[News] Índice da inadimplência cai de 11,5% para 4,4% no Ceará, diz pesquisa FCDL-CE/SPC Brasil

 Índice da inadimplência cai de 11,5% para 4,4% no Ceará, diz pesquisa FCDL-CE/SPC Brasil

As informações constam na mais nova edição do Radar do Varejo Cearense divulgada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE)




O número de consumidores negativados no Ceará apresentou um crescimento mais moderado no início de 2026. Em janeiro deste ano, o total de inadimplentes no estado avançou 4,4% na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado indica desaceleração frente ao dado anterior, quando dezembro de 2025 havia registrado alta de 11,5% em relação a dezembro de 2024, evidenciando uma perda de fôlego no ritmo de crescimento da inadimplência. As informações constam na edição de fevereiro de 2026 do Radar do Varejo Cearense, divulgado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE) em parceria com o SPC/Brasil.

O detalhamento por tempo de atraso revela que 9,0% dos negativados estão inadimplentes há 90 dias. A maior concentração, no entanto, está entre os consumidores com dívidas mais antigas: 33,8% acumulam atrasos entre um e três anos, enquanto 23,7% permanecem com pendências entre quatro e cinco anos. O valor médio devido por negativado no Ceará chegou a R$ 4.517 em janeiro de 2026, considerando a soma de todas as dívidas em aberto. O montante é inferior à média nacional, que atingiu R$ 4.898 no mesmo período.

“O primeiro dado do ano mostra que o número de negativados ainda cresce no estado, mas com desaceleração com relação ao dado de meses anteriores. Esse indicador é crucial para o desempenho das vendas do comércio e seguirá sendo monitorado nos próximos meses”, afirmou Freitas Cordeiro, presidente da Federação das CDLs do Ceará. 

Dívidas em atraso

O número de dívidas em atraso também apresentou desaceleração, embora ainda em patamar elevado. Na comparação entre janeiro de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, o Ceará registrou crescimento de 11,1%. A maior parte das pendências está concentrada no setor bancário, responsável por 59,6% das dívidas. Em seguida aparecem os segmentos de água e luz, com 17,1%, e o comércio, com 7,1% do total de débitos negativados no estado.

Outro dado que chama atenção é o alto índice de reincidência. Em janeiro de 2026, 91,0% dos negativados no Ceará eram consumidores reincidentes — aqueles que já estavam negativados no mês ou que haviam enfrentado restrições nos 12 meses anteriores. O indicador mostra a dificuldade de parte das famílias em reorganizar as finanças e sair definitivamente da inadimplência.

Mercado de trabalho 

No mercado de trabalho, os números indicam desaceleração, mas ainda com desempenho positivo. Dados do Novo CAGED apontam que o Ceará encerrou 2025 com saldo de 49,2 mil vagas formais criadas, resultado da diferença entre admissões e desligamentos. Embora abaixo dos 82,8 mil postos gerados em 2021 — período marcado pela retomada após a fase mais crítica da pandemia — o resultado permanece expressivo. O estoque total de empregos formais no estado alcançou 1,46 milhão de vínculos, crescimento de 3,5% em relação a 2024, sinalizando expansão, ainda que em ritmo mais moderado.

Sobre o Radar do Varejo

O Radar do Varejo Cearense é uma publicação da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará que reúne os principais dados da economia estadual pautados nos índices oficiais dos órgãos governamentais. A ideia, conforme explica Freitas Cordeiro, é reunir e analisar indicadores relevantes para que empresários do setor varejista possam balizar suas ações embasadas em fontes dignas de credibilidade. Para conferir esta edição, é só acessar o site: fcdlce.org.br

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25.02.2026

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