[News] Caixa de Histórias e Brasil de Histórias ampliam programação literária da FLIP 2026 em dois espaços simultâneos e transmissão pelo YouTube
Caixa de Histórias e Brasil de Histórias ampliam programação literária da FLIP 2026 em dois espaços simultâneos e transmissão pelo YouTube
Com curadoria da Janela Livrariahttps://www.instagram.com/janela_livraria/, mapa labhttps://www.mapalab.com.br/ e Amado Mundohttps://amadomundo.com/, os projetos promovem dezenas de encontros gratuitos entre os dias 23 e 26 de julho, reunindo escritores, jornalistas, pesquisadores e artistas em torno da literatura e das grandes questões do Brasil contemporâneo
Depois da estreia em 2025, a Casa Caixa de Histórias retorna à Festa Literária Internacional de Paraty com uma programação ampliada e um novo projeto complementar. Idealizada pela Janela Livraria, pela editora mapa lab e pelo canal Amado Mundo, a iniciativa passa a ocupar dois espaços no Centro Histórico de Paraty durante a FLIP 2026: a já conhecida Caixa de Histórias, na Rua Dona Geralda, e o novo Brasil de Histórias, instalado na Pousada Porto Imperial (Rua Ten. Francisco Antônio, s/n).
Mais do que ampliar o número de mesas, que neste ano poderão ser acompanhadas em parte pelo canal do Amado Mundo no YouTube, os dois espaços propõem percursos curatoriais complementares. Enquanto a Caixa de Histórias parte da literatura para discutir imaginação, memória, arte, afetos, identidades, feminismos e múltiplas formas de narrar, o Brasil de Histórias reúne escritores, jornalistas, pesquisadores e intelectuais para refletir sobre democracia, direitos, violência, comunicação, meio ambiente, política e os desafios do Brasil contemporâneo.
Em comum, os dois projetos compartilham a convicção de que os livros são uma ferramenta privilegiada para compreender o presente e imaginar futuros possíveis. Juntas, as duas casas propõem um olhar ampliado sobre o papel das narrativas na compreensão do presente. Os livros permanecem como ponto de partida, mas as conversas avançam sobre democracia, memória, desigualdades, crise climática, identidade, criação artística, jornalismo, cidades e os desafios do Brasil contemporâneo.
“A experiência do dia a dia de uma livraria independente fortaleceu a nossa convicção de que os livros e a leitura proporcionam um lugar de encontro. As casas Caixa de Histórias e Brasil de Histórias ampliam essa vocação durante a Flip, reunindo autores, leitores e diferentes áreas do conhecimento em conversas que começam nos livros e continuam depois deles. É essa troca que queremos cultivar e ampliar a cada edição", afirmam Martha Ribas e Leticia Bosisio, sócias da Janela Livraria.
Literatura como ponto de partida para pensar o contemporâneo
Grande novidade desta edição, a casa Brasil de Histórias nasce para ampliar o diálogo entre literatura, jornalismo e pensamento contemporâneo. O novo espaço reúne debates sobre democracia, cultura, segurança pública, direitos, cidades, comunicação, economia, ciência, meio ambiente e os desafios da sociedade brasileira, sempre tendo os livros como ponto de partida para interpretar o país. Patrocínio Sigma Lithium.
Entre os destaques da programação está a mesa que celebra os 70 anos de Grande sertão: veredas, reunindo Cármen Lúcia, Conceição Evaristo e Miriam Leitão, com mediação de Afonso Borges, além de conversas dedicadas às transformações da democracia brasileira, ao papel da comunicação, às desigualdades sociais e às múltiplas narrativas que ajudam a compreender o Brasil contemporâneo.
"Voltamos à Flip para gerar conversas capazes de tornar o mundo um lugar melhor, que é a missão do Amado Mundo. Vamos transmitir mesas memoráveis ao vivo e depois disponibilizar todo esse conteúdo em nossas plataformas, ampliando o alcance das discussões que acontecem em Paraty", afirma o jornalista Guilherme Amado, fundador do canal.
