[News] Dia de Proteção às Florestas: conheça a exposição no Rio que reúne guardiões de seis estados da Amazônia

 Dia de Proteção às Florestas: conheça a exposição no Rio que reúne guardiões de seis estados da Amazônia

Cacique Raoni, Davi Kopenawa e Maria Aparecida Apinajé estão entre as lideranças homenageadas pela mostra "BioOCAnomia Amazônica", em cartaz no Museu do Jardim Botânico

 

crédito: Albert Andrade
crédito: Albert Andrade
crédito: Albert Andrade

 

Rio de Janeiro, 15 de julho de 2026. O Museu do Jardim Botânico une-se às comemorações pelo Dia de Proteção às Florestas, em 17 de julho, apresentando ao público uma sala especial da exposição "BioOCAnomia Amazônica". O espaço homenageia e conta um pouco da história de lideranças de diferentes estados da Amazônia Legal, todas dedicadas à conservação da floresta, à valorização dos saberes tradicionais e ao fortalecimento da bioeconomia amazônica. São os guardiões da floresta da vida real.
 

A mostra reúne histórias inspiradoras de pessoas indígenas, quilombolas, ribeirinhas e extrativistas que, em seus territórios, atuam diariamente na linha de frente da proteção ambiental. Entre os homenageados está Cacique Raoni, do povo Mebêngôkre (Kayapó), uma das vozes indígenas mais respeitadas do planeta, cuja atuação ao longo de décadas ajudou a projetar internacionalmente a luta pela conservação da Amazônia.


A exposição também homenageia o filósofo, escritor e líder indígena Davi Kopenawa, do Amazonas, reconhecido internacionalmente pela defesa dos povos indígