[News] Indicado ao Shell e APTR, aplaudido por quatro temporadas no Rio, “A Hora do Boi”, monólogo de Vandré Silveira, estreia dia 6 de março, sexta, em São Paulo, no Ágora Teatro

 Indicado ao Shell e APTR, aplaudido por quatro temporadas no Rio, “A Hora do Boi”, monólogo de Vandré Silveira, estreia dia 6 de março, sexta, em São Paulo, no Ágora Teatro


Amor e empatia aos seres vivos permeiam o espetáculo, com texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de André Paes Leme, baseado em uma notícia de jornal sobre um boi que fugiu pouco antes de ser abatido


“Estamos animados para encontrar o público paulista e realizar essa troca com uma cidade que respira Cultura e Arte, que tem um olhar diferenciado para a Arte Teatral.” Vandré Silveira


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Vandré Silveira em cena | Foto de @callanga



Depois de quatro temporadas de sucesso de crítica e público no Rio de Janeiro, Vandré Silveira, que celebra 25 anos de carreira como ator, traz seu trabalho em A Hora do Boi a São Paulo. A estreia do espetáculo, indicado a vários prêmios (Shell e APTR), será no dia 6 de março, para uma temporada até 26 de abril (sexta a domingo) no charmoso Ágora Teatro, fundado no Bixiga em 1999, por Celso Frateschi, Sylvia Moreira e Roberto Lage. 


Idealizado pelo próprio Vandré, que interpreta os três personagens principais – seu Francisco, o boi Chico e São Francisco de Assis –, o monólogo conta a história do capataz de uma fazenda que tem seus sentimentos colocados em xeque ao saber que, um dia, terá de abater o boi que manteve sob seus cuidados, com quem teve uma grande relação de amizade e afeto. Com direção de André Paes Leme, o texto de Daniela Pereira de Carvalho é baseado em uma história real, publicada em Salvador, Bahia. 

“Estou muito feliz e animado em levar A Hora do Boi para São Paulo. Fizemos quatro temporadas de sucesso no Rio e chegou o momento da estreia em São Paulo. O espetáculo chega amadurecido para o público paulista e coroa minha trajetória profissional de 25 anos de dedicação ao ofício de ator. 

Meus trabalhos sempre foram muito bem recebidos em São Paulo. Cumpri temporadas de sucesso com Farnese de Saudade, Dir. Celina Sodré e O Homem Elefante, Dir. Cibelle Forjaz e Wagner Antonio, respectivamente em 2014 e 2016. Nesse momento, estamos iniciando, de forma independente, nossa turnê de circulação e vivemos um feliz encontro com o Ágora Teatro, que potencializou o caráter intimista da encenação”, reflete Vandré.


A dramaturgia de A Hora do Boi foi baseada em uma história real, publicada no jornal “A Tarde”, de Salvador. "Na última quinta (29/11/2018) pela manhã, um boi foi visto no mar da praia de Stella Mares, em Salvador. As fortes ondas não o intimidaram, apesar das tentativas dos banhistas de direcioná-lo para a areia. O animal da raça Nelore escapou da feira de agronegócios Fenagro, que acontece no Parque de Exposições em Salvador, e ficou desaparecido durante cinco dias na cidade."


A performance visceral de Vandré no espetáculo, que reflete sobre a igualdade entre os seres vivos, recebeu menções e indicações na cena teatral. Em janeiro de 2023, “A Hora do Boi” estreou no Poeirinha, cumpriu temporada no Teatro Municipal Sergio Porto e foi eleito um dos melhores espetáculos do “Segundo Caderno”, do jornal “O Globo”. O espetáculo também foi indicado ao 34º Prêmio Shell pelo Figurino (Carlos Alberto Nunes) e ao 18º Prêmio APTR (Associação de Produtores de Teatro) pela Direção de Movimento (Paula Aguas e Toni Rodrigues). Em 2025, repetiu seus feitos, seguindo elogiado por plateias na breve temporada realizada novamente na cidade. E, em 2026, retornou para sua quarta temporada no CCJF – Centro Cultural Justiça Federal até 11 de fevereiro.   


“A Hora do Boi busca a partir dessa relação, entre homem e animal, trazer reflexões e uma possível mudança em nossas ações cotidianas em prol de maior sintonia, respeito e empatia entre todos os seres”, reflete Vandré, que foi buscar os escritos e histórias de São Francisco de Assis sobre a natureza dos seres vivos para dar sentido ao espetáculo. Para o homem Francisco, nascido em Assis, na Itália, nos idos do Século XII, ninguém é suficientemente perfeito que não possa aprender com o outro e, ninguém é totalmente destituído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão. Francisco enxergava todos os seres vivos como igualmente importantes e tinha profunda relação com a natureza e os animais.


