[Crítica] Arco

 

Sinopse:

Em Arco, um menino de 10 anos chamado Arco vive no ano de 2932 e acidentalmente viaja de volta no tempo para 2075 através de um arco-íris. Lá, ele conhece Iris que o acolhe e fará de tudo para ajudar Arco a voltar para seu tempo. Nessa realidade na qual arco-íris são portais para o futuro e para o passado, a viagem no tempo não é apenas uma aventura, mas uma forma de desvendar as verdades perdidas sobre nosso planeta. Quando Arco fica impaciente e decide embarcar para o passado, apesar da viagem ser restrita para pessoas maiores de 12 anos, ele precisa ser salvo por Iris. Enquanto o laço entre os dois cresce, Arco descobre mais sobre a era de Iris, um tempo no qual os humanos dependem de androides para viver e precisam morar em redomas que os protegem dos climas extremos.



                         O quê eu achei?

Essa belíssima animação francesa dirigida por Ugo Bienvenu (conhecido por seus curtas Maman, Dolly.Zero e L`Entretien) que faz sua estreia no longa-metragem, narra a história de uma amizade quase impossível com tato e sensibilidade.

Arco é um menino de dez anos que vive em 2932. Ele sente inveja de seus pais e de sua irmã mais velha porque tem a capacidade de viajar no tempo; a habilidade só é concedida quando alguém completa doze anos. Ele decide roubar o diamante e a capa arco-íris da irmã e começa  a usá-los em segredo.

Íris é uma menina de dez anos que vive em 2075. Dona de uma imaginação fértil, ela está desenhando no pátio da escola quando vê um arco-íris caindo. Movida pela curiosidade, ela vai até ele e encontra Arco desnorteado. Ela o leva para sua casa e com a ajuda do robô de sua família, Mikki, terá que ajudar o colega a voltar para sua época. Mal sabem eles que três irmãos teóricos da conspiração que há anos procuram por alienígenas, também presenciaram a queda de Arco e vão atrás do garoto. A garota consegue despistá-los e levar seu novo amigo para sua casa. O problema é que o diamante que permite a viagem do tempo desapareceu na floresta e foi levado pelos irmãos.

Esse filme irá agradar quem curte um visual arrebatador com uma trama envolvente sobre o poder da amizade e das conexões, o colapso da sociedade e a iminência da preservação da natureza e dos recursos naturais, além do uso da tecnologia. Estreou no Festival de Cannes, onde foi super elogiado e está concorrendo ao Oscar de Melhor Animação.

Gostei bastante, mas minha única crítica é que a resolução do conflito principal foi um tanto apressada; creio que poderia ter sido mais detalhada.

Eu assisti o filme na versão dublada na cabine de imprensa e gostei da dublagem feita pelo estúdio Lexx, achei que as vozes caíram bem com os personagens. O áudio original é em francês e conta com vozes como Louis Garrel(de Os Sonhadores)e Alma Jodorowsky, neta de Alejandro Jodorowsky(A montanha sagrada).

Estreia nos cinemas nacionais com distribuição da Mares Filmes nessa quinta-feira, dia 26 de fevereiro.

                         Trailer:








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