[News] Grupo Corre (RJ) estreia BOCA em São Paulo, no Sesc Consolação, e leva o passinho ao teatro a partir da voz de quem construiu essa cultura

 Grupo Corre (RJ) estreia BOCA em São Paulo, no Sesc Consolação, e leva o passinho ao teatro a partir da voz de quem construiu essa cultura 

 

Espetáculo reúne onze artistas e transforma essa vertente do funk em linguagem cênica ao combinar dança, performance e experiências vividas nas periferias do Rio de Janeiro 

 

 



Cena de BOCA. Foto: Berro Inc

 

O Grupo Corre, integrado por artistas referências da cena do passinho foda carioca, estreia o espetáculo BOCA no Teatro Anchieta, no Sesc Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245, São Paulo - SP), entre os dias 3 e 5 de julho de 2026. Criada e dirigida por Celly IDD, uma das principais representantes femininas dessa cultura, a montagem transforma o funk e o passinho em linguagem cênica para falar de corpo, território, memória e sobrevivência. As apresentações acontecem sexta e sábado, às 20h, e domingo, 19h. 

 

"’BOCA’ surge das nossas pesquisas, das vivências de cria e das trocas dentro do grupo. A peça nasce da vontade de organizar essas experiências em uma linguagem cênica e nomear essa fome de existir, falar e dançar", afirma Celly IDD. "Tudo o que está em cena nasceu das nossas vivências. Transformamos em espetáculo aquilo que já faz parte da nossa forma de existir, das conversas, dos bailes, das alegrias e também das violências em nosso cotidiano”, completa.

 

BOCA marca um movimento importante: a história do passinho é narrada por artistas que ajudaram a construir essa cultura. Formado em 2021, o Grupo Corre reúne dançarinos com a ideia de ampliar seus espaços de atuação e afirmar essa linguagem para além das batalhas, festivais e intervenções urbanas. 

 

A montagem traz uma visão abrasileirada do corpo e da boca como princípio criador a partir da ideia de “come o que precisa, cospe o que quiser e não responde à espera de ninguém, nem devolve o mundo limpo”. A obra dialoga diretamente com a cena do funk carioca, especialmente com o Passinho Foda, estilo de dança e movimento urbano originário dos bailes funks das favelas cariocas no início dos anos 2000. 

 

Em BOCA, as referências conversam com as culturas afro, vogue e hip hop, mas mantêm sua origem na diversidade do passinho ao unir frevo, capoeira e samba. Em cena, cada um dos onze intérpretes carrega no corpo sua trajetória, sua relação com a favela e sua identidade em constante transformação. “Trazemos para o palco aquilo que faz parte da nossa vivência. Tem o baile, a forma como o DJ se comunica, as brincadeiras, o bar, mas também o minuto de silêncio, porque tudo isso faz parte da cultura do funk", afirma a diretora. 

 

A criação dialoga com um texto-base de referência conceitual e pesquisa do diretor artístico e pesquisador de movimento Léo Garcia, que traz o conceito de Èṣù Onã Ebo como ponto de partida. A partir dessa ideia, a dramaturgia combina urgência, repetição e excesso não como desordem, mas como princípio organizador da cena. O funk aparece como prática de mundos: indisciplinada, rítmica, coletiva, acima da moral e da ilusão do bem e do mal. O funk, assim como Èsú, é a boca que tudo come. 

Durante aproximadamente uma hora, o espetáculo percorre diferentes atmosferas que fazem parte da memória coletiva dos integrantes do Grupo Corre e também do movimento funk: a celebração, o humor, a convivência entre amigos, as batalhas de dança e a comunicação entre DJ e público são apresentados ao público e também há momentos de tensão e violência. "O espetáculo fala das nossas alegrias, mas também daquilo que nossos corpos vivem no dia a dia. Tudo nasce das nossas próprias vivências", resume Celly. 

