19 julho 2017

[Resenha] Placas Tectônicas

Aos 35 anos, Margaux Motin narra os erros e acertos que abalaram sua existência em páginas repletas de humor e realidade. Uma separação e um novo amor mudam radicalmente sua vida de mulher com trinta e poucos anos de idade; uma época em que decisões abruptas podem levar a consequências desastrosas.                                                                                                                                                                

O que eu achei?
Se você acha que histórias em quadrinhos é só para super heróis, pode esquecer esse conceito. Se acha que uma mulher divorciada e com uma filha pequena será um poço de depressão, pode esquecer também, “Placas Tectônicas” vem para quebrar esses e muitos outros estereótipos, nos mostra que quando se trata da vida, não existe um padrão nem para nós mesmos, afinal estamos em constante mudança, “...Quando continentes interiores mudam, criam falhas...como placas tectônicas”

Quando um ano termina, e com ele um casamento, é hora de se renovar, seguir em frente é a única opção e é isso que Margaux Motin faz, de um jeito muito louco, diga-se de passagem, mas que acaba sendo muito divertido, e quase sempre dá certo, é quase...Ela se mostra uma mãe nada convencional, o que é ótimo em alguns aspectos, afinal, quem foi que determinou que existem um manual que todas as mães devem seguir para serem consideradas boas?!

Além do desafio da maternidade solo Margaux vai enfrentar os desafios de um novo amor, o que não é nada fácil, depois de um casamento que não deu certo, e claro Margaux vai acrescentar mais um item a lista de complicações, ela vai se apaixonar por um cara de outra cidade, o que no começo dá pra administrar, mas depois se torna inviável, a menos que você se jogue de cabeça, se mude, e se permita viver esse amor, e como nossa Margaux é completamente doidinha, é isso que ela faz, porém como já disse anteriormente essa HQ quebra padrões e mostra a vida real, sem romantizar nada, então antes do final feliz surgem muitos desafios.

Eu AMEI essa HQ, de todas as que li, é minha favorita disparado, não sei se por ser autobiográfica ou por maestria da autora, essa história não vem nos iludir, mostrar que a vida é linda e que tudo vai dar certo, ela nos mostra os autos e baixos da vida e como precisamos nos reinventar a cada dia para sobreviver e sermos de fatos felizes, não ter medo da mudança, chocar nossos continentes, criar falhas, nossas placas tectônicas e enxergar a beleza delas e o bem que elas nos fazem.


2 comentários

  1. Oi Mayara
    Amei a temática, achei que quebra todos os conceitos vistos em HQ. Já quero ler.
    Beijos

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  2. Nunca li uma HQ, mas após ler essa resenha, já quero ler o livro, rs. E gostei muito da mensagem que essa HQ passa.

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