Seguindo com este ensinamento, a trama apresenta dois personagens: Seu Francisco e Chico, que estabelecem uma ligação afetiva de profunda empatia e amizade, sentimentos que põem em cheque toda a objetividade das funções de Seu Francisco, como um matador de bois. Apegado ao boi, Seu Francisco, apavorado, vê se aproximar a hora do abate de Chico – única criatura com a qual estabeleceu um vínculo na vida. Seu Francisco nunca deixou de cumprir ordens. Manso e submisso, abateu centenas e centenas de cabeças de gado a mando dos patrões – sem sentir nada, nem refletir sobre seus atos. A amizade com Chico, entretanto, mudou sua vida. É alguém com significado. Ao seu lado, o boi Chico vive a agonia do condenado, injustamente, no corredor da morte, com a peculiaridade de amar o próprio algoz e depositar, nesse laço de afeto, esperanças de salvação.


Além dos palcos, o ator também celebra ótima fase no audiovisual. Ele está no remake de “Dona Beja”, no Max, e em dois filmes da doutrina espírita, “Nosso Lar 3” e “Emmanuel”, onde faz Paulo de Tarso, mentor espiritual de Chico Xavier, ambos ainda sem data de lançamento. “Eu não conhecia a história dele. Foi uma figura que perseguia cristãos, era cruel, mas no meio do caminho tem uma revelação, quando muda o rumo de sua história, passando a espalhar o cristianismo. Isso me tocou profundamente, pensando na humanidade desse homem e o quanto ele nos ensina que sempre podemos fazer uma escolha melhor em busca da evolução”, conta Vandré.

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Vandré Silveira em cena | Foto de @callanga


“É muito gratificante perceber o quanto o trabalho comunica e sensibiliza o espectador. Fico imensamente realizado! Muito importante e urgente refletirmos sobre nossa relação com os seres humanos, nossos iguais, mas, também, com os outros seres que habitam o planeta. Inclusive, para repensarmos a nossa forma de consumo tão predatória dos recursos naturais. Precisamos nos enxergar como parte do todo, como a natureza, ampliarmos o olhar para a coletividade, para a empatia e para o afeto. O amor é a força mais poderosa do universo.” (Vandré Silveira) 


SOBRE VANDRÉ SILVEIRA | ARGUMENTO, ATUAÇÃO E PRODUÇÃO: 

Em 2026, o ator está na estreia de “D. Beja” (Max), como o capitão Moacir, e aguarda oo lançamento do filme “Nosso Lar 3 - Vida Eterna”, de Wagner de Assis, como Martinho. Ele também integra o elenco de “Emmanuel”, longa do mesmo diretor de “Nosso Lar” sobre o guia de Chico Xavier, filmado no Rio de Janeiro e em fase de finalização.


Formou-se no Curso Profissionalizante de Teatro da Fundação Clóvis Salgado (Cefar- Palácio das Artes) em Belo Horizonte, no ano de 2005.

No teatro, idealizou e protagonizou o monólogo Farnese de Saudade, dirigido por Celina Sodré, em 2012. O espetáculo sobre o artista plástico Farnese de Andrade, lhe rendeu o prêmio de melhor ator no Festival Home Theatre (RJ), em 2014. O ator também assinou o texto e a cenografia do espetáculo/instalação, recebendo a indicação na categoria cenário no 25º Prêmio Shell e levando o prêmio Questão de Crítica pela cenografia. Foi ainda indicado pela pesquisa do projeto, na categoria especial, no 2º Prêmio Questão de Crítica.

Com a companhia aberta (RJ), idealizou a montagem do espetáculo O Homem Elefante, com direção de Cibele Forjaz e Wagner Antonio (2015) e deu vida ao protagonista John Merrick, conhecido como o “homem elefante”.

Atuou ainda nos espetáculos teatrais, A vida dela, de Priscila Gontijo com direção de Delson Antunes (2016); Vermelho Amargo, com direção de Diogo Liberano (2014); Momo e o Senhor do Tempo, com direção de Cristina Moura (2013); Céu sob chuva ou Botequim, com direção de Antonio Pedro Borges (2013); O menino que vendia palavras, com direção de Cristina Moura (2012); Dois jogos: Sete jogadores, com direção de Celina Sodré (2011); Trans Tchekhov, com direção de Celina Sodré (2010); Amor e Restos Humanos, de Brad Fraser, com direção de Carlos Gradim (2005) e Festa de Casamento, com direção de Eid Ribeiro (2005).

No cinema atuou no curta Bárbara, de Carlos Gradim, e recebeu os Prêmios de Melhor Ator nos Festivais de Cinema: Primeiro Plano (Juiz de Fora, MG); Ibero-Americano de Cinema/Curta-SE (Sergipe); For Rainbow (Fortaleza, Ceará) e VI Festival de Cinema de Maringá (Paraná). Atuou no longa: Rio Mumbai, direção de Pedro Sodré e Gabriel Mellin.

