[News] Museu do Amanhã lança a Escola de Ciências do Amanhã com foco em pesquisa, formação e pensamento ampliado
Museu do Amanhã lança a Escola de Ciências do Amanhã com foco em pesquisa, formação e pensamento ampliado
Iniciativa consolida uma década de estratégia institucional, reunindo saberes transdisciplinares, residências de pesquisa e parcerias com a educação básica
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Rio de Janeiro, junho de 2026. O Museu do Amanhã, equipamento cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão, anuncia a criação da Escola de Ciências do Amanhã, um novo centro de encontro e diálogo entre pessoas, ciências e saberes, para refletir, aprender e pesquisar os temas emergentes da sociedade, que orientarão a atuação da instituição pelos próximos dez anos. Diferente de uma escola tradicional, a iniciativa se estrutura por meio da integração entre projetos de formação, pesquisa e documentação: três frentes interligadas que vão ampliar o papel do museu na produção de conteúdo científico e na articulação com a sociedade.
Coordenada pelos cientistas Fabio Scarano e Nina Pougy, a Escola de Ciências do Amanhã adota uma visão expandida do que se entende por ciência - uma ciência dialógica, que acredita na pluralidade e na convivência entre todas as formas de conhecimento. Essa abordagem plural será traduzida em entregas como podcasts, seminários de pesquisa, artigos acadêmicos e relatórios técnicos, além de manter diálogos constantes com as exposições e demais programações do Museu. Assim, a Escola promove uma circulação de saberes dentro e fora do cânone científico.
“A Escola de Ciências do Amanhã vem da percepção do Museu do Amanhã como um polo de pensamento. Ao longo de dez anos, acumulamos um conhecimento significativo, fruto dos projetos e pesquisas científicas realizados nesse períodos. Agora, queremos expandir ainda mais essa produção de conhecimento”, explica Fabio Scarano, que também é curador do Museu do Amanhã. “A Escola parte de uma pergunta incômoda: como produzir conhecimento e formar pessoas para lidar com o cenário de policrise que estamos vivendo? Conhecimento que nos ajude a antecipar ações necessárias para que outros futuros sejam possíveis. Acreditamos que as pistas estão num encontro plural entre Academia, saberes ancestrais, e experiências empíricas resultantes da arte e da cultura”, complementa.
Pesquisa como pilar central
Um dos grandes diferenciais da Escola de Ciências do Amanhã é a Frente de Pesquisa, apresentada como eixo estruturante do lançamento. Os temas prioritários iniciais são: a relação entre Cultura e Clima e Futuros, com um marco importante a partir de 15 de junho: o início das residências de duas pesquisadoras, Tatiana Castelo Branco e Thuane Bochorny, que seguirão até o fim do ano.
Para a frente de Cultura e Clima, que objetiva explorar como o entrelaçamento entre esses dois temas pode contribuir para os processos de enfrentamento das mudanças climáticas, a pesquisadora escolhida foi Tatiana Castelo Branco. Ela é doutora em Relações Internacionais pela PUC-Rio, com experiência em engajamento com movimentos sociais que promovem equidade de gênero em contextos locais e nacionais, bem como em políticas públicas e atuação subnacional no contexto internacional. Trabalhou em projetos junto ao g7+, ao Clipping CACD e Ibmec, ao SESC-RJ e ao PACS (Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul), além de ter sido coordenadora de Mudanças Climáticas na Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura do Rio de Janeiro (2023-2026). Suas produções mais recentes têm foco nos temas de mudanças climáticas e meio ambiente, pós-colonialismo e decolonialidade, desenvolvimento e gênero.
