[News] Espetáculo musical inédito “Pra te ver feliz” estreia em 10 de julho, no Teatro Sesc Ginástico
Espetáculo musical inédito “Pra te ver feliz”
estreia em 10 de julho, no Teatro Sesc Ginástico
foto Nil Canine
Inspirado nas vivências do subúrbio carioca, o espetáculo musical inédito “Pra te ver feliz” tem texto e direção de João Batista, direção musical de Marcelo Alonso Neves, com idealização da Cia. Dramática de Comédia e produção e realização de Bruno Mariozz, da Palavra Z Produções Culturais. A peça estreia em 10 de julho de 2026 no Teatro Sesc Ginástico, com temporada até 9 de agosto (quintas e sextas, às 19h; sábados e domingos, às 17h). A montagem é o segundo espetáculo da trilogia “Dá samba”, iniciada em 2013 com o musical “Quando a gente ama”, construído a partir da obra de Arlindo Cruz.
O autor e diretor João Batista compõe cenas do cotidiano carioca e suburbano, revelando a potência dos compositores brasileiros como cronistas sociais. Ao levar o samba para o palco do teatro, o diretor resgata sua própria relação com o gênero musical, sempre presente em sua vida. “A música popular brasileira é muito rica como forma de unir as pessoas, como fundo musical de suas vidas, em momentos de festa de família, aniversários, churrasco na laje, fim de namoro. Tudo isso se relaciona com alguma música”, diz o diretor.
O elenco é formado por sete atores-cantores: Aline Borges, Elli Fêrreira, Jeniffer Dias, Lucas da Purificação, Thiago Thomé, Udylê Procópio e Vilma Melo. Como se estivessem numa roda de samba, eles dividem a cena com os músicos Carlos Rufino/Felipe D’Lélis, Fábio D’Lélis, Leo Antunes e Marlon Julio. O espetáculo acompanha personagens de um subúrbio carioca em diferentes situações. As histórias vão de uma festa de Natal em família, passando por um grupo de amigos a caminho da praia em um ônibus lotado, até um casal que se encontra pela primeira vez numa noite de réveillon. Em meio a rodas de samba e celebrações familiares, as histórias se cruzam, revelando a força da música na vida cotidiana.
“Cada cena é conduzida por canções que traduzem emoções e memórias coletivas, homenageando o samba como expressão de resistência, afeto e identidade popular. Ao longo da narrativa, o espetáculo dialoga com obras de importantes compositores do gênero, entre eles Almir Guineto, cujas canções integram a trilha musical e ajudam a construir a atmosfera afetiva das histórias apresentadas em cena”, diz o produtor Bruno Mariozz.
“A trilogia ‘Dá samba’ destaca a composição como parte do nosso cotidiano, da nossa vivência, aquilo que os grandes autores e artistas criam e que está presente no nosso dia a dia, que dá samba mesmo, que é a trilha sonora das nossas vidas. Os personagens criados pelo João têm muitas sutilezas, com diálogos enxutos que carregam muitos sentimentos. A peça faz um resgate temporal, nos faz revisitar uma época e espaços, principalmente desse lugar suburbano carioca”, destaca Mariozz.
No roteiro musical estão canções como “Conselho”, “Insensato destino”, “Mel na boca”, “Lugar ao sol”, “Da melhor qualidade”, entre outras. Segundo o diretor musical Marcelo Alonso Neves, a peça traz ao público pérolas do samba interpretadas por um elenco de artistas intrinsecamente ligados à cultura e à música negra. “Procurei trazer uma atmosfera de roda de samba, onde vamos intercalando o texto com a música, brincando e desconstruindo a forma, o ritmo original, criando propostas cênicas através das canções, ressignificando, mas sem descaracterizar o samba”, diz Alonso Neves.
MÚSICAS
“Da melhor qualidade” (Arlindo Cruz, Almir Guineto)
“Caxambu” (Bidubi do Tuiti, Jorge Neguinho, Zé Lobo, Élcio do Pagode)
“Corda no pescoço” (Almir Guineto, Adalto Magalha)
“Perfume de champagne” (Almir Guineto, Adalto Magalhães Gavião)
“Mel na boca” (David Corrêa)
“Insensato destino” (Acyr Marques, Maurício Lins, Chiquinho Vírgula)
“Saco cheio” (D. Fia, Marcos Antônio)
“Lama nas ruas” (Almir Guineto, Dede Paraíso, Ernesto Luverci)
“Tem nada, não” (Almir Guineto, Jorge Aragão, Luverci Ernesto)
“Abençalgueiro” (Almir Guineto, Nei Lopes)
“Lugar ao sol” (Almir Guineto, Arlindo Cruz, Adalto Magalha)
“Conselho” (Adilson Bispo, Zé Roberto)
“Brilho no olhar” (Almir Guineto, Celso Leão, Daniel)
FICHA TÉCNICA
Texto e direção: João Batista
Direção musical: Marcelo Alonso Neves
Direção de produção: Bruno Mariozz
Elenco: Aline Borges, Elli Fêrreira, Jeniffer Dias, Lucas da Purificação, Thiago Thomé, Udylê Procópio e Vilma Melo
Músicos: Carlos Rufino/Felipe D’Lélis, Fábio D’Lélis, Leo Antunes e Marlon Julio
Cenário: Doris Rollemberg
Iluminação: Renato Machado
Figurino: Mauro Leite
Assistente de direção: Bárbara Abi-Rihan
Direção de movimento: Dani Cavanellas
Preparação vocal: Pedro Lima
Assistente de iluminação: Diego Diener
Design de som: Thiago Silva
Comunicação, identidade visual e operação de som: Rafael Prevot
Assessoria de imprensa: Paula Catunda e Catharina Rocha
Produção executiva: Natasha Arsenio
Assistente de produção: Marilene Ribeiro
Microfonista: Luiza Jacinto
Coordenação financeira: Ingryd Cardozo
Idealização: Cia. Dramática de Comédia e Bruno Mariozz
Realização: Sesc e Palavra Z Produções Culturais
SERVIÇO
Espetáculo: “Pra te ver feliz”
Temporada: 10 de julho a 09 de agosto de 2026
Horários: Quintas e sextas, às 19h. Sábados e domingos, às 17h
Local: Teatro Sesc Ginástico
Endereço: Av. Graça Aranha, 187 – Centro
Ingressos:
. Quintas e domingos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada), R$ 15 (credencial plena Sesc e conveniados) e gratuito (público cadastrado no PCG);
. Sextas e sábados: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada), R$ 15 (credencial plena Sesc e conveniados) e gratuito (público cadastrado no PCG).