Em sua segunda edição, a Caixa de Histórias busca se firmar como um dos principais espaços literários da programação paralela da FLIP. O ambiente recebe lançamentos editoriais, encontros entre autores brasileiros e estrangeiros, debates sobre criação literária, poesia, clubes de leitura e novas vozes da ficção contemporânea. O projeto conta com o patrocínio da CAIXA.
Entre os convidados desta edição estão nomes como Conceição Evaristo, Miriam Leitão, Carla Madeira, Socorro Acioli, Eliana Alves Cruz, Andréa del Fuego, Natalia Timerman, Marcelo Ferroni, Bethânia Pires Amaro, Paula Gicovate, Renato Noguera, Pedro Pacífico (Bookster), Michel Alcoforado, Marcela Ceribelli (Obvious), Maria Homem e Ana Suy. Do exterior, participam Nathacha Appanah, Valter Hugo Mãe e José Luís Peixoto, entre outros escritores, jornalistas e pesquisadores.
A curadoria da Caixa de Histórias foi desenhada por muitas mãos: Guilherme Amado, Raquel Cozer e Luiza Barufi, pelo Amado Mundo; e Ana Paula Costa, Camila Perlingeiro, Leticia Bosisio e Martha Ribas, pela Janela e mapa lab. Essa mistura de jornalistas, livreiras e editoras ditou o tom de uma grade que equilibra fenômenos de público com debates densos.
“O ponto de partida é sempre a potência da conversa”, explica a jornalista e curadora Raquel Cozer. “A proposta de unir nossos diferentes olhares sobre a literatura, nessa equipe curatorial formada por livreiras, editoras e jornalistas, teve um resultado belíssimo no ano passado. A casa veio com encontros memoráveis como o de Marina Silva com Itamar Vieira Jr. e Ana Rusche. O desafio neste ano foi, sem perder essa identidade de expandir o olhar literário, dividir a proposta para contemplar nossa segunda casa, o Brasil de Histórias”, complementa.
O selo Janela + mapa lab apresenta durante a festa a quarta temporada da coleção de plaquetes Aqui + Agora, com lançamentos de Julia Wähmann e Paloma Vidal, além do encontro Poesia Livre, reunindo Alexandra Maia, Dalila Teles Veras, Lilian Sais, Luiza Mussnich e Prisca Agustoni. A programação marca ainda o lançamento do novo livro de poemas de Alexandra Maia, Talvez falte um poema.
"A mapa lab chega à Flip em um novo momento, reafirmando seu desejo de colocar o livro em movimento. As novas temporadas das coleções Aqui + Agora e Papéis Selvagens representam esse projeto editorial voltado para a literatura brasileira de hoje, atento a novos autores, novos formatos e às histórias que queremos colocar em circulação", afirma Camila Perlingeiro, diretora da mapa lab.
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CAIXA DE HISTÓRIAS (Rua Dona Geralda, 140 – Centro Histórico – Paraty)
Realização: Janela, mapa lab e Amado Mundo
Patrocínio: CAIXA
Parceiros: Fósforo, HarperCollins Brasil, Sextante e Transparência Internacional
Quinta-feira | 23 de julho
10h – O direito de imaginar
Com Catarina Alencastro, Carolina Sanches e Juliana Pádua
Mediação: Clara Becker
A infância é o tempo em que se formam leitores, mas também cidadãos, criadores e sonhadores. Em um mundo marcado por transformações aceleradas e profundas desigualdades, garantir às crianças o acesso aos livros, às histórias e à imaginação é ampliar seus horizontes e suas possibilidades de futuro. Reunindo diferentes experiências ligadas à literatura, à educação e à formação de leitores, esta mesa propõe uma reflexão sobre o papel da imaginação na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e democrática.
11h – Abismos da memória
Com Paula Gicovate, Natália Timerman e Ieda Magri
Mediação: Cláudia Lamego
Lembrar é também reinventar. Em seus romances mais recentes, Paula Gicovate, Natália Timerman e Ieda Magri exploram as marcas deixadas pelas relações familiares, pelos afetos e pelas ausências, transformando a memória em matéria literária. Uma conversa sobre as histórias que permanecem vivas, os silêncios que atravessam gerações e a escrita como espaço de elaboração da experiência.