Na televisão, esteve no ar como Lázaro na novela Jesus (RecordTV, 2019). Em A Dona do Pedaço (TV Globo, 2019) deu vida ao advogado Dr. Tibério. Em 2023, participou da novela Vai na  Fé (TV Globo) como o técnico de laboratório Antônio. Em 2024, fez parte da série Reis- A divisão, como o governador Josafá.


SOBRE ANDRÉ PAES LEME | DIRETOR

Doutor em Estudos Artísticos na especialidade de Estudos de Teatro pela Universidade de Lisboa e Graduado em Artes Cênicas na especialidade de Direção Teatral pela UNIRIO, onde leciona desde 1999, já encenou mais de 50 espetáculos, entre peças de teatro, óperas e concertos musicais. Em 2019, em Portugal, estreou “Dois perdidos numa noite suja”, de Plínio Marcos, e mais recentemente, “Miguel e Los Angeles”, espetáculo circense realizado com a Escola do Chapitô, no Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa. Em 2018, no Brasil, encenou “Agosto”, texto premiado de Tracy Lettes (destaque no RJ e SP); e também a ópera “O Matrimónio Secreto”, de Domenico Cimarosa. Em 2010 recebeu o Prêmio APTR/2010 de melhor direção pelo espetáculo “Hamelin”, de Juan Mayorga.


SOBRE DANIELA PEREIRA DE CARVALHO | AUTORA

Dramaturga premiada, é formada atriz pela CAL (Casa de Arte das Laranjeiras) e em Teoria do Teatro, com Mestrado em Artes Cênicas pela UniRio. Escreveu seus primeiros textos como dramaturga para a companhia teatral “Os Dezequilibrados”. A partir de 2005, escreveu peças que lhe renderam importantes prêmios e reconhecimento da crítica. Destaque para: “Assassinato em série”, “Tudo é permitido” (indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto em 2005), “Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias” (vencedor do Prêmio APTR 2006 de Melhor Autor e indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto em 2006), “Renato Russo - o musical” (indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto em 2006), “Por uma vida um pouco menos ordinária” (indicada ao Prêmio Shell São Paulo de Melhor Texto e Prêmio Contigo de Teatro de Melhor Texto em 2007), “Um certo Van Gogh” (indicada ao Prêmio Contigo de Teatro de Melhor Texto em 2009), “Tom & Vinícius - o musical”, “As próximas horas serão definitivas” (indicada ao Prêmio Contigo de Teatro de Melhor Texto em 2011), “Tubarões” e “Memórias do Esquecimento”. Recentemente, esteve em cartaz com o espetáculo “A Revolução dos Bichos”, com direção de Bruce Gomlevsky.


SINOPSE “A HORA DO BOI”:

História sobre empatia entre seres vivos, quando um homem sem afetos cria laços de amor com um boi. Tratador e capataz de matadouro que se encontra numa encruzilhada ao criar grande relação de amizade e afeto com o boi Chico, nascido por suas mãos e criado por ele como um filho.


FICHA TÉCNICA:

Texto: Daniela Pereira de Carvalho

Idealização e Atuação: Vandré Silveira

Direção: André Paes Leme

Assistência de Direção e Direção de Movimento: Paula Aguas e Toni Rodrigues

Cenografia e Figurinos: Carlos Alberto Nunes

Cenógrafa e Figurinista assistente: Arlete Rua

Confecção de figurino: Ateliê Bruta Flor

Iluminação: Renato Machado e Anderson Ratto

Trilha Sonora: Lucas de Paiva

Preparação Vocal: Claudia Elizeu

Design Gráfico: Raquel Alvarenga

Fotografias: Callanga e Lorena Zschaber

Operação de Som: Marco Nunes

Técnico Luz e Cenotecnica: Alex Nogueira 

Voz em off: Claudio Gabriel

Gestão de Conteúdo: Michele Louvores

Social Media: Tales Alberto

Assessoria de Imprensa: Passarim Comunicação & Sustentabilidade (Silvana C. Espirito Santo) e Marcelo Bartolomei

Relações Públicas: Adriana Monteiro

Produção executiva: Márcia Andrade

Direção de Produção: Sandro Rabello

Realização: Oriente Produções e Diga Sim Produções


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Foto de Lorena Zschaber


SERVIÇO ESTREIA SÃO PAULO

“A Hora do Boi”, com Vandré Silveira 

Onde: Ágora Teatro

Quando: 6 de março a 26 de abril de 2026 | sextas a domingo

Sextas e sábados às 20h | domingos às 19h

Capacidade: 50 lugares

Duração: 60 minutos

Classificação: 14 anos

Endereço: Rua Rui Barbosa 664, Bela Vista, São Paulo

Ingressos: R$100,00 (Inteira) e R$50,00 (Meia)

Vendas bilheteria do teatro: Uma hora antes de cada sessão 

Vendas pelo Sympla: 


NAS REDES SOCIAIS:

@ahoradoboiteatro


MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

Passarim Comunicação www.passarimcomunicacao.com 

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