[News]MITbr - Plataforma Brasil 2026 reúne 16 obras e recebe cerca de 100 programadores do Brasil e do exterior
MITbr - Plataforma Brasil 2026 reúne 16 obras e recebe cerca de 100 programadores do Brasil e do exterior
Eixo da MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo amplia articulação entre criação e mercado, com seleção nacional, foco no Centro-Oeste e maratona de performances.
A MITbr - Plataforma Brasil começa a partir do dia 7 de março com Filoctetes em Lemnos no TUSP, Itaú Cultural, Vogue Funk no Itaú Cultural e Atrás das Paredes no CCSP - Centro Cultural São Paulo
A MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo realiza, entre 6 e 15 de março de 2026, sua 11ª edição e reúne artistas nacionais e internacionais com espetáculos e performances que abordam temas urgentes de nosso tempo, com pesquisa e inovação da linguagem cênica. Criada em 2018, a MITbr – Plataforma Brasil é, desde então, um dos pilares da Mostra, dedicada à circulação e à internacionalização das artes cênicas brasileiras: a cada ano, são selecionados trabalhos de várias regiões do País para se apresentar para programadores nacionais e internacionais.
Em 2026, a MITbr se organiza em cinco frentes: seleção nacional por convocatória, projeto Conexões Centro-Oeste (em parceria com o Itaú Cultural), PERFORMA12h, espetáculos convidados e aberturas de processo. Nos dez dias de evento, a iniciativa reúne cerca de 100 programadores nacionais e estrangeiros, promove encontros profissionais e apresenta uma curadoria voltada à diversidade de linguagens e territórios. Todas as obras contam com legendagem em inglês, assegurando acompanhamento integral por parte dos convidados internacionais.
A curadoria da convocatória nacional é assinada por Carmen Luz, Francis Madson e Quito Tembe, que selecionaram Epílogo (chameckilerner – PR), TA | Sobre Ser Grande (Corpo de Dança do Amazonas – AM) e Para Mariela (Grupo Sobrevento – SP).
O projeto Conexões Centro-Oeste apresenta seis obras da região: Atrás das Paredes (Cia Plágio – DF), Cavucada – A Festa Não Será Amanhã (Cia Dançurbana – MS), Galhada, em Tempos de Fissura (Teatro do Instante – DF), Dança Boba (Ateliê do Gesto – GO), Cabeça de Toco, Aqui Tudo É Mato (Arado Cultural – MS) e Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco (Teatro Gueroba – GO).
O PERFORMA12h, realizado no Instituto Brasileiro de Teatro (iBT), reúne cinco trabalhos em uma única noite: Axexê da Negra ou o Descanso das Mulheres que Mereciam Ser Amadas (Renata Felinto), Cabeça de Cabaças (Keila-Sankofa), Aparição, Nego Fugido (BA), Mandinga Major Ball (Puma Camillê) e Transcrições Consanguíneas (Panamby). Entre os convidados estão Vogue Funk, de Patfudyda (RJ), e Filoctetes em Lemnos, solo de Vinicius Torres Machado (SP). Nas aberturas de processo nacionais, integram a programação Jukybox, de Cris Meirelles e Jaya Batista (SP), e SSOL – Paisagem 03, de Wagner Antônio (SP).
Desde sua criação, a MITbr já apresentou 74 espetáculos e contribuiu para a circulação de 40 obras no Brasil e no exterior. Em 2026, reafirma seu papel como plataforma de encontro entre artistas e programadores, com foco na circulação efetiva das obras e na consolidação de redes internacionais.
Conheça mais sobre os trabalhos:
Eixo MITbr — Plataforma Brasil
Convocatória nacional

Epílogo
chameckilerner (PR)| CCSP | 60 min | 16 anos
Sinopse: Desafiando o fetichismo da juventude eterna e subvertendo o corpo normativo, o espetáculo concebido pelo duo chameckilerner se apoia em um vocabulário físico inspirado em nus icônicos da história da arte. Essas pinturas, fotografias e esculturas ganham vida por meio de performers com idades, habilidades, origens raciais e gêneros diversos, destituindo o “corpo padrão” de seu poder no imaginário visual. Movida por histórias pessoais, pela passagem do tempo e pelas experiências acumuladas inscritas em cada corpo, a obra cria um espaço em que a identidade não é limitada pela idade. Em cena, a presença de corpos que carregam as marcas do tempo em sua pele deixa de ser fonte de temor e passa a ser motivo de fascínio, despertando um complexo jogo de identificação e desejo.