12h – Os livros que nos escrevem
Com José Luís Peixoto, Felipe Charbel e Noemi Jaffe
Mediação: Beth Leites
Onde termina a vida e começa a ficção? Como as leituras moldam aquilo que somos? A partir dos livros Te dou minha palavra, A montanha e Lacunas, Noemi Jaffe, José Luís Peixoto e Felipe Charbel discutem as fronteiras entre memória, invenção e experiência, mostrando como a literatura transforma tanto aquilo que escrevemos quanto a forma como lemos e vivemos nossas próprias histórias.
14h – O desejo de justiça
Com Luciana de Gnone, Maria Fernanda Maglio e Tainá Müringer Tokitaka
Mediação: Cláudia Lamego
O que significa fazer justiça quando uma vida foi interrompida? Em Voz de Prisão e Lá é o tempo, Luciana de Gnone e Maria Fernanda Maglio acompanham personagens marcados por crimes que reorganizam suas existências. Entre investigações, perdas e o desejo de reparação, a literatura revela que algumas perguntas permanecem abertas mesmo quando os processos terminam — ou nunca chegam ao fim.
15h – Amores possíveis
Com Vitor Martins, Airton Souza e Diogo Bercito
Mediação: Rodrigo Batista
Quem pode amar na literatura? Reunindo três autores de diferentes gerações e trajetórias, a mesa discute como novas narrativas vêm ampliando as formas de representar o desejo, os afetos e as identidades LGBTQIAPN+, criando personagens e histórias que desafiam estereótipos e oferecem novos horizontes de identificação para leitores de todas as idades.
16h – Reinventar a vida
Com Marcela Ceribelli e Lela Brandão
Mediação: Luiza Barufi
Como reinventar a vida quando os modelos que herdamos já não dão conta da experiência contemporânea? Em Aurora, Sintomas e Vertigem, Marcela Ceribelli e Lela Brandão refletem sobre exaustão, amor, corpo, desejo e saúde emocional, propondo uma conversa sobre os caminhos possíveis para construir relações mais livres consigo mesmas, com os outros e com o mundo.
17h30 – Memórias ancestrais
Com Conceição Evaristo, Aza Njeri e Rogério Athayde
Mediação: Bianca Santana
Como a literatura preserva, reinventa e transmite os saberes ancestrais? Reunindo a reflexão crítica de Conceição Evaristo sobre a literatura negra, o pensamento pluriversal de Aza Njeri e as narrativas afrodiaspóricas de Rogério Athayde, a mesa propõe uma conversa sobre ancestralidade, oralidade, escrevivência e cosmologias negras como formas de produção de conhecimento e imaginação de futuros.
Sexta-feira I 24 de julho
10h – A crítica literária no divã
Com Luiz Maurício Azevedo, Christiano Aguiar e Beatriz Resende
Mediação: Gabriel Mattos
Qual é o lugar da crítica literária hoje? Como ela dialoga com novos leitores, novos autores e novas formas de circulação dos livros? Reunindo três importantes nomes da crítica e da reflexão literária, a mesa propõe um olhar sobre as mudanças que atravessam o campo literário e sobre o papel da crítica na construção do debate contemporâneo.
11h – Escreviventes
Com Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz e Estevão Ribeiro
Mediação: Luiz Maurício Azevedo
A Caixa de Histórias exibe, em primeira mão, um trecho inédito de Escreviventes: uma conversa entre Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz, documentário que estreia em 2027. Após a exibição, Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz e Estevão Ribeiro conversam com Luiz Maurício Azevedo sobre escrita, memória, literatura negra e a potência das narrativas que transformam experiências individuais em patrimônio coletivo.
12h – Bom dia, obvious: E se a raiva e o medo forem as respostas que você tanto procura?
Marcela Ceribelli recebe Renato Noguera
Marcela Ceribelli conversa com o filósofo Renato Noguera para uma conversa libertadora sobre o livro Medo e raiva. Em uma sociedade que nos empurra para a positividade tóxica e o controle emocional compulsório, fomos ensinadas a silenciar nossos afetos mais sombrios para parecer amigáveis e estáveis. Mas o que acontece quando passamos a ouvir nossas fúrias e nossos temores?
