17 julho 2017

[Resenha] One man guy

Um romance sobre dois garotos, dois mundos e um encontro. Ethan é tudo o que Alek gostaria de ser: confiante, livre e irreverente. Apesar de estudarem na mesma escola, os dois garotos pertencem a mundos diferentes. Enquanto Ethan é descolado e tem vários amigos, Alek tem apenas uma, Becky, e convive intensamente com sua família e a comunidade armênia. Mesmo com tantas diferenças, os destinos de Ethan e Alek se cruzam ao precisarem frequentar um mesmo curso de férias. Quando Ethan convence Alek a matar aula e ir a um show de Rufus Wainwright no Central Park, em Nova York, Alek embarca em sua primeira aventura fora de sua existência no subúrbio de Nova Jersey e da proteção de sua família. E ele não consegue acreditar que um cara tão legal quer ser seu amigo. Ou, talvez, mais do que isso. One Man Guy é uma história romântica, comovente e engraçada sobre o que acontece quando as pessoas saem de suas zonas de conforto e ajudam o outro a ver o mundo (e a si mesmo) como nunca viram antes.


O que eu achei?
Alek é um jovem armênio com uma família bastante peculiar, ele acaba de tirar férias até descobrir que seus pais o inscreveram num curso de verão e assim começa a história.

A família de Alek é descendente de armênios que vieram pros EUA por parte de seus avós, e tudo que um armênio quer é que ele seja como um armênio, mas afinal o que significa “ser armênio”? Honrar seus costumes e agir sempre se lembrar de tudo o que os armênios sofreram desde os tempos primórdios. Alek é um adolescente passando por uma fase de descobertas, seus pais são extremamente rigorosos que só deixam que assistam a 1 hora por dia e quer que ele tenha os mesmos gostos e tradições que eles.

Becky é a melhor amiga de ALek e adora andar de patins e conversam sobre todas as coisas, mas ele não poderá passear com sua amiga. Ele terá que ficar no curso de verão para ser um armênio melhor e lá conhece Ethan, um cara descolado, anda de skate e se veste de forma totalmente diferente de Alek.

Um dia Ethan convida Alek para ir a Nova York, mas ele nunca tinha ido à cidade grande sozinho, fica pensativo sobre o que seus pais poderiam achar, mas ainda assim decide acompanhá-lo.

Os dois tem uma manhã super agradável juntos, passeiam pelo Central Park, assistiram a um show e visitaram um museu, este foi eleito um dos melhores dias da vida de Alek.

Paralelo a isso, Becky beija Alek e o deixa sem reação, levando-o ao afastamento imediato e consequentemente a se aproximar de Ethan, detalhe que Ethan é gay e não fez questão nenhuma de esconder de Alek.

Os pais de Alek decidem viajar e depois de muita insistência ele consegue convencê- los a deixá-lo sozinho. Logo na primeira noite Ethan o convida para ir até sua casa, chegando lá conversam sobre suas vidas e interesses em comum, quando de repente acontece o primeiro beijo. A partir daí eles começam a se relacionar. Tudo ia muito bem até o dia em que os pais de Alek decidem antecipar a volta e flagram seu filho com Ethan. Mas a partir daqui você irá ter que correr para ler este livro e descobrir o que aconteceu.

Michael Barakiva foi de uma sensibilidade absurda ao tratar de um romance gay na adolescência, quando eles ainda estão se descobrindo. A escrita flui de forma leve e divertida, a descoberta do primeiro amor, assim como de sua sexualidade. Então encante-se você também com a história de amor de Ethan e Alek.


5 comentários

  1. Eu adorei a história do Ethan e do Aleck, Maisa... Mas, ao contrário de você, tive algumas ressalvas. Achei que o livro teria o mesmo efeito (talvez até um pouco mais positivo) sem tantas informações. As partes com a família do Aleck eram bem arrastadas :/

    Thati Machado;
    http://nemteconto.org

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  2. Oi Maisa,
    Adorei a dica, acho super importante este gênero de livros, ideal para abrir a mente de muitas pessoas. Gostei também que insere uma cultura bem diferente - dos armênios.
    Beijos

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  3. Quem leu esse livro foi o ex-colaborador do blog, mas ele super me indicou e depois de ler a sua resenha fiquei com mais vontade de ler, amo livros com essa temática e pelo que vi o Michael abordou muito bem.

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  4. Eu quero tanto ler esse livro! Quando a Frini falou sobre ele no evento, me deixou louca para ler essa história, e após ler essa resenha, a vontade só cresceu. Ganhei o marcador semana retrasada e quase surtei, rs.

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  5. Oi Maisa!
    Não conhecia esse livro. É legal ver cada vez mais histórias que abordam temas que apesar de ser comum nos dias de hoje (homossexualismo) ainda são tratados como tabus. Sinal que os tempos finalmente estão mudando e que o que realmente importa é ser feliz e amar. Independente de gênero, classe social ou mesmo religião.

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