29 março 2017

[Crítica]Oscar 2017- Estrelas além do tempo

1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Já fizemos a crítica de Estrelas além do tempo anteriormente, mas a Maisa me solicitou esta matéria do Oscar 2017, portanto segue minha opinião.

O que eu achei?
White Sulphur Springs, estado da Virgínia Ocidental,1926. No ensino fundamental,a jovem Katherine Coleman (Lidya Jewett) está esperando, nomeando as figuras geométricas em um vitral enquanto seus pais conversam com um funcionário da escola.A direção quer enviá-la para uma escola para crianças superdotadas-ela é um prodígio, uma gênia em matemática.A única escola para crianças superdotadas ´´de cor´´ começa na sexta série e Katherine só tem 8 anos então ela terá que pular algumas séries.Isso preocupa seus pais mas eles concordam que será o melhor para ela.Os professores fazem uma vaquinha para ajudá-los com a mudança.

Em Hampton, Virginia, 1961, uma Katherine já adulta mas agora conhecida como Katherine Goble, está presa na estrada com duas colegas, Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe) quando um policial racista pede para elas se identificarem.Quando elas explicam que trabalham na NASA, ele fica surpreso ao saber que a NASA contrata mulheres negras mas as permite passar. 
Ao chegar ao Langley Research Center, elas assistem um vídeo sobre o lançamento do lançamento do satélite russo Sputnik 1. Os oficiais da NASA estão preocupados que ele seja usado para espionar os EUA. O responsável pelo setor ordena que Al Harrison (Kevin Costner) os leve até lá porque para fazer valer a pena o gasto que eles terão com essa missão, terão que enviar um astronauta ao espaço.Um homem na platéia, Paul Stafford (Jim Parsons) pergunta quem ele é e ele responde que é o engenheiro-chefe.

As 3 trabalham na West Area Computing, separado do resto do Research Center, juntamente com outras mulheres negras que trabalham como computadores-o que significa que elas faziam os cálculos todos à mão. O filme mostra várias dificuldades que elas passam, como ser obrigadas a ir ao banheiro no outro lado do campus,demorar pra voltar e tomar uma bronca do chefe. Katherine, Dorothy e Mary foram as responsáveis por calcular as trajetórias da Apolo 11 e da Apolo 13 e o Presidente Obama concedeu a Medalha da Liberdade a Katherine. Ela se aposentou em 1986. 
Mary e Dorothy morreram em 2005 e 2008, respectivamente.
   
Meu favorito de todos os indicados, estava torcendo para ele vencer Melhor Filme.
Um emocionante relato sobre superação de barreiras, determinação e a luta pelas mulheres por seus direitos. Se eu fosse membro da Academia, teria dado meu voto a ele. Nota:9,5 

5 comentários

  1. Clara!
    Confesso que também torci muito para que esse filme ganhasse o Oscar afinal é uma história única, de mulheres fortes que se sobressaíram em uma época onde o preconceito era enorme tanto com as mulheres e negras ainda mais...
    Sem contar com as atrizes protagonistas que tem uma representação fantástica.
    “Não há nada bom nem mau a não ser estas duas coisas: a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal.” (Platão)
    cheirinhos
    Rudy

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  2. Oi Clara,
    Coincidência eu assisti este filme ontem. Achei maravilhoso. Uma pena não ter levado o Oscar, afinal achei o filme com a melhor história. Muito raro vermos filmes de mulheres negras com uma história tão fantástica de luta e empoderamento. Com certeza é um dos meus filmes favoritos.
    Beijos

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  3. fiquei chateada de não ter conseguido assistir esse filme no cinema,
    são duas coisas que pesam (infelizmente até hoje) contra elas: o fato de serem mulheres e serem negras.
    até hoje a area de exatas é dominada por homens... ai vcs imaginam a 50 anos como era
    imagino o tanto de sofrimento que elas passaram ao longo da vida, segundo algumas pessoas que conhecem a vida delas parece que o filme ainda deu uma aliviada nos problemas que elas passaram

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  4. Se esse filme não tivesse entrado para um dos possíveis ganhadores do oscar,eu não saberia da história dessas três mulheres extremamente inteligentes,e que tiveram tamanha importância na Nasa.
    E mesmo assim,sofrendo vários preconceitos... Li sobre a história e assisti alguns trechos... E como diz a Glória Pires: "Não posso opinar ",se merecia ganhar o oscar...Rsrs
    Mas pretendo assistir assim que der. ;)

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  5. Oi Clara!
    Ainda não tive oportunidade de ver o filme, mas eu também torci muito para que Estrelas Além do Tempo tivesse levado o prêmio de Melhor Filme. Uma pena que essas mulheres não foram valorizadas como mereciam, trabalhando em um ambiente predominantemente masculino, mas também em uma época de segregação racional. Não vejo a hora de assisti-lo.
    Abraços!

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