Já a frente de pesquisa em Futuros, enquanto cerne da Cátedra de Bem-estar Planetário e Antecipação Regenerativa, que tem como objetivo explorar temas emergentes e relevantes para futuros coletivos de forma a identificar amanhãs mais ou menos desejáveis, bem como caminhos para alcançá-los ou evitá-los, selecionou Thuane Bochorny. Pesquisadora com doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas, e estágio de pesquisa no New York Botanical Garden. Possui pós-doutorado na Universidade Federal do Paraná e no Jardim Botânico do Rio de Janeiro,onde atuou na gestão e desenvolvimento do Catálogo de Plantas das Unidades de Conservação do Brasil, projeto dedicado à publicação da flora marinha e terrestre das áreas protegidas do Brasil. Foi professora colaboradora no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e, desde 2025, atua também como pesquisadora associada da The Red List Project. Integra a Coletiva Papel Mulher, iniciativa dedicada ao incentivo e à divulgação da escrita de mulheres através de intervenções urbanas. Além disso, Thuane foi aluna da última turma do curso Futuros Regenerativos, realizado pela Escola de Ciências ao longo do mês de abril de 2026.
“Na prática, é uma escola sem paredes, cujo compromisso é com o pensamento crítico, a pluralidade epistemológica e a ousadia de imaginar outras possibilidades. Primeiro definimos as linhas de pesquisa e o formato da residência, depois, abrimos o processo seletivo, que nos trouxe pesquisadoras maravilhosas para dar início aos trabalhos. Já nos cursos, nosso ponto de partida nunca é um público pronto, mas sim os temas que queremos provocar. Escolhemos os assuntos e, então, convidamos públicos que dialoguem com eles, e fazemos questão de que esse diálogo seja plural, tão diverso quanto o próprio museu. Acreditamos que a troca entre diferentes olhares enriquece cada experiência e amplia o alcance do conhecimento”, destaca Nina Pougy, gerente da Escola de Ciências do Amanhã.
Projetos da Escola
A Escola de Ciências do Amanhã já começa com projetos concretos em andamento, destacando a disciplina Sustentabilidade e Futuros, criada em conjunto com a Escola Fundação Darcy Vargas. A disciplina está sendo desenvolvida para estudantes do 1º e 2º anos do Ensino Médio, com o objetivo de formar jovens que compreendam as dimensões científicas, sociais e culturais da sustentabilidade e atuem como protagonistas de futuros mais justos e regenerativos. Esta lógica guia o desenho de todos os nossos projetos: a escolha de públicos não parte de perfis pré-definidos, mas da seleção de temas, formatos e abordagens; uma metodologia que garante relevância e adequação a diferentes contextos.
Em breve, serão lançados projetos inéditos, como a formação em Justiça Climática, um ciclo formativo com etapa online para todo o Brasil e imersão presencial no Rio de Janeiro, dedicado ao aprofundamento da agenda climática a partir da perspectiva da justiça climática; e a nova temporada do podcast do Museu do Amanhã, que irá abordar a cultura e o uso do fogo. A proposta do podcast é trazer diferentes narrativas e visões sobre o mundo, a partir dos conhecimentos tradicionais, para nos fazer refletir sobre as relações entre humanidade e natureza.
Em paralelo, projetos do antigo setor científico do Museu agora passam a ser geridos pela Escola de Ciências do Amanhã. Entre eles, destaques como Mulheres na Ciência e Inovação – iniciativa de fomento ao empreendedorismo e à liderança de mulheres em ciência e tecnologia –; o Prêmio Elisa Frota Pessoa, destinado a mulheres pesquisadoras do município do Rio de Janeiro; e a Cátedra UNESCO de Bem-estar Planetário e Antecipação Regenerativa, que desenvolve atividades que visam refletir e projetar possibilidades de futuros desejáveis, desenvolvendo competências essenciais para o século XXI.
Sobre o Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, conta com o Itaú como patrocinador estratégico, Shell, Vale e Motiva como mantenedores e patrocinadores que inclui IBM e TAG. Tem a Globo como parceiro estratégico, copatrocínio da Águas do Rio, Heineken e Saint-Gobain, apoio da Bloomberg, Engie, B3, White Martins, Caterpillar, Granado, Mattos Filho, EMS e Porto. Através da Lei de Incentivo Municipal tem o apoio da Accenture e Fitch Ratings e conta com a parceria de mídia da Rádio Mix, NovaParadiso, JB FM, Revista Piauí e Canal Curta ON.
Sobre o idg
Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências.
Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.

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