14h – Habitar a literatura
Com Andréa del Fuego, Ana Lima Cecílio e Paulo Roberto Pires
Mediação: Cristina Fibe
O que acontece quando escritores também são editores, críticos e curadores? Andrea del Fuego, Ana Lima Cecilio e Paulo Roberto Pires conversam sobre os diferentes lugares que ocupam na vida literária brasileira e sobre como essas experiências transformam a escrita, a leitura e a circulação dos livros. A publicação de suas plaquetes serve como ponto de partida para uma reflexão sobre os muitos modos de habitar a literatura.
15h – Notas de Rodapé: A invenção de ser mãe
Com Ana Suy e Ruth Manus
Mediação: Raquel Cozer
Os dilemas e as reflexões que envolvem uma das decisões mais complexas da vida de uma mulher: a de se tornar ou não mãe. A psicanalista Ana Suy e a advogada Ruth Manus partem de suas vivências e suas pesquisas para investigar o peso das expectativas estruturais que cercam o corpo das mulheres. Desdobrado a partir de dados históricos ou transformado em poesia, o tema se faz presente em todas as suas nuances.
16h – A arte de contar histórias
Com Socorro Acioli e Carla Madeira
Mediação: Pedro Pacífico
O que faz uma história permanecer na memória dos leitores? Carla Madeira e Socorro Acioli conversam com Pedro Pacífico sobre o ofício da escrita, a construção de personagens, a imaginação e o poder da narrativa de criar vínculos duradouros. Um encontro entre duas autoras que conquistaram milhares de leitores e um mediador que transformou a recomendação de livros em uma das mais importantes comunidades literárias do país.
17h – O que nos torna humanos
Com Valter Hugo Mãe e Rui Couceiro
Mediação: Guilherme Amado
O que nos torna humanos em tempos de intolerância, perda e transformação? A partir de O século dos imbecis e Morro da Pena Ventosa, Valter Hugo Mãe e Rui Couceiro conversam sobre literatura, memória, comunidade, imaginação e o poder das histórias para preservar aquilo que nos liga uns aos outros. Uma conversa sobre os lugares, os afetos e as pequenas vidas que revelam as grandes questões do nosso tempo.
18h – Narrar um país
Matheus Leitão entrevista Miriam Leitão
Ao longo de décadas, Miriam Leitão ajudou a narrar as transformações do Brasil. No livro Em nome dos pais, Matheus Leitão investigou a prisão e a tortura sofridas por seus pais durante a ditadura militar, transformando uma história familiar em uma reflexão sobre memória, justiça e democracia. Em um encontro inédito, os dois conversam sobre escrita, jornalismo, literatura e o desafio de contar um país sem perder de vista as histórias de quem o viveu.
19h – Poesia Livre apresenta Celebração Poética
Lançamento de “Talvez falte um poema” (Janela + Mapa Lab), de Alexandra Maia. Com a presença de Alexandra Maia, Dalila Teles Veras, Lilian Sais, Luiza Mussnich e Prisca Agustoni
Sábado I 25 de julho
10h – A medida do conto
Com Marcelo Moutinho, Myriam Scotti e Afonso Borges
Mediação: Cláudia Lamego
Em poucas páginas, um conto pode condensar uma vida, um conflito ou um instante decisivo. Marcelo Moutinho, autor de Gentinha, Myriam Scotti, de Sol abrasador prepara solo fértil, e Afonso Borges, de Tardes brancas, conversam sobre as possibilidades da narrativa curta, um gênero que exige precisão, ritmo e um olhar atento para os detalhes.
11h – Terror à brasileira
Com Bruno Ribeiro, Janaina Tokitaka e Marcelo Ferroni
Mediação: Fernanda Dias
O terror escrito por autores brasileiros reúne vozes, atmosferas e referências muito diversas. Nesta mesa, Bruno Ribeiro, autor de O dono e o mal, Marcelo Ferroni, de A febre, e Janaína Tokitaka, organizadora da coleção de plaquetes Papéis selvagens, conversam sobre as múltiplas possibilidades do gênero, suas influências e a força de uma produção nacional que conquista cada vez mais espaço entre leitores.