TA | Sobre Ser Grande
Corpo de Dança do Amazonas (AM) | Teatro Sérgio Cardoso | 70 min | Livre
Sinopse: Para os tikuna, povo originário que ocupa uma vasta área do estado de Amazonas, a palavra “TA” significa grande. Eles acreditam que a língua é parte deles, assim como os sons do ambiente fazem parte do idioma que se fala, sejam roncos, chiados e tantas outras sonoridades que conseguem escutar. Os tikuna também definem onde vivem como "TA", um território que abriga, acolhe, alimenta e precisa de cuidados. Com coreografia de Mário Nascimento e trilha sonora original do DJ Marcos Tubarão, o espetáculo, que conta com bailarinos do Corpo de Dança do Amazonas, apresenta a dor e a beleza dos tikunas, e simboliza a conexão entre a dança e a identidade cultural amazônida, homenageando seu povo e a natureza local.
Para Mariela
Grupo Sobrevento (SP) |Espaço Sobrevento | 75 min | livre
Sinopse: O espetáculo celebra os 40 anos do Grupo Sobrevento com uma reflexão sobre os sonhos de uma vida simples e as complexidades da imigração. Baseada em histórias de crianças imigrantes bolivianas que vivem na vizinhança da sede da companhia, no bairro do Belém, zona leste de São Paulo, a peça parte de objetos cotidianos para criar uma narrativa poética. Músicas e sonoridades de diferentes regiões da Bolívia revelam o ambiente do espetáculo e a busca por um mar utópico, que simboliza os sonhos de um futuro mágico e a infância deixada para trás.
MITbr - Conexões Centro-Oeste

Atrás das Paredes
Cia Plágio de Teatro (Brasília) | Itaú Cultural | 75 min | 16 anos
Sinopse: Em um domingo, uma família se prepara para o almoço. Flora, esposa de Simão, resolve fazer uma surpresa e convida os vizinhos para celebrar um aniversário. Aos poucos, o que estava submerso pelas aparências vai sendo revelado. Com texto do dramaturgo argentino Santiago Serrano, conhecido pelo seu teatro realista, e direção de Sérgio Sartório, o espetáculo da Cia Plágio de Teatro é uma comédia dramática que provoca reflexões sobre a espécie humana por meio de temas como a violência doméstica, a ética na sociedade, a invasão da intimidade e o voyeurismo. Os diálogos, ora profundos, ora carregados de humor, expõem até onde vai – e que diferentes formas podem assumir – a capacidade destruidora do ser humano.
Cabeça de Toco, Aqui Tudo É Mato
Febraro de Oliveira, Marcos Mattos, Marcus Perez e Renata Leoni | Arado Cultural (MS) | Itaú Cultural | 50 min | 16 anos
Sinopse: No limiar entre corpo, matéria e memória, o espetáculo investiga o impacto da ação humana sobre a natureza e os territórios simbólicos do Centro-Oeste. No espetáculo dirigido por Eduardo Fukushima, árvores viram pedaços de madeira, tensionando destruição e renascimento em uma narrativa aberta e poética que, por meio dos movimentos dos intérpretes-criadores, evoca bichos, rios, vegetações e pessoas. A madeira se torna uma protagonista que dança e conta histórias, dialogando com as questões ambientais e culturais do Mato Grosso do Sul, um lugar, ao mesmo tempo, brasileiro e paraguaio. Com referências à obra de Conceição dos Bugres e à música de Tetê Espíndola – duas artistas sul-mato-grossenses –, a reflete sobre novas formas de pensar o corpo da terra.
Cavucada – A Festa Não Será Amanhã
Cia Dançurbana (MS) | iBT| 60 min | 18 anos
Sinopse: A Cia Dançurbana comemora mais de duas décadas de trajetória na pista de dança. Sem divisão entre palco e plateia, artistas e público rememoram juntos coreografias presentes no repertório da companhia, além de se movimentarem embalados por sonoridades festivas de diferentes estilos. O espetáculo-festa, cujo título faz referência a um passo de dança do brega funk, passeia por elementos presentes no hip-hop, no vogue, na dança contemporânea e em coreografias do TikTok. A obra privilegia o encontro, ressaltando seu potencial político e artístico, e valoriza a diversidade e a liberdade de cada intérprete.
Dança Boba
Ateliê do Gesto (GO) | Itaú Cultural | 50 min | Livre
Sinopse: O espetáculo, interpretado pelo duo de bailarinos e coreógrafos Daniel Calvet e João Paulo Gross, se funda na construção de danças a partir de jogos de improviso. As coreografias são desenvolvidas a partir da simplicidade e da criação poética dos intérpretes, cujos gestos se constroem por meio da presença e da fisicalidade de seus corpos. Nessa profusão de imagens e sentidos, a obra transita por memórias, nostalgias, leveza, dramaticidade e ludicidade. Metáforas são criadas sobre uma possível história que a dupla possa querer contar no aqui e no agora.
