[News]8½ Festa do Cinema Italiano apresenta drama italiano 'Três Vezes Adeus', de Isabel Coixet

 

8½ Festa do Cinema Italiano apresenta drama italiano 'Três Vezes Adeus', de Isabel Coixet

Filme da diretora de 'A Vida Secreta das Palavras' (2005) e 'Fatal' (2008) pode ser assistido até 1º de julho

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Alba Rohrwacher (Marta) e Elio Germano (Antonio) - crédito: Greta de Lazzaris/Autoral Filmes

Depois do que parecia ser uma briga trivial, Marta e Antonio terminam o relacionamento. A reação de Marta é se fechar em si mesma e ficar fora do mundo. A única coisa que ela não consegue ignorar é sua perda brusca de apetite. Já Antonio decide mergulhar de cabeça no trabalho: ele é chef de cozinha. Mesmo tendo sido dele a decisão de terminar, Marta não lhe sai da cabeça. Mas quando ela descobre que a falta de apetite tem mais a ver com a própria saúde do que com a dor da separação, tudo muda.

Com esta premissa, "Três Vezes Adeus" ("Tre ciotole"), de Isabel Coixet ("A Vida Secreta das Palavras"), pode ser conferido na mostra 8½ Festa do Cinema Italiano, que acontece de 25 de junho a 1º de julho de 2026, em todo o país. A coprodução Itália/Espanha chega aos cinemas brasileiros no dia 1º de outubro. Isabel também assina o roteiro (junto com Enrico Audenino), adaptando o livro semi-autobiográfico "O Sentido da Náusea", da escritora e ativista italiana Michela Murgia (1972-2023). Alba Rohrwacher ("As Maravilhas") e Elio Germano ("A Vida Solitária de Antonio Ligabue") vivem o casal protagonista. A distribuição é da Autoral Filmes.

A professora de educação física Marta (Rohrwacher) e o chef Antonio (Germano) vivem juntos há sete anos. Após uma discussão, Antonio decide ir embora. Para Marta, o abandono intensifica sua tendência de se fechar numa bolha de solidão e silêncio. Para passar o tempo, ela compartilha seus sentimentos com um recorte de papelão em tamanho real de um astro do K-pop que encontrou no lixo. Logo ela descobre que as dores de estômago que sofre não são consequência da tristeza, mas sim de uma grave doença.

Isabel Coixet descreve o filme como uma oportunidade para retomar temas do início de sua carreira. "Assim como em 'Minha Vida Sem Mim' (2003), voltamos a nos aproximar da morte, mas a partir de uma perspectiva diametralmente oposta", elabora. "Se naquele filme a narrativa era estruturada em torno do esforço de construir um legado, aqui ela ganha forma em uma protagonista sem herdeiros que encontra sua própria maneira de viver justamente quando já não tem mais nada a perder", complementa.

"Três Vezes Adeus" também dá à cineasta a chance de explorar dois de seus motivos cinematográficos favoritos: a música e a gastronomia. "No primeiro caso, com o desejo de me aproximar daquilo que as novas gerações escutam, dos fenômenos e da iconografia que ajudam a construir suas identidades - neste caso, ídolos específicos do K-pop", explica. "No caso da comida, voltamos a destacar os contrastes entre a alta gastronomia e a comida de rua, como mais uma forma de definir as trajetórias de cada personagem", conclui.

A revista estadunidense Variety classificou "Três Vezes Adeus" como "um filme cativante", entre a melancolia e a ternura, que "reafirma o valor da vida". O jornal Corriere De La Sera descreve a película como "sensível, comovente e profundamente humana". Para o site C7nema, trata-se de "um belíssimo e sensível filme autoral sobre relações humanas, muito bem realizado por Isabel Coixet". O Cineuropa resume a obra como "uma meditação agridoce sobre o que significa dizer adeus: a um parceiro, a uma ideia de si mesmo e à própria vida".