12h – Clarice, sempre
Com Maria Homem, Amara Moira e Taty Leite
Mediação: Mariana Delfini
Por que Clarice Lispector se faz cada vez mais presente? Cinquenta anos após sua morte, sua literatura conquistou o Brasil e o mundo, mobilizando interpretações e influenciando escritoras de diferentes abordagens e gerações. A psicanalista Maria Homem, a romancista e professora Amara Moira e a jornalista e curadora Taty Leite conversam sobre o legado de Clarice, suas múltiplas leituras e a maneira como sua obra continua iluminando e desafiando quem escreve e quem lê no Brasil de hoje.
14h – Dar voz ao silêncio
Com Nathacha Appanah, Cristina Fibe e Silvia Chakian
Mediação: Anna Virginia Balloussier
Como contar histórias marcadas pela violência sem permitir que elas sejam reduzidas às versões dos agressores, da imprensa ou dos processos judiciais? A partir de diferentes experiências, Nathacha Appanah, Cristina Fibe e Silvia Chakian conversam sobre memória, linguagem e as narrativas que cercam a violência contra as mulheres. Em comum, as três investigam o que acontece quando a palavra desafia o silêncio.
15h – Travessias
Com Bethânia Pires Amaro e Calila das Mercês
Mediação: Tati Vasconcellos
Em Ressalga e Nódoa, Bethânia Pires Amaro e Calila das Mercês acompanham mulheres de diferentes gerações cujas vidas são atravessadas por memórias, silêncios e heranças familiares. Entre oralidade, território e fabulação, as autoras conversam sobre as histórias que recebemos, aquelas que escolhemos contar e a renovação da literatura baiana contemporânea.
16h – O cangaço do livro para a TV: da pesquisa histórica à adaptação de “Guerreiros do Sol”
Com George Moura e Thomás Aquino
Mediação: Miguel Barbieri
Inspirada em três obras sobre o cangaço — Guerreiros do Sol, Lampião – Senhor do Sertão e Estrelas de Couro — a novela ‘Guerreiros do Sol’, do Globoplay, é um exemplo de como a literatura e a pesquisa histórica podem ganhar nova vida na televisão. O roteirista George Moura e o ator Tomás Aquino conversam, com mediação do crítico Miguel Barbieri, sobre o processo de adaptação, os desafios de transformar livros em dramaturgia, a construção dos personagens e as escolhas criativas que levaram o universo do cangaço das páginas para as telas.
17h – Notas de Rodapé | À vista ou parcelado
Com Michel Alcoforado e Kauê Lopes dos Santos
Mediação: Raquel Cozer
As obras do antropólogo Michel Alcoforado e o geógrafo Kauê Lopes dos Santos escancaram engrenagens de uma desigualdade que parte da sociedade e das figuras de poder parecem minimizar. A conversa contrapõe o privilégio que se esconde em códigos sutis e a urgência da sobrevivência desenhada em carnês e contas divididas. Uma reflexão provocativa que vai além das estatísticas para ler um país entre a opulência e o limite.
18h – Mapas afetivos
Com Paloma Vidal, Julia Wähmann e Camila Perlingeiro
Mediação: Cláudia Lamego
Viajar, ouvir uma música ou revisitar um jogo de infância: às vezes, basta um pequeno deslocamento para que o passado reapareça de uma outra maneira. Nas plaquetes de Paloma Vidal, Camila Perlingeiro e Julia Wähmann, percursos geográficos e afetivos se entrelaçam em narrativas que transitam entre memória, ficção e ensaio. As autoras conversam sobre o que desencadeia a escrita, como lembranças e experiências se transformam em literatura e de que maneira o deslocamento — pelo espaço, pelo tempo ou pela linguagem — abre novas possibilidades para narrar.
