28 novembro 2017

[Resenha] Dragão Vermelho


Quando trabalhava como agente do FBI, Will Graham conseguiu reunir provas suficientes para condenar o canibal Hannibal Lecter. Depois do episódio, decidiu mudar-se para a Flórida com sua família, mas seus dias de tranquilidade são interrompidos quando um antigo chefe lhe pede para investigar uma série de assassinatos misteriosos. Graham começa a seguir as pistas do cruel criminoso conhecido como Fada do Dente. Logo percebe que para capturá-lo será preciso compreender sua mente doentia. Para isso, entretanto, Graham terá de enfrentar seus fantasmas e pedir ajuda ao Dr. Lecter, o que pode ter consequências desastrosas.


O que eu achei?
Dragão Vermelho é o livro que da início a trilogia Hannibal, escrita por Thomas Harris, e que nos apresenta ao Dr. Hannibal Lecter pela primeira vez.

Nesta histótia, não há muito foco em Hannibal, tudo gira mais ao redor do detetive Graham e do serial-killer apelidade de O Fada-do-Dente, um assassino cruel.

Um dos pontos mais interessantes deste livro está mo relacionamento entre o detetive e Hannibal, pois Graham foi quem prendeu Hannibal - sendo o único capaz de decifrar e entender a mente do "monstro" Lecter. Mas será que isso é algo bom? Para conseguir encontrar e entender a mente do novo assassino a solta, e para isso ele vai buscar a ajuda de Lecter, na prisão.

É aí que as coisas ficam interessantes. Como já sabemos, Hannibal Lecter é um dos personagens mais inteligentes já criado, além de ser extremamente charmoso e envolvente. Seus diálogos são sempre cheios de enígmas, poesia e uma elegância filosófica ímpar. Nesses momentos entre os dois é que surgem algumas das questões mais importantes do livro: o ser humano é essencialmente bom ou essencialmente mau? Só uma pessoa inteligente seria capaz de entender a mente de um assassino? Ou será que apenas uma mente tão perturbada quanto seria capaz?

Nesse jogo de gato-e-rato, onde toda demora pode significar uma nova vitima, somos levados a refletir sobre as mais diversas questões morais, analisando personalidades e efeitos provenientes de traumas passados, mas jamais esquecidos.

Dragão Vermelho é um convito impossível de se recusar para o início de um trilogia de extrema excelência, premiadíssima, e que nos faz pensar sobre aqueles que nos cercam no dia-a-dia.

Será que realmente conhecemos quem está ao nosso redor? Quem é o monstro? Aquele que se esconde na escuridão, a espreita? Ou aquele que está bem perto, escondido na imagem de um amigo... ou de um psicólogo, por exemplo?

7 comentários

  1. Mais uma vez, não posso opinar muito, já que não assisti ao filme todo uma única vez. Sei de toda a história sobre o que se passa na trama, mas nunca assisti por inteiro. Na verdade, eu não sabia que tinha o livro.
    Você que leu o livro... me diga uma coisa, o filme é fiel?

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    1. Então, o intervalo entre época que li e época que vi o filme são muito longas, então não tenho como precisar se realmente é fiel. Mas pelo que me lembro, pouca coisa foi mudada. Foi mais adaptar a historia, cortando algumas partes.

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  2. Eu já vi o filme Dragão vermelho e gostei bastante.
    Hannibal Lecter é um assassino muito frio, mas muito inteligente. Gostei das reflexões do post. Deve ser um pouco perturbador entender como funciona a mente de um serial killer.
    Bjs

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    1. Essa parte da mente deles é a mais assustadora; ver como funciona, e ver tamanha frieza num ser humano. Mas também é super interessante

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  3. Achei a proposta bem interessante, que bom que atendeu ás suas expectativas!
    Ainda não assisti aos filmes e, até mesmo o livro está difícil, tô com medo do que vou encontrar, kkk se bem que depois da resenha me senti mais encorajada, por falar, que resenha show! <3

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  4. Olá! O livro já esta na minha lista a um tempo, mas ainda não achei o momento certo para iniciar a leitura, mas a curiosidade em entender um pouco mais a mente de Hannibal falam mais alto no momento, ainda mais depois dessa resenha (risos). Tenho certeza de que a leitura será muito proveitosa.

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  5. Hum, entendi. Então, dessa vez, acho que não estragaram a história com sua adaptação. Seria um pecado destruir uma história que fascina tantas pessoas.

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