04 janeiro 2018

[Critica] 120 Batimentos Por Minuto

Sinopse: França, início dos anos 1990. O grupo ativista Act Up está intensificando seus esforços para que a sociedade reconheça a importância da prevenção e do tratamento em relação a Aids, que mata cada vez mais há uma década. Recém-chegado ao grupo, Nathan (Arnaud Valois) logo fica impressionado com a dedicação de Sean (Nahuel Pérez Biscayart) junto ao grupo, apesar de seu estado de saúde delicado.

O que eu achei? 
120 Batimentos Por Minuto vai contar a história de um grupo francês que em 1990 começa a protestar pacificamente para tratamento e prevenção da AIDS. De passeatas chamativas a intervenções em escolas, o filme mostra de forma clara as dificuldades e a realidade do movimento LGBT+ na época e nos é apresentado um leque de conhecimento em relação ao assunto. O diretor Robin Campillo apresenta muito bem o cotidiano tanto os lados dramáticos como os momentos de festa, já que "120 Batimentos Por Minuto" fazem alusão aos batimentos do coração humano e também a música eletrônica.

Neste grupo temos algumas personalidades que se destacam, Sean é uma delas. Por ser uma pessoa vibrante e movida pelo entusiasmo, acaba roubando mais olhares para si. A grande maioria do grupo é assombrado pelo medo da morte pois são diagnosticados como soropositivos, mas a grande importância é que cada um decida viver seus dias como se fosse o último e fazer tudo valer a pena. Com cenas de lhe causar toda a tensão do momento e uma mensagem incrível sobre a valorização e reconhecimento das lutas da causa desde sempre, o filme de longe deve ser considerado um dos dramas mais bem construídos em torno do assunto.


120 Batimentos Por Minutos venceu o Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes, e com certeza o pode se definir como um filme forte, comovente e extremamente emocionante. Não deixe de conferir este grande filme que chega aos cinemas brasileiros no dia 4 de janeiro, não deixe de conferir e se comover.


Assista ao trailer:



Por Leonardo Alves

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