[News] Zé Renato estreia a temporada de “Samba e amor” em março, no projeto Terças no Ipanema
Zé Renato estreia a temporada de “Samba e amor” em março, no projeto Terças no Ipanema
Espetáculo celebra os 50 de carreira do artista, com as participações de Teresa Cristina, Nei Lopes, Pedro Luís, Paulinho Moska, Claudio Jorge, Marcelinho Moreira, Mariana de Moraes, Vidal Assis e Francis Hime
Fotos de divulgação: Alexander Landau
Mais conhecido por sua “Toada" (“Vem, morena ouvir comigo essa cantiga…”), canções e violas, pelos vocais arrojados do Boca Livre e como uma das vozes mais bonitas do Brasil, Zé Renato é um tremendo compositor e cantor de samba. Não por acaso, pelo menos oito de seus 24 álbuns são exclusivamente dedicados ao gênero, fora os sambas salpicados por aí em discos e shows em seus 50 anos de carreira.
A temporada intitulada “Samba e amor”, que fica em cartaz nos dias 3, 10, 17 e 24 de março no projeto Terças no Ipanema, celebra ainda os 70 anos do cantor, músico e compositor no mítico palco do Teatro Ipanema Rubens Corrêa. “Eu farei um roteiro básico com o repertório dos discos de samba que gravei”, diz Zé Renato, referindo-se, por exemplo, a “Cabô”, álbum de 2000 exclusivamente dedicado aos seus sambas autorais, como “Pandeiro”; tributos que gravou a Zé Kéti (“Natural do Rio de Janeiro”), Silvio Caldas (“Arranha-céu”), Chico Buarque e Noel Rosa (“Filosofia”), Paulinho da Viola (“O amor é um segredo”) e Orlando Silva (“Orlando mavioso”), e ainda o disco que gravou com Elton Medeiros e Mariana de Moraes, “A alegria continua”, inteiramente dedicado ao samba. “Também vou cantar músicas que ainda não gravei, de autores como Nelson Cavaquinho e Dorival Caymmi”, adianta.
A cada terça-feira, Zé Renato receberá diferentes convidados. Na estreia, dia 3 de março, será o parceiro Nei Lopes, com quem Zé compôs “Pandeiro”, além de outros sambas em parceria, como “Cândidas Neves”, e clássicos de Nei com Wilson Moreira, como “Senhora Liberdade”.
No dia 10, os convidados serão seus parceiros (sobretudo de samba) Pedro Luís e Paulinho Moska. Com Pedro Luís, entre outros, Zé vai interpretar o samba de roda “Cabô”, que dá título ao seu disco de samba. Do mesmo álbum, com Moska, vai entrar no repertório o samba choro “Cama da ilusão”.
No dia 17, Zé Renato recebe três convidados. Com Teresa Cristina, vai cantar sambas que fizeram juntos, como os belíssimos “Pra cobrir a solidão” e “Delicada”. A noite terá ainda a presença de dois dos principais instrumentistas do samba: o violonista Cláudio Jorge, vencedor do Grammy de melhor disco de samba de 2024, e o percussionista Marcelinho Moreira, que acompanha Zé Renato desde o disco “Cabô”, ambos também cantores e compositores.
No dia 24, último da temporada, Zé Renato praticamente refaz o disco “A alegria continua”, com a participação da cantora Mariana de Moraes, Vidal Assis, compositor e cantor que acabou de lançar um álbum sobre Elton Medeiros, e o maestro e compositor Francis Hime.
Nos quatro shows, Zé Renato vai desfiar sambas, dos clássicos aos contemporâneos. Do tributo que fez a Silvio Caldas, por exemplo, vem o samba que dá título à série de shows, “Viva meu samba”, clássico de Billy Blanco. De Zé Kéti, clássicos como “Mascarada" e “Diz que fui por aí”. De Noel Rosa e seu sucessor Chico Buarque, vem “Feitio de oração” e “Samba do grande amor”, respectivamente. De Paulinho da Viola, “Sofrer”, e assim por diante. E vai cantar também sambas que não gravou ainda, como “Siri recheado e o cacete” (João Bosco e Aldir Blanc), além de sambas próprios, como “Pra você gostar de mim” (de sua parceria com Joyce Moreno).
Ao violão de seis cordas e acompanhado nos quatro shows por dois mestres do samba
contemporâneo, Carlinhos 7 Cordas e o multipercussionista Paulino Dias, Zé Renato vai criar ou recriar em quatro noites um repertório que representa a sua visão muito particular da história do samba. É a voz mais bonita a serviço de “geniais artistas, a arte popular”, como canta em “Pandeiro”.
Por Hugo Sukman
Sobre o Terças no Ipanema
Responsável por levar a música de volta ao palco emblemático do Teatro Ipanema, o projeto teve início em janeiro de 2025. Ao longo dos 50 shows realizados na primeira temporada, o “Terças no Ipanema” alcançou a marca de 90% de ocupação, atestando o sucesso da empreitada. Com curadoria artística própria, a implementação do projeto é fruto de um acordo colaborativo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, que integrou o Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa à Rede Municipal de Teatros.
Sobre o Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa
Idealizado pelos atores e diretores Rubens Corrêa e Ivan Albuquerque, o Teatro Ipanema foi inaugurado em 1968, erguido no quintal da casa de Rubens, no Bairro de Ipanema, utilizado para ensaios e depósito de cenários. Desde então, o Teatro Ipanema passou a ser palco para jovens dramaturgos, diretores e artistas. Nomes como José Wilker, José de Abreu e o Grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, entre muitos outros, se lançaram e se consagraram neste espaço histórico, local de grande experimentação artística e foco de resistência. Após sua reestruturação, foi integrado à Rede Municipal de Teatros da Secretaria Municipal de Cultura e voltou a funcionar totalmente em junho de 2012, abrigando uma programação voltada para o teatro adulto e infantil.
Zé Renato no show “Samba e Amor”
Temporada de Março no Terças no Ipanema
Dias: 3, 10, 17 e 24 de Março
Convidados:
Dia 3/03: Nei Lopes
Dia 10/03: Pedro Luís e Paulinho Moska
Dia 17/03: Teresa Cristina, Claudio Jorge e Marcelinho Moreira
Dia 24/03: Mariana de Moraes, Vidal Assis e Francis Hime
Horário: 20 horas
Endereço: R. Prudente de Morais, 824, Ipanema
Preços: R$ 80,00 inteira /R$ 40,00 meias
Classificação indicativa: Livre
Produção: Planetário Produções Culturais
Administração: Da Lapa Produções Artísticas
Realização: KAB
Apoio: Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro
Assessoria de Imprensa: Coringa Comunicação
Mídias Sociais: Nana Pontes
Foto de divulgação: Alexander Landau
Vendas: https://bileto.sympla.com.br/
Mais informações: Coringa Comunicação
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