05 dezembro 2017

[Crítica] Apenas um garoto em Nova York

Sinopse:
Thomas Webb é um garoto recém-formado que ainda está tentando descobrir o que quer fazer na vida. Gosta de artes e é apaixonado por sua amiga Mimi. Um desconhecido chamado W. F. Gerald se torna seu novo vizinho e os dois passam a conversar sobre sua vida. Até que num certo dia, Thomas descobre que seu pai está traindo sua mãe com uma mulher “perfeita”, Johanna.


O que eu achei?
Estou eu tentando escrever um livro e eis que me deparo com um filme que tem a ver com isso. Perfeito! Além disso, adoro histórias com uma complexa e inteligente teia de relacionamentos entre personagens.

Pelo trailer, parece que a história é simples: um garoto gosta de uma garota que só quer ser sua amiga e um dia descobre que seu pai está traindo sua mãe, resolve ir atrás da amante, e isso acaba chamando atenção da amiga, sendo que nesse meio tempo, o garoto tem conversas sobre relacionamentos com seu novo vizinho. Mas a trama é de uma complexidade inimaginável. Não posso dizer muito aqui para não estragar a surpresa. As relações entre os personagens e seus motivos são sensacionais. E quando você acha que conseguiu prever o final, o filme te surpreende e tudo acaba fazendo sentido (e então você percebe que ao longo do filme tiveram dicas de como provavelmente ele acabaria, mas quase imperceptíveis).

É possível um filme ser de drama e de comédia ao mesmo tempo? Sim! “Apenas um Garoto em Nova York” prova isso. É um drama com um humor inteligente, ou seja, não é um filme de arrancar gargalhadas a todo momento, mas que diverte quando tem que divertir e entretém quando tem que entreter. Um excelente equilíbrio produzido pela direção de Marc Webb (diretor do longa “O Espetacular Homem-Aranha” de 2012). Curiosidade: não sei se o sobrenome Webb utilizado no filme foi coincidência ou se foi proposital. A diversão fica por conta dos diálogos e ações dos personagens: Thomas Webb (Callum Turner), W. F. Gerald (Jeff Bridges - esse ator é bom demais!) e Johanna (Kate Beckinsale). Também merecem o reconhecimento de uma excelente atuação os atores dos personagens: amiga Mimi (Kiersey Clemons), pai Ethan Webb (Pierce Brosnan) e mãe Judith Webb (Cynthia Nixon).

No quesito trilha sonora, a produção do filme acertou em cheio na escolha das músicas, que casam muito bem com as cenas e a temática do longa. Escolhas inteligentes de músicas como: "Visions of Johanna" de Bob Dylan e "The Only Living Boy in New York" da dupla Simon & Garfunkel. Sendo que a música de mesmo nome do filme se encaixa perfeitamente no perfil de Thomas. Além disso, no decorrer do longa, alguns autores e trechos de livros ou poemas são citados, como por exemplo o poema de 999 versos de Vladimir Nabokov. Mais uma grande ideia dos produtores. E tem mais: “Apenas um Garoto em Nova York” é narrado por W.F.Gerald! Achei o filme genial como um todo! E acho que quem assistir vai acabar concordando comigo!

Gostaria muito que existisse um livro contando essa história. Assim que saí do cinema entrei na internet, procurei, procurei e, para minha infelicidade, não encontrei. Quem assistir ao filme vai entender o que quero dizer com isso. Seria incrível ter um livro “Apenas um Garoto em Nova York”!

Data de estreia no Brasil: 7 de dezembro de 2017
Escrito por Victor Monteiro

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