A montagem aposta na identificação e no impacto direto do corpo em cena, despertando sensações e questionamentos que seguem para além do espetáculo. “A gente quer provocar o público a sentir e se reconhecer no movimento. O espetáculo convida cada pessoa a sair do automático e olhar para si com mais liberdade e presença. BOCA apresenta o caos como lugar de criação, onde tudo pode ser reorganizado. O que fica é aquilo que cada um escolhe absorver, transformar e devolver a partir da própria vivência”, afirma a diretora. 

 

O projeto tem produção e gestão da Quafá Produções, produtora com mais de 15 anos de atuação no mercado das artes da cena em âmbito nacional e internacional, com foco em produções ligadas às culturas urbanas, periféricas e populares. 

 

GRUPO CORRE 

Fundado em novembro de 2021, no Rio de Janeiro, e nascido da experiência de quem vive no corre, o grupo reúne artistas oriundos do ‘passinho foda’ com o propósito de colocar essa dança em posição protagonista nos palcos e espaços culturais da cidade, fortalecendo o passinho como linguagem artística e ampliando seus caminhos para além das batalhas e intervenções urbanas. 

 

Os dançarinos colocam em protagonismo suas trajetórias, memórias e invenções como forma de existência. Mantendo um legado, articulando a juventude, criando e sobrevivendo em um mesmo corpo cultural, onde dançar não é apenas expressão estética, mas prática de permanência, afirmação e continuidade. 

 

“‘BOCA’ não é o início do nosso corre, mas é um marco. É o primeiro espetáculo com essa estrutura e esse aprofundamento cênico, onde organizamos nossas pesquisas e vivências em uma obra mais consolidada”, ressalta Celly IDD. 

 

SINOPSE

Em cena, onze artistas do Grupo Corre transformam o passinho foda carioca em linguagem teatral para compartilhar histórias de corpo, território, memória e sobrevivência. Entre a celebração dos bailes, as batalhas de dança, o humor e as marcas da violência cotidiana, BOCA constrói uma experiência cênica inspirada nas vivências de quem ajudou a criar essa cultura. Ao combinar dança, performance e a potência do funk, o espetáculo convida o público a mergulhar em um universo onde o movimento é afirmação de existência, resistência e criação.

 

FICHA TÉCNICA 

Direção: Celly IDD 

Assistente de Direção: DG Fabulloso 

Intérpretes-Criadores: Celly IDD, DG Fabulloso, André Oliveira DB,Iza IDD, Khafifa IDD, Laranjinha Ritimado, May IDD, Neguebites MR, Destemida IDD, Peterson Sidy 

Intérpretes: Celly IDD, DG Fabulloso, André Oliveira DB,Iza IDD, Khafifa IDD, Laranjinha Ritimado, Neguebites MR, Destemida IDD, Peterson Sidy, VN Rodrigues

DJ: DJ Fellyp Km2 

Trilha sonora / Produção Musical: Danger e Celly IDD 

Consultoria Dramatúrgica: Nyandra Fernandes 

Iluminadora e Operação de Luz: Tainã Miranda 

Figurinista: CESANNE 

Assistente de Figurino: KIAH 

Coordenação de Produção: Rafael Fernandes 

Produção Local: Carmen Mawu

Programação Visual: Leony Fabulloso 

Técnico e Operação de Som: Rafael Matede
Cenotécnico: Renato Simões

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Gestão: Quafá Produções 

Agradecimentos: EstudeOFunk, Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, Leo Garcia

 

SERVIÇO 

BOCA 

Sesc Consolação - Teatro Anchieta - Rua Dr. Vila Nova, 245 - São Paulo - SP 

Telefone para informações: 11 3234-3000 

Data: de 03 a 05 de julho de 2026

Horários: sexta e sábado, às 20h e domingo, às 18h 

Lotação: 280 lugares | Duração: 50 minutos | Classificação: 14 anos  

Ingressos: R$60 (inteira) R$30 (meia entrada) e R$18 (credencial plena)     

Venda on-line centralrelacionamento.sescsp.org.br  e no App Credencial Sesc SP  

Venda presencial nas bilheterias do Sesc São Paulo 

 

Assessoria de imprensa (espetáculo): 

Canal Aberto Comunicação
www.canalaberto.com.br
Instagram @canal_aberto

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