19h – Lançamento Plaquetes Aqui+Agora Temporada quatro (Janela + mapa lab)
Programação gratuita:
Patrocínio: Sigma Lithium
Parceiro: Audible
Quinta-feira | 23 de julho
14h - Afiadas: o humor como ferramenta de transformação
Com Barbara Duvivier, Mayra Cotta, Milly Lacombe
Mediação: Alana Rizzo
15h — Confluentes na FLIP - Segurança pública: vigilância, dados e liberdade de circulação
Com Bruno Paes Manso, Michele Gonçalves e Raull Santiago
Mediação: Aline Midlej
A segurança pública é um dos maiores desafios para o futuro do Brasil e exige respostas que vão além da atuação do Estado. A partir de experiências desenvolvidas em Paraty e no Rio de Janeiro, este encontro reúne representantes da sociedade civil, do poder público, do jornalismo e da literatura para discutir caminhos capazes de reduzir a violência, fortalecer as instituições e ampliar a participação da sociedade na construção de políticas públicas mais eficazes.
Sob mediação de Aline Midlej, o debate refletirá sobre como diferentes setores podem atuar de forma coordenada para transformar um dos temas mais urgentes da agenda brasileira.
17h - Utopia pragmática: a arte de construir futuros
Com Ricardo Henriques e Pedro Tourinho
Mediação: Johanna Nublat
Como imaginar um Brasil mais justo sem abrir mão da ambição nem da realidade? Nesta conversa, o economista Ricardo Henriques — presidente da Fundação Itaú e autor de Utopia pragmática — reúne-se à escritora, jornalista e pesquisadora Bianca Santana e ao secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Lucas Padilha, para discutir o papel da cultura na construção de futuros possíveis para o país. Entre literatura, políticas públicas e participação democrática, os convidados refletem sobre como ampliar repertórios, enfrentar desigualdades e fortalecer a imaginação coletiva como condição para transformar ideias em projetos de sociedade.
18h — O futuro da televisão brasileira: entre a praça pública e o algoritmo
Com Ernesto Rodrigues, Antonia Pellegrino e Alana Rizzo
Mediação: Muka
A televisão continua sendo um dos principais espaços de construção da identidade brasileira, mas vive uma profunda transformação diante do avanço das plataformas digitais, do consumo sob demanda e da influência dos algoritmos sobre a circulação de conteúdos.
Como preservar sua capacidade de reunir o país em torno de histórias e debates comuns em um ambiente cada vez mais fragmentado?
Reunindo o jornalista e escritor Ernesto Rodrigues, presidente da EBC, Antonia Pellegrino, e a jornalista Alana Rizzo, diretora de Relações Institucionais do YouTube, esta conversa discutirá os desafios da televisão brasileira diante das novas tecnologias, os impactos das plataformas digitais sobre a produção audiovisual e o papel da TV na formação da opinião pública, da cultura e da democracia nas próximas décadas.
Sexta-feira I 24 de julho
11h — O Brasil sob disputa: Crime, Estado e Democracia
Com Bruno Paes Manso, Marcelo Freixo e Cecília Olliveira
Mediação: Beatriz Boghossian
O crescimento do crime organizado transformou profundamente a vida política, econômica e social brasileira. Da expansão das facções ao avanço das milícias, passando pelos desafios da segurança pública e da defesa da democracia, Bruno Paes Manso, Cecília Oliveira e Marcelo Freixo discutem como essas dinâmicas ajudam a explicar o Brasil contemporâneo e os caminhos possíveis para enfrentá-las.
13h - Raça, crime e justiça: quem a segurança pública protege?
Com Pierpaolo Cruz Bottini, Irapuã Santana e Nana Queiroz
Mediação: Raull Santiago
A segurança pública brasileira revela desigualdades profundas quando observada sob a perspectiva da raça e do gênero. Por que pessoas negras são desproporcionalmente as principais vítimas da violência letal, das abordagens policiais e do encarceramento? Como o sistema de justiça afeta de maneira distinta homens e mulheres, especialmente as mulheres negras? E quais mudanças podem tornar as políticas de segurança mais eficazes e mais justas? Reunindo o criminalista Pierpaolo Cruz Bottini, o advogado e pesquisador Irapuã Santana, autor de Vida de negro, e a jornalista Nana Queiroz, autora de Presos que menstruam, a mesa discutirá como direito penal, racismo estrutural, desigualdade de gênero e políticas de segurança se entrelaçam no Brasil. Um debate sobre justiça, garantias individuais, sistema prisional e os desafios para construir uma segurança pública comprometida tanto com a proteção da sociedade quanto com os direitos fundamentais.