Galhada, em Tempos de Fissura
Teatro do Instante (Brasília) | Itaú Cultural | 58 min | 14 anos
Sinopse: Neste solo da artista e professora de artes cênicas Alice Stefânia, uma pesquisadora expõe ideias em torno dos desafios planetários vividos hoje pela humanidade em colapso ambiental. Mergulhada em contradições e diálogos proféticos com uma planta, ela sofre as consequências de uma mutação genética, enquanto partilha saberes, canta espantos, sofre colapsos e respira utopias. Nessa mudança, a personagem se transforma em uma mulher galhada, representando um conceito que remete à existência dos reinos vegetal, animal e mineral. Ela percebe galhos brotando de si, como uma espécie de antena orgânica que a transfigura em uma deusa-ciborgue conectada a distintos mundos e tempos, operando como uma encruzilhada de forças.
Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco
Teatro Gueroba (GO) | TUSP | 70 min | 14 anos
Sinopse: Transitando entre o sertão e a cidade, o espetáculo do Teatro Gueroba aborda temas como a resposta das pessoas diante de uma pandemia causada por um vírus fatal e a reatividade da política brasileira polarizada. Relações entre vida e morte e questionamentos sobre a passagem do tempo se articulam numa dramaturgia que explora um Brasil multiforme e celebra a riqueza e o perigo da extinção de biomas como o Cerrado, onde fica a sede do grupo. Tendo como ponto de partida histórias reais e referências como os escritos do antropólogo mineiro Darcy Ribeiro, tragédias gregas como Antígona, de Sófocles, e tradições ancestrais e mitológicas negras e indígenas, a obra transfigura o luto coletivo em memória, corpo e território.
MITbr - PERFORMA12h

Aparição, Nego Fugido
Nego Fugido (BA) | iBT | 180 min | livre
Sinopse: Esta encenação de reparação história realizada pelo Nego Fugido coloca os negros como protagonistas da conquista da abolição da escravatura. A manifestação popular, nascida na comunidade quilombola baiana de Acupe, narra em aparições a saga de pessoas escravizadas que, em batalha, subjugam o rei de Portugal e exigem do monarca a carta de alforria. As encenações acontecem anualemnte na rua, no mês de julho, em meio a uma série de expressões culturais quilombolas, como o samba de roda, a capoeira e as aparições de Caretas, Mandus e Bombachos, elementos simbólicos fundamentais na identificação de um passado marcado pelo processo de escravidão de populações africanas.
Axexê da Negra ou o Descanso das Mulheres que Mereciam Ser Amadas
Renata Felinto (SP) | iBT| 90 min | 16 anos
Sinopse: Acionando a ideia de axexê – rito de despedida e passagem – como linguagem poética e política, a performance da artista visual Renata Felinto estabelece um diálogo crítico com A Negra, pintura de Tarsila do Amaral, tensionando a tradição de hipervisibilidade e objetificação do corpo negro no Brasil. Entre gesto, tempo e materialidade, a obra elabora luto, reparação e cuidado como formas de restituição simbólica. Ao reivindicar o descanso como direito e urgência ética, a cena cria um campo de travessia que convoca memória e dignidade para mulheres negras historicamente impedidas de serem amadas.
Cabeça de Cabaças
Keila-Sankofa (AM) | iBT | Da Várzea das Artes | 30 min | livre
Sinopse: Nesta performance, a artista manauara Keila-Sankofa manifesta o Cabeça de Cabaças, uma presença visual e sonora que entoa narrativas sensoriais sobre a Amazônia. O paramento, confeccionado com cuias e cabaça, surge como uma aparição que reinscreve o encontro histórico entre as populações negras e indígenas. Ao centrar-se nestes suportes, a artista celebra uma herança compartilhada entre as identidades afrodiaspóricas e originárias. Mais que objetos, esses itens são centrais na pesquisa e vida da artista, transitando entre o uso prático, o rito sagrado e as cosmogonias de criação do mundo. É a imagem viva da multiplicidade amazônica traduzida em matéria e som.
Mandinga Major Ball
Puma Camillê (BA) | iBT| Haus of Basquiat e Capoeira para Todes | 240 min | 16 anos
Sinopse: Este ritual contemporâneo de celebração e denúncia articula sabedorias ancestrais às urgências do presente pela perspectiva LGBTQIAPN+. Inspirada na ballroom, criada por corpos dissidentes negros e latinos em Nova York nos anos 1970 e 1980, a obra afirma o corpo como linguagem política, arquivo vivo e estratégia de sobrevivência. Em diálogo com a capoeira e o vogue, o trabalho, criado e conduzido pela artista interdisciplinar South American Princess Puma Camillê Basquiat, reune categorias performáticas e musicalidades que constroem atravessamentos entre passado, presente e futuro, afirmando a ballroom como patrimônio cultural negro em constante atualização.