 

"Três Vezes Adeus" ("Tre ciotole"), de Isabel Coixet

Drama | 2025 | 120 minutos | Verifique a classificação indicativa

Em cartaz na mostra 8½ Festa do Cinema Italiano, de 25 de junho a 1º de julho de 2026

Estreia no circuito comercial brasileiro: 1º de outubro

Instagram: @autoral_filmes

 

Ficha técnica

Direção: Isabel Coixet

Roteiro: Isabel Coixet e Enrico Audenino, baseado no livro "Tre Ciotole" di Michela Murgia

Elenco: Alba Rohrwacher (Marta), Elio Germano (Antonio), Francesco Carril (Agostino), Silvia D'Amico (Elisa), Galatéa Bellugi (Silvia) e Sarita Choudhury (Doctora Benati)

Música: Alfonso De Vilallonga

Designer de Produção: Paola Comencini

Fotografia: Guido Michelotti

Som: Luca Anzellotti

Edição: Jordi Azategui

Produção: Riccardo Tozzi, Giovanni Stabilini, Francesca Longardi (Cattleya), Carlo Gavaudan, Marco Miana (Ruvido Produzioni), Massimo Di Rocco, Luigi Napoleone (Bartlebyfi lm), Marisa Fernández Armenteros (Buenapinta Media), Sandra Hermida (Perdición Films) e Alex Lafuente (Bteam Pictures)

País de produção: Itália e Espanha

Idioma original: Italiano

Formato: colorido

 

Sobre Isabel Coixet

Nascida em Barcelona, Isabel Coixet é uma das diretoras mais reconhecidas do cinema espanhol contemporâneo. Entre seus filmes mais importantes está "Minha Vida Sem Mim" ("My Life Without Me") (2003), drama estrelado por Sarah Polley e Mark Ruffalo. Dois anos depois, dirigiu "A Vida Secreta das Palavras" ("The Secret Life of Words") (2005), considerado por muitos sua obra-prima, novamente estrelado por Sarah Polley. Em "Fatal" ("Elegy") (2008), adaptação de um romance de Philip Roth, reuniu Penélope Cruz e Ben Kingsley.

Outro grande destaque de sua carreira é "A Livraria" ("The Bookshop") (2017), com Emily Mortimer. Mais recentemente, Coixet dirigiu "Un amor" ("Um Amor") (2023) e "Tre ciotole" (2025), inspirado na obra de Michela Murgia (1972-2023), que retoma temas recorrentes como o amor, a perda, a doença e a reconstrução emocional. Ao longo de sua carreira, Isabel Coixet consolidou um estilo marcado pela atenção aos sentimentos mais íntimos e por uma profunda reflexão sobre a fragilidade da vida e das relações humanas.

 

Sobre a Autoral Filmes

A Autoral Filmes, fundada no início de 2025, teve sua origem através dos sócios do Paradigma Cine Arte, Felipe Didoné e sua mãe, Marize Didoné, que desde 2010 mantém a sala de cinema que é uma instituição cultural em Florianópolis (SC).

A Distribuidora vem do desejo dos sócios de ampliar as atividades no mercado do cinema, replicando na distribuição o mesmo conceito de filmes independentes e de arte que formam seu conceito na exibição.

Como seu nome deixa claro, a Autoral Filmes terá seu foco no cinema de autor e em documentários de arte, focando em produções escolhidas a dedo, tanto nacionais como estrangeiras, prezando sempre a alta qualidade dos filmes.

Para Felipe Didoné, diretor da distribuidora, "a Autoral Filmes é a realização de um sonho, de expandir os horizontes para além da distribuição, mantendo a curadoria elegante que sempre foi o diferencial do Paradigma Cine Arte".

Patrícia Rabello (11) 98196-9290

PR| Assessora de Imprensa| Consultoria em Comunicação| Produtora Executiva| Conexões Estratégicas

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