14h - Escrever um país em guerra
Com Andrei Kurkov, entrevistado por Diogo Bercito e Paulo Dalla Nora Macedo
Um dos mais importantes romancistas ucranianos da atualidade, Andrei Kurkov transformou a literatura em uma forma de testemunhar a história sem abrir mão da imaginação. Autor de romances marcados pelo humor, pelo absurdo e pela observação aguda da vida cotidiana, ele passou, desde a invasão russa em larga escala, a ocupar também o papel de cronista e intérprete da experiência ucraniana diante do mundo. Nesta entrevista, Kurkov conversa sobre como a guerra transforma a escrita, a memória e a identidade nacional; o papel da cultura na resistência de um país; as fronteiras entre ficção e realidade; e o que a literatura ainda pode revelar quando os acontecimentos parecem superar qualquer invenção. Uma reflexão sobre a força das histórias em tempos de violência, propaganda e reconstrução histórica.
15h — A força da reportagem na democracia
Com Bernardo de Mello Franco e José Henrique Bortoluci
Mediação: Katia Brembatti
Em tempos de polarização, desinformação e crise de confiança nas instituições, o jornalismo tornou-se uma peça central para a defesa da democracia. A mesa reúne dois olhares complementares: a reflexão de Bernardo Mello Franco sobre os personagens e dilemas do Brasil contemporâneo a partir de seu mais recente livro; e o livro de José Henrique Bortolucci sobre a geração que viveu a redemocratização e seus legados. Uma conversa sobre memória, fiscalização do poder e o papel do jornalismo na construção de uma esfera pública mais democrática e bem informada.
16h — Depois do fim
Com Sérgio Abranches, Leonardo Piana e Ana Rüsche
Mediação: Luiza Barufi
A literatura tem sido um dos espaços mais potentes para imaginar os desafios ambientais e existenciais do nosso tempo. Reunindo três romances que abordam diferentes formas de colapso, a mesa propõe uma reflexão sobre futuro, crise climática, finitude e as possibilidades de resistência que permanecem quando o mundo parece à beira da ruptura.
17h — Cartografias afetivas
Com Paula Macedo Weiss, Tracy Mann, Carmen Stephan
Mediação: Jana Viscardi
Os lugares que habitamos também nos transformam. Nesta conversa, as escritoras Tracy Mann, Carmen Stephan e Paula Macedo Weiss exploram como cidades, paisagens e deslocamentos se tornam matéria-prima para a literatura e para a construção da identidade. A partir de "O mundo todo é Bahia", "Malária" e "Solo", o debate aborda as geografias afetivas que moldam lembranças, relações e modos de ver o mundo, mostrando como a escrita é capaz de transformar experiências pessoais em narrativas universais. Com mediação de Jana Viscardi, a mesa convida o público a refletir sobre pertencimento, memória e os vínculos que construímos com os lugares que chamamos de casa.
18h30 — Brasil: uma biografia. Que novos capítulos já escrevemos neste quarto de século?
Com Lilia Moritz Schwarcz e Heloísa Starling
Mediação: Guilherme Amado
Quando Brasil: uma biografia foi publicado, Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Starling propuseram uma nova forma de narrar a história do país. Mais de uma década depois, o Brasil atravessou profundas transformações políticas, sociais e culturais. Que capítulos já escrevemos neste primeiro quarto do século XXI? As autoras refletem sobre os acontecimentos que marcaram o período, os desafios da democracia, as permanências da nossa história e os futuros que ainda estão em disputa.
Sábado I 25 de julho
10h — Quem Matou a Política? Uma conversa sobre os suspeitos pelo colapso político no Brasil
Tomás Chiaverini, Anna Virginia Balloussier e Allan de Abreu.