Transcrições Consanguíneas
Panamby (MA) | iBT| 120 min | 16 anos
Sinopse: Uma aparição de corpo sonoro. Na obra, Panamby faz uma leitura ao microfone – são textos autorais, histórias silenciadas que latejam – enquanto Filipe Espindola transcreve fragmentos dessa fala em suas costas com uma máquina de tatuar sem tinta. No processo de escarificar, as palavras brotam sanguíneas no tecido vivo e geram um novo texto a partir do exercício da escuta em meio à verborragia e à cacofonia. Simultaneamente, Panamby produz camadas e texturas sonoras a partir da voz, do looping, de objetos sônicos e de áudios de parentes. Como um importante aspecto de presença, o som é fio condutor de toda a ação.
Espetáculos convidados

Vogue Funk
Patfudyda | Quafá Produções (RJ) | CCSP | 70 min | 16 anos
Sinopse: Das vielas para os palcos, das batalhas nas ruas para os holofotes, dos fios emaranhados dos postes ao fio dental das gatas: baile funk e vogue ball se cruzam no espetáculo de dança dirigido por Patfudyda. Originados em contextos geográficos e cronológicos distintos, os movimentos têm em comum a origem periférica e predominantemente preta, além de serem símbolos de resistência cultural, política e social. O trabalho reúne artistas de ambas expressões artísticas e explora a atitude coreográfica dos dois universos: em cena, poses e passos desafiam convenções e elaboram novas relações históricas e culturais.
Filoctetes em Lemnos
Vinicius Torres Machado (SP) | TUSP | 60 min | 16 anos
Sinopse: O solo de Vinicius Torres Machado, dirigido por Marina Tranjan, acompanha Filoctetes: herói, mas não o suficiente para suportar a dor de uma ferida que não cicatriza. Diante de sua carne podre e gritos aterradores, os companheiros de guerra o abandonam no caminho a Troia. Assim, Filoctetes vive sozinho na Ilha de Lemnos por nove anos, tendo de aguentar essa ferida incurável. A partir do mito grego, o artista apresenta a matéria do próprio corpo após a retirada de parte do seu nervo ciático e musculatura posterior, em decorrência do tratamento de um tumor. Sem alguns movimentos da perna direita e uma ferida causada pela radioterapia, que há 20 anos se abre de tempos em tempos, ele se aproxima de Filoctetes para tratar da fragilidade corporal atualizada na forma humana.
MITbr - Abertura de processo

Nacionais
Jukybox
Cris Meirelles e Jaya Batista (SP) | iBT | 60 min | 12 anos
Sinopse: Nesta performance cênico-musical, uma máquina de música é despertada quando Juky, uma carismática bixa MC, encontra seu público. Assumindo o papel de mestra de cerimônias de um programa popular, ela se apresenta como uma popstar e símbolo de força contra as opressões sociais, mesclando a urgência da poesia falada, referências da cultura mineira e canções românticas. Ao tensionar tradição e diversidade, esta criação em processo devolve ao público a imagem de um Brasil popular mais plural: um país em que a festa, a fé e a cultura também podem constituir territórios de respeito, alegria, afeto e re-existência para as pessoas LGBTQIAPN+.
SSOL – Paisagem 03
Wagner Antônio (SP) | iBT | livre
Sinopse: Parte da série Paisagens Oníricas, do encenador e artista visual Wagner Antônio, esta peça-instalação nasce da história da carochinha narrada em Woyzeck, de Georg Büchner, em diálogo com fragmentos da obra radiofônica Para Dar um Fim no Juízo de Deus, de Antonin Artaud, articulando reflexões sobre sonho, loucura, morte e memória, com base no corpo, no ambiente e na imaginação. O público é convidado a circular livremente pelo espaço da obra, que, em determinado momento, é ativada por uma equipe técnica que inventa um ritual para o Sol enquanto um girassol morre lentamente numa estufa. Assim como nos outros estudos cênicos da série, o trabalho é composto de painéis luminosos, refletores, telas, projetores, legendas, fragmentos de filmes, objetos esculturais, caixas de som, ruídos e falas distorcidas de peças teatrais.
Serviço
MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo - 11ª Edição
06 a 15 de março de 2026
Ingressos a partir de 12 de fevereiro em www.mitsp.org
Programação completa no site www.mitsp.org
Press Office Canal Aberto Comunicação

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