20 junho 2017

[Crítica] O Círculo

The Circle é uma das empresas mais poderosas do planeta. Atuando no ramo da Internet, é responsável por conectar os e-mails dos usuários com suas atividades diárias, suas compras e outros detalhes de suas vidas privadas. Ao ser contratada, Mae Holland (Emma Watson) fica muito empolgada com possibilidade de estar perto das pessoas mais poderosas do mundo, mas logo ela percebe que seu papel lá dentro é muito diferente do que imaginava.                                                                        
O que eu achei?
Mae Holland teve um dia tranquilo andando de caiaque e está voltando para casa quando seu carro tem um problema e ela é forçada a pará-lo em um lado da estrada. Ela liga para seu amigo Mercer (Ellar Coltrane de Boyhood) para ajudá-la. Mercer vai até o local e presta auxílio a ela. Mae agradece e diz que eles deveriam se encontrar algum dia, ao que ele sorri e responde que deveriam conversar lá, já que estão juntos. Mae sorri com essa sugestão e volta para casa.

No dia seguinte, Mae recebe um telefonema de sua amiga Annie Allerton (Karen Gillan) que trabalha na empresa O Círculo e a chama para uma entrevista. Mae arranja um emprego no setor de Customer Experience ( atendimento ao consumidor). Ela começa bem e recebe uma avaliação positiva.

Durante uma reunião da empresa, um dos fundadores da empresa, Eamon Bailey (Tom Hanks) apresenta uma nova iniciativa:as câmeras SeeChange, que são colocadas na roupa e monitoram todas as atividades da pessoa, com a finalidade de tornar a vida mais transparente.

Durante uma festa da empresa, Annie leva Mae para um escritório e explica que ela não deveria estar lá porque é onde Eamon e Tom Stenton (Patton Oswalt) tomam as grandes decisões para a empresa.Ela vê um homem grudado ao celular (John Boyega, o Finn de Star Wars, episódio VII) e puxa papo com ele. Ele pergunta se ela é uma guppy (um termo da empresa para designar novos funcionários) e Mae diz que é. O nome dele é Ty Lafite, o terceiro fundador do Círculo mas ele não revela sua identidade. Eles conversam um pouco até ele receber uma ligação e ter que se afastar.

Mae volta para casa no final de semana e seus pais Vinnie (Bill Paxton) e Bonnie (Glenne Headly) tem que lidar com a esclerose múltipla dele, que tem dificuldade de executar algumas tarefas simples. Durante um churrasco com alguns amigos em que Mercer está presente, fica claro que eles querem que eles voltem com o namoro.

Após voltar para o trabalho, dois funcionários perguntam a Mae porque o perfil dela não está atualizado e porque ela não compareceu às atividades extras do final de semana. Embora não sejam obrigatórias, fica evidente que eles estão tentando fazê-la se engajar mais com a empresa. Mae decide fazer transmissões ao mundo todo de seu cotidiano e isso traz algumas consequências desagradáveis.

O filme é baseado no livro de Dave Eggers e mostra a espada de dois gumes que é a tecnologia.Ela pode ser uma ferramenta maravilhosa de comunicação mas sua principal desvantagem é o super-excesso de exposição. A falta de privacidade de seus usuários é preocupante e esse é o principal tema. Me lembrou um pouco de 1984, de George Orwell. A atuação de Emma foi convincente, a funcionária tentando lidar com a tecnologia foi um dos pontos altos de sua carreira até agora.

Trailer:


Um comentário

  1. Oi Clara,
    um futuro não tão distante né? aonde a tecnologia é aliada mas também super expõem os indivíduos.
    beijos

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