Mediação: Katia Brembatti
"Quem Matou a Política" é uma audiosérie documental da Audible, que usa a estrutura do true crime para investigar porque a política parece incapaz de responder aos problemas do mundo contemporâneo. São 10 episódios, com 10 suspeitos. E cada um investiga uma possível causa para a morte da política a partir do olhar de um jornalista especialista no tema.
13h — A Imaginação Entra em Campo
Entrevista: Carlos Vieira e André Fernandes conversa com Camila Perlingeiro
Entre o campo de várzea e o universo dos livros, Pedrinho e a Pedra da Várzea celebra a infância como tempo de descoberta, imaginação e pertencimento. A partir do lançamento da obra, Carlos Vieira e André Fernandes conversam sobre o poder da leitura, do brincar e das histórias na formação de crianças curiosas, criativas e capazes de imaginar novos caminhos para si e para o mundo.
14h | Inteligência artificial: quem educa o futuro?
Eduardo Saron, Estela Aranha e Dora Kaufman.
Mediação: Clara Becker
A inteligência artificial inaugura uma das maiores transformações da história da educação. Mas como garantir que ela reduza, e não amplie, desigualdades? Nesta conversa, Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú, a economista e escritora Dora Kaufman, da PUC-SP, e a ministra do TSE Estela Aranha, brasileira com assento no board da ONU sobre IA, debatem o papel do Estado, das escolas, da sociedade civil e das plataformas digitais na construção de uma educação capaz de formar pensamento crítico, criatividade e responsabilidade democrática.
15h — Literatura e História: Sempre um papo 40 anos, Grande Sertão, 70 anos
Com Conceição Evaristo, Cármen Lúcia e Miriam Leitão
Mediação: Afonso Borges
A mesa é uma dupla homenagem: aos 70 anos de Grande Sertão: Veredas e aos 40 anos do Sempre um Papo. Grande Sertão permanece como um livro inesgotável. Conceição Evaristo, Cármen Lúcia e Miriam Leitão, em conversa com Afonso Borges, fundador do Sempre um Papo, compartilham suas leituras de uma obra que atravessa gerações e continua iluminando questões fundamentais sobre ética, linguagem, justiça, memória e o Brasil. Uma celebração da força de Guimarães Rosa e da permanência de um clássico que nunca deixa de produzir novos sentidos.
16h — Exibição documentário “Anatomia do Caos”, de Dandara Ferreira
18h — Como narrar uma crise
Com João Cezar de Castro Rocha, Dandara Ferreira e Guilherme Amado
Mediação: Beatriz Bulla
Como transformar acontecimentos traumáticos em narrativas capazes de produzir compreensão, memória e reflexão? Reunindo a documentarista Dandara Ferreira, o jornalista Guilherme Amado e o ensaísta João Cezar de Castro Rocha, a mesa discute diferentes formas de narrar crises políticas e sociais que marcaram o Brasil recente. A partir de suas obras — do documentário "Anatomia do caos" aos livros "Sem máscara — o governo Bolsonaro e a aposta pelo caos" e "Na era de Ricardo III", além das reflexões sobre o bolsonarismo — os convidados debatem como jornalismo, cinema e literatura ajudam a compreender a ascensão do extremismo, os ataques à democracia e os desafios de registrar, interpretar e preservar a memória de um período decisivo da história brasileira.
Com mediação de Beatriz Bulla, a conversa reflete sobre o papel da narrativa na disputa pelos sentidos do presente e na construção do futuro.
Domingo I 26 de julho
10h — Juízes, poder e influência: quem vigia os guardiões?
Com François Valérian e Conrado Hubner Mendes
Mediação: Beatriz Bulla
Nas democracias e nos regimes híbridos, o Judiciário tornou-se um dos principais protagonistas da vida pública. Mas quais são os limites de sua atuação? Como diferentes países regulam as relações entre juízes, governos, parlamentos, escritórios de advocacia, empresas e grupos de interesse? Que mecanismos podem preservar a independência judicial sem abrir espaço para privilégios ou conflitos de interesse? E o que as experiências internacionais — de boas práticas a escândalos que abalaram a confiança pública nas instituições — podem ensinar ao Brasil?
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