeto Pascoal o que lhe fez conhecer e compreender os diversos ritmos do nosso país. Dividimos ao longo de muitos anos, uma parceria em muitos projetos de gravações, shows, sempre com resultados incríveis.

É uma sorte poder contar com o brilho e o talento desse meu querido amigo!

 

Lenine

Era o início dos 80 eu tava a pouco mais de um ano no Rio de Janeiro e isso foi tempo suficiente pra eu começar a conhecer a minha geração E a música que essa geração tava fazendo havia uns encontros na casa de Paulinho Pauleira a gente invadia o escritório do pai dele amávamos um som e tinha umas gem tinha umas sessões ali só de todo mundo tocando junto foi nesse nesse lugar nesse momento que eu conheci Carlos Malta. Ô meu irmão ali teve uma empatia de imediato porque a gente se divertiu durante uma tarde toda tocando e confirmou uma maneira de ver o mundo da música parecido Isso gerou uma amizade grande profunda um intercâmbio musical muito grande que nos acompanhou até hoje eu acabo de lançar um trabalho novo o Eita e ele tá lá presente como esteve presente na maioria dos discos que fiz. E sempre também participando dos discos que ele fez então Malta é é um irmão não só de geração é um irmão não só de caminho mas é um irmão na percepção do mundo e isso nos aproximou muito é isso. Malta é foda.

 

Moacir Luz

Eu tinha ido ao teatro rival fechar uma data quando eu ouvi de longe uma plateia muito feliz com o que estava acontecendo.Fui dar uma conferida: era Carlos Malta tocando flauta pelo meio das mesas e o povo todo atrás feito uma rabiola que leva a pipa para o mais alto do céu.

Apaixonado, guardei o tempo certo de convidá-lo pra um projeto e foi assim que ele gravou comigo uma canção e homenagem a Pixinguinha, Som de Prata. A participação dele ficou eternizada nessa música e viramos parceiros e amigos eternos. Viva Malta!

 

Hamilton de Holanda

Carlos Malta, o nosso escultor do vento, celebra 50 anos de uma carreira luminosa, fundamental para a música brasileira e para a música instrumental do nosso país. Saxofonista, flautista, compositor, arranjador, intérprete profundo da alma brasileira, ele construiu uma discografia linda e uma trajetória marcada por criatividade, liberdade e verdade. Sua passagem pela formação histórica do grupo de Hermeto Pascoal já seria suficiente para colocá-lo entre os grandes, mas Malta foi muito além: criou um som próprio, uma maneira profundamente brasileira de improvisar, de respirar a melodia, de transformar a brisa em música. Tive a alegria de viver momentos artísticos muito especiais ao seu lado, em gravações e encontros inesquecíveis. Guardo com carinho absoluto aquele dia em que comemoramos o aniversário da professora Odette Ernest Dias, no Curso de Verão de Brasília, tocando na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Aquilo foi uma das coisas mais lindas que já fiz na minha vida. Além de tudo isso, Malta é um cara gente boa, amigo, leal, generoso, daqueles músicos que emocionam não só pelo talento imenso, mas pela humanidade que carrega. Que venham muito mais anos de música, sopro, beleza e emoção para todos nós através de sua arte.

 

Nelson Faria

Carlos Malta é dos músicos mais talentosos e criativos que já conheci. Além de dominar com fluência e técnica apuradíssima toda a família dos saxofones e flautas, é ainda um improvisador de excelência que se joga na música com o coração aberto, pronto para abraçar qualquer ideia musical que apareça e transformar em música divina!

Tivemos grandes momentos juntos fazendo música no palco e fora dele. Fazer música com Carlos Malta é sempre um momento mágico, que transcende, e muito às notas e acordes

.

Guinga

Carlos Malta o músico de excelência multi instrumentista compositor arranjador que tanto colaborou e tem colaborado com a minha carreira eu só posso agradecer a convivência com esse artista genial da música brasileira e reconhecidamente pelo mundo offlor. Ele tem esse reconhecimento por onde ele passa ele deixa a marca dele é um orgulho da música brasileira é um orgulho de ser seu amigo.


Paulinho Moska

Na minha pré-adolescência tive o privilégio de escutar discos do gênio Hermeto Pascoal. E era sempre uma epifania porque todos os músicos da banda também eram geniais. Eram como super-heróis com poderes sobrenaturais, artistas que pareciam tocar a música mais linda e difícil de um jeito mais fácil e mais lindo. Jovino, Itiberê, Marcio Bahia, Nenê, Pernambuco, Nivaldo Ornelas. E entre eles, o incrível flautista e saxofonista Carlos Malta.

 “Malta é o escultor de ventos, o móbile no furacão. 

Uma luz que atravessa o silêncio, um som que acende a escuridão. 

Um perfume do ar que a terra semeia,

Sopro da alma que corre na veia

Trilha da estrada que é pura viagem

No mundo abstrato da nossa paisagem

Nenhum comentário