[News] Museu do Amanhã recebe a exposição “Síntese – Arte e Tecnologia na Coleção Itaú”, inédita no Rio

 Museu do Amanhã recebe a exposição “Síntese – Arte e Tecnologia na Coleção Itaú”, inédita no Rio

Mostra apresenta como arte, tecnologia e natureza dialogam com o futuro e convida o público a refletir sobre a convivência em sistemas complexos

 

Foto: Albert Andrade

 

Rio de Janeiro, julho de 2026. O Museu do Amanhã – equipamento cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão – recebe, a partir de 2 de julho a exposição itinerante "Síntese – Arte e Tecnologia na Coleção Itaú", realizada pelo Itaú Cultural. Exclusivamente para o público carioca, a exposição, que tem curadoria de Leno Veras, tem o acréscimo de três trabalhos de grande impacto: FALA, de Rejane Cantoni; Robotarium, de Leonel Moura; e Odisseia, de Regina Silveira.
 

A mostra é uma oportunidade para ver de perto como reinventar a ideia de futuro sob a perspectiva de artistas que investigam as relações entre seres humanos, tecnologia e meio ambiente, propondo experiências que atravessam arte, ciência e inovação. Ao todo, o recorte é composto por 12 obras de criadores da Áustria, Austrália, Bélgica, Brasil, Espanha, França e México.
 

Ao longo do percurso, o público é convidado a interagir com instalações que pedem a presença, a interação e a troca de dados para revelar suas verdadeiras poéticas. Entre os destaques estão Alba, de Eduardo Kac, que apresenta a imagem de uma coelha portadora de proteína fluorescente através de procedimentos de biologia molecular, Eden, de Jon McCormack, um ecossistema virtual onde criaturas evoluem e aprendem comportamentos não previstos por meio de um algoritmo genético, e Life Writer, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau, que transforma letras digitadas em uma antiga máquina de escrever em espécies artificiais.
 

Novidades no recorte que chega ao Rio, FALA é uma instalação em que um um microfone capta os sons do ambiente e um “coro” de 40 celulares reproduz e desdobra as palavras identificadas, e conversam entre si em diferentes idiomas; “Robotarium” é uma espécie de zoológico para espécimes robóticas movidas por iluminação ou energia solar; e “Odisseia” é um labirinto digital dentro de um grande cubo, que impede a volta por caminhos já percorridos.

 

Foto: Albert Andrade


 

Através destas interações lúdicas e científicas, Síntese é um convite a explorar novas formas de pensar a criatividade, a convivência e a nossa relação com sistemas cada vez mais complexos. Os visitantes são desafiados a refletir sobre os desafios do presente e os futuros que desejam construir coletivamente.
 

"Embora inédita, a parceria entre o Museu do Amanhã e a Fundação Itaú é algo que já vínhamos desejando e construindo há bastante tempo. Compartilhamos uma mesma causa: relacionar a cultura e a tecnologia como estruturas que nos ajudam a compreender os desafios do nosso tempo e imaginar os futuros que queremos construir”, afirma Cristiano Vasconcelos, diretor executivo do Museu do Amanhã, que ressalta: “É importante destacar que a tecnologia jamais deve ser entendida como um fim em si mesma, mas como um meio para ampliar conhecimento, conexões e possibilidades de transformação social, com pensamento crítico. Por isso, é uma grande alegria ver esse projeto finalmente se concretizar".
 

O Rio de Janeiro é a décima cidade a receber um recorte da Coleção de Arte e Tecnologia do Itaú. Sua trajetória de difusão de acervos eletrônicos inclui uma passagem em 2024 por Fortaleza, no Ceará, além de um importante marco internacional com a exibição no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa (MAAT), em Portugal, em 2022.
 

“Celebramos com grande alegria a abertura da exposição Síntese: Arte e Tecnologia na Coleção Itaú, em parceria com o Museu do Amanhã, reforçando o nosso compromisso de expandir o acesso à arte e à cultura por meio do Acervo Itaú”, comenta Jader Rosa, superintendente do Itaú Cultural. “A convergência entre arte e tecnologia é tema constante no Itaú Cultural, seja em exposições no nosso espaço, em São Paulo, seja em espaços parceiros Brasil afora. As obras presentes nessa mostra exploram diversos níveis de diálogo entre seres humanos, natureza e tecnologia, a fim de revelar outras possibilidades poéticas”, completa.
 