** Meia-entrada para casos previstos por lei: idosos, estudantes, PCD e jovens de baixa renda na faixa etária 15 a 29 anos que apresentem carteira jovem ou CadÚnico.
Vendas online: Ingresso.com
Capacidade: 400 lugares
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 80 minutos
Instagram: @prateverfeliz
BIOGRAFIAS
João Batista - João Batista é dramaturgo, diretor, roteirista, professor e fundador da Companhia Dramática de Comédia, criada em 1994, grupo que acumula sete prêmios e 21 indicações em teatro adulto e infantojuvenil. Professor de Interpretação da Faculdade CAL de Artes Cênicas, possui uma trajetória de mais de três décadas dedicadas à criação teatral. Entre seus trabalhos recentes, destacam-se a direção do show “Sete chuvas”, de Fátima Guedes (2025); a autoria e direção de “Manual de convivência” (2024); a adaptação teatral de “O banquete”, de Mário de Andrade (2024); e a direção de “O círculo de giz” (2022). É autor e diretor do musical “Quando a gente ama”, com canções de Arlindo Cruz, sucesso de público no Rio de Janeiro e em São Paulo. Assina ainda espetáculos como “Ouvi dizer que a vida é boa”, “Satã”, “Um show de madame”, “Lapinha” e “O homem da cabeça de papelão”. Ao longo da carreira, recebeu diversas premiações e indicações, consolidando-se como um dos importantes criadores do teatro brasileiro contemporâneo.
Marcelo Alonso Neves - Marcelo Alonso estudou na Berklee College of Music de 1977 a 1979. Teve larga atuação como saxofonista nos anos 1980 e 1990, tendo tocado com Gilberto Gil, Elba Ramalho, Luiz Melodia, Tim Maia, Fafá de Belém e João Donato. Professor/formador de operadores de áudio e Prática de Criação de Trilha Sonora Para Teatro, tendo ministrado no curso de pós-graduação da Faculdade CAL e Sesc, nas unidades de Vitória, Cuiabá e Recife. Há 30 anos se dedica à composição, direção musical e arranjos para espetáculos teatrais. Trabalhou com os diretores Enrique Diaz, Aderbal Freire-Filho, Emílio de Mello, Paulo José, José Wilker, Christiane Jatahy, Ticiana Studart, Cezar Augusto, Eduardo Wotzic, Gilberto Gawronski, Lúcia Coelho, Inez Viana, Pedro Brício, Camila Amado, Antonio De Bonis, João Batista e Cibele Forjaz, entre outros, tendo musicado mais de 300 espetáculos. Vencedor do prêmio CESGRANRIO 2016 por “Amargo fruto – A vida de Billie Holiday” e vencedor do prêmio Shell 2011 por “As conchambranças de Quaderna”.
Palavra Z Produções Culturais - Palavra Z Produções Culturais é uma produtora fundada em 2011, com atuação destacada nas artes cênicas, música e dança. Com mais de 40 espetáculos realizados, consolidou-se no cenário cultural brasileiro por sua excelência artística e capacidade de gestão, estabelecendo parcerias com instituições como CCBB, Oi Futuro, Instituto Vale Cultural, Eletrobrás, SESC e SESI. Entre seus trabalhos mais premiados estão “A gaiola”, “Tudo o que há flora”, “Vamos comprar um poeta” e “Leci Brandão – Na palma da mão”, vencedor do Prêmio Shell de Melhor Direção. Também produziu espetáculos como “Quando a gente ama”, “Gabriel só quer ser ele mesmo”, “O pescador e a estrela”, “Órfãos”, “Os Bruzundangas”, “Makeda – A rainha da Arábia feliz” e a Trilogia Matriarcas. Durante a pandemia, foi pioneira na campanha Teatro Online, que alcançou mais de 120 mil visualizações. É ainda idealizadora da PT-BR – Mostra de Teatro Brasil no Chapitô, em Portugal, promovendo a internacionalização da cena brasileira com circulação de espetáculos em países como Portugal, Espanha, Angola, Cabo Verde e Colômbia.
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