[Crítica] Arco (2025)
O filme Arco(2025) é distribuído pela Mares Filmes em parceria com a plataforma MUBI. Estreia dia 26/02 nos cinemas brasileiros, o longa foi indicado ao Oscar por Melhor Animação, com direção do diretor Ugo Bienvenu. As sessões incluem as versões legendadas com a língua original em francês e dubladas. A dublagem inclui os nomes: Enrico Espada, Bianca Alencar, Rodrigo Araújo, Reginaldo Primo, Beto Macedo e Diego Muras.
A animação começa com uma família chegando em sua casa futurista com suas capas coloridas, assim encontramos o personagem principal, Arco, um garoto que tem menos de 12 anos e, devido à idade, o governo não permite que ele utilize a capa que ele tanto deseja.
Guiado por sua teimosia, Arco, pega a capa de sua irmã na calada da noite e ao amanhecer, ele tenta utilizar a capa para viajar, criando lindos arco-íris por onde passa.
Em seguida, somos apresentados a Íris, uma garota que aparenta a mesma idade de Arco. Percebemos que a garotinha é criada pelo robô Mikki e tem um irmãozinho chamado Peter. Os pais vivem ocupados e por isso, não conseguem nem jantar com a família, tendo que passar o tempo com os filhos por meio de uma espécie de holograma. Iris fica entediada em aula e pede licença da sala, ao sair, admira o grande arco-íris que está se formando em sua frente, acaba seguindo o final dele por curiosidade e acaba achando Arco desmaiado e assim se inicia a aventura dos dois para ajudar Arco a voltar para casa.
De início, a animação pode gerar um certo estranhamento para os que estão acostumados com animações estadunidenses, o estilo visual de Arco foi criado pelo software Autodesk Maya e Blender para esse efeito único e marcante. Esse padrão é mais utilizado em produções europeias que costumam valorizar animações em 2D. Nessa técnica não temos muitas texturas, mas sim cores mais vivas, que fazem sentido nessa obra, a qual o arco-íris está em evidência. As cores chamam a atenção tanto dos adultos quanto das crianças que estão acostumados com cores vivas devido ao uso de celulares.
A história é leve, mas tem a profundidade necessária para um ótimo aproveitamento dos personagens, como Arco sendo um garoto teimoso, ansioso, mas honesto, Iris mesmo negligenciada pelos pais, é doce, forte, mas carente.
O filme apresenta mais alguns personagens marcantes, sendo cada personagem necessário para o desenrolar da animação, totalmente compreensível o motivo da indicação ao Oscar. Eu mesma acabei chorando em certas cenas devido à delicadeza da abordagem da amizade entre os personagens, cenas que relacionamos na vida real.
Recomendo para todas as idades, pois o filme toca na amizade entre 2 crianças como base, mas nas entrelinhas do filme também aprendemos outras lições, como a utilização de tecnologia na criação, até onde o cuidado vira negligência e como uma obsessão pode arruinar não uma, mas muitas vidas.

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