Programação paralela amplia debates sobre arte e tecnologia

Além da exposição “Síntese: Arte e Tecnologia”, o Museu do Amanhã apresenta, a partir de 2 de julho, a instalação interativa Bunker para um Pixel Tropical, jogo cinematográfico inédito criado pelos artistas colombianos Tatyana Zambrano e Hernán Rodríguez. Desenvolvida durante a residência artística Pós-natural e outras Ecologias, realizada pelo Museu em parceria com a GLUON e o programa europeu S+T+ARTS, a obra convida o público a explorar um universo especulativo que aproxima biodiversidade, mudanças climáticas, tecnologias digitais e futuros imagináveis. Em diálogo com os temas da mostra, a experiência acompanha a jornada de uma biobactéria extremófila em um cenário pós-tropical marcado por transformações ambientais e tecnológicas, propondo reflexões sobre as relações entre natureza, tecnologia e imaginação.


A exposição também será acompanhada por um programa de formação promovido em uma parceria entre o Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA), o Futuros – Arte e Tecnologia e a Fundação Itaú. A iniciativa reunirá artistas, curadores, museólogos e profissionais da cultura em oficinas e encontros voltados à discussão de temas como interatividade, inteligência artificial, acervos digitais e os desafios contemporâneos da criação e preservação de obras de arte tecnológicas.
 

Entre os destaques da programação estão a mesa “Por uma tecnologia tropical: arte, ecologia e novas humanidades” e a oficina “Impressão 3D de imaginários tropicais”, ambas realizadas em 4 de julho e conduzidas pela artista colombiana Tatyana Zambrano. O encontro reúne artistas, curadores e pesquisadores para discutir as relações entre arte, ecologia e tecnologias emergentes a partir de perspectivas do Sul Global, abordando o uso de ambientes digitais, simulações, tensionamentos e novos meios na construção de imaginários e futuros. Já a oficina propõe uma investigação crítica sobre a presença das palmeiras nos imaginários tropicais dos videogames e da cultura digital, combinando observação, inteligência artificial e fabricação digital para a criação de um herbário expandido. Juntas, as atividades aprofundam questões presentes tanto na exposição Síntese quanto na instalação Bunker para um Pixel Tropical, fortalecendo o debate sobre arte, tecnologia e ecologia a partir de perspectivas contemporâneas.
 

Serviço
Exposição | Síntese: Arte e Tecnologia

Período: 2 de julho a 31 de agosto de 2026
Local: Museu do Amanhã
Classificação: Livre
Ingressos: A partir de R$ 20,00
 

Instalação Interativa | Bunker para um Pixel Tropical

Período: A partir de 2 de julho de 2026
Local: Espaço de Inovação – Museu do Amanhã
Classificação: A partir de 7 anos
Duração da experiência: Aproximadamente 60 minutos
Entrada: Gratuita
 

Mesa | Por uma tecnologia tropical: arte, ecologia e novas humanidades

Data: 4 de julho de 2026 (sábado)
Horário: 14h
Local: Espaço de Inovação – Museu do Amanhã
Duração: 120 minutos
Participantes: Tatyana Zambrano, Priscila Arantes, Lucas Albuquerque e convidados
Mediação: Camila Oliveira
Entrada: Gratuita, sujeita à lotação
 

Oficina | Impressão 3D de imaginários tropicais

Data: 4 de julho de 2026 (sábado)
Horário: 16h
Local: Espaço Maker – Museu do Amanhã
Duração: 120 minutos

Condução: Tatyana Zambrano
Vagas: 20 participantes
Entrada: Gratuita, mediante inscrição prévia

 

Museu do Amanhã

Endereço: Praça Mauá, 1 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)
Funcionamento: Quinta a terça, das 10h às 18h (última entrada às 17h)
Informações: Museu do Amanhã

 

Sobre o Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, conta com o Itaú como patrocinador estratégico, Shell, Vale e Motiva como mantenedores e patrocinadores que inclui IBM e TAG. Tem a Globo como parceiro estratégico, copatrocínio da Águas do Rio, Heineken e Saint-Gobain, apoio da Bloomberg, Engie, B3, White Martins, Caterpillar, Granado, Mattos Filho, EMS e Porto. Através da Lei de Incentivo Municipal tem o apoio da Accenture e Fitch Ratings e conta com a parceria de mídia da Rádio Mix, NovaParadiso, JB FM, Revista Piauí e Canal Curta ON.

 

Sobre o idg

Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências.
Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.

 

Sobre o Itaú Cultural
O Itaú Cultural (IC) é uma organização voltada para a pesquisa e a produção de conteúdo e para o mapeamento, o incentivo e a difusão de manifestações artístico-intelectuais. Dessa maneira, contribui para a valorização da cultura de uma sociedade tão complexa e heterogênea como a brasileira . Desde a sua criação em 1987, a relação entre tecnologia, cultura e arte é um dos focos de atuação do Itaú Cultural. Assim, as itinerâncias da Coleção de Arte e Tecnologia da instituição têm por objetivo divulgar e fomentar esta forma de expressão artística junto de diversos públicos.

 

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