25 junho 2017

[Resenha] Discobiografia legionária

Quem nunca se pegou cantarolando uma música da Legião Urbana atire a primeira pedra! Com uma multidão de fãs que permanecem fiéis mesmo tantos anos após o término da parceria, a banda liderada por Renato Russo faz parte do imaginário cultural e afetivo do país. Aos vinte anos da morte de seu vocalista, este livro faz um resgate das histórias por trás de canções como "Eduardo e Mônica", "Pais e Filhos" e outros clássicos da Legião Urbana que permanecem vivos por gerações.                         
O que eu achei?
O livro conta a historia de todos os LP's e Cd's lançados até aqui (2017), a jornalista Chris Fuscaldo vasculhou e revirou “estórias” vividas durante gravações, lançamentos e shows. E como uma legionária e fã do rock nascido em Brasília durante os anos 80. li e me emocionei com esses registros.

Renato russo nasceu no Rio de Janeiro e mudou-se para Brasília, por volta de seus 13 anos. Na capital do Brasil conheceu músicos e se encantou pelo rock, muito mais pelo punk rock. Renato se encantava e foi influenciado por Iggy Pop e The Clash, bandas que faziam um som sujo e pesado. Ele era ávido por música, seja qual fosse o gênero e em sua passagem pelo Aborto Elétrico se inspirou em Sex Pistols e Public Image.

Renato ficou pouquíssimo tempo n Aborto Elétrico e aos poucos foi encontrando os integrantes de sua nova banda: Legião Urbana. Em 1983, o trio composto por Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Vila-Lobos veio ao Rio para gravar um disco com duas músicas e assim tentar surgir no cenário rock'n'roll.

Durante o processo de aguardar serem “reconhecidos!, Renato Russo corta os pulsos e a banda é obrigada a encontrar um novo baixista. Aí surgiu Renato Rocha. A partir deste ponto, a banda seria formada por 4 rapazes. Contudo Rocha não se encaixava na banda, mesmo sendo extremamente talentoso; era muito irresponsável com horários e não se importava com o que achavam dele. Mesmo em meio a tantos problemas, “Legião Urbana” foi lançado em 1985.

Em 1988, colhendo os louros de seus três LP's, a Legião voltou a Basília para um show com mais de 50 mil pessoas, onde houve um incidente com muito quebra-quebra e pânico após Renato Russo ser agredido no palco. A banda se retirou e o estádio Mané Garrincha foi depredado. Um mês após o ocorrido, o quarteto foi recepcionado por cariocas que atiravam margaridas ao seu públicos.

Os meninos da Legião voltaram para o estádio ainda em 1988, mas com um integrante a menos: Renato Rocha abandonou a banda e assim eles voltaram ao trio original.

Em 1989 era lançado Quatro Estações, e logo bateu a marca de 1 milhão de cópias vendidas, mas somando com os 3 LP's anteriores. Foi um disco muito aclamado e repleto de críticas por conta da letra de “Meninos e Meninas”. 730 mil cópias haviam sido vendidas até outubro de 1990 do LP Quatro Estações.

Em 1990, Renato Russo descobria ser portador do vírus HIV, após se internas numa clínica de desintoxicação. Ao mesmo tempo em que tinha que lidar com problemas pessoais, Renato tornou-se um compositor ainda mais produtivo e criou músicas enormes como “Metal contra Nuvens”. O disco “V” foi produzido em meio a muitas crises e com um Renato absorto a bebidas e drogas, mesmo após sair da clínica. “V” foi lançado em 1991.

Em 1993 temo um Renato Russo limpo e que não podia sentir nenhum tipo de cheiro que se sentia enjoado, mas como sua vida poderia acabar a qualquer momento, compunha compulsivamente. O último show da Legião foi realizado em Santos, em 14 de Janeiro de 1995.

Em 1996 iniciavam a produção de “A Tempestade”, o álbum que veio a ser o último lançado enquanto Renato ainda estava vivo. Os dados eram monstruosos até 1995, a minha amada Legião já havia vendido mais de 3 milhões de discos no Brasil. O disco foi feito em etapas, enquanto Renato gravava em casa, Dado e Bonfá tinham que finalizar no estúdio. No dia 11 de outubro de 1956, morria um ser além de seu tempo.

Todos os álbuns lançados a seguir foram, em grande maioria, retirados de seu apartamento, e muito mais de 1.000 “takes” e gravações completas ou não, foram encontradas.

Tínhamos uma necessidade de algo mais de Renato, e assim foi feito: muitos álbuns foram remasterizados, e duetos encontrados, com grandes nomes da MPB.

Ao finalizar, tiver certeza que Renato Manfredini nunca morrerá. Enquanto tiver fãs, teremos a melodia e a voz rouca eternizadas em nossos corações.

Um comentário

  1. Oi Maisa,
    Tenho esse livro, realmente é uma edição maravilhosa e cheia de detalhes dos albuns.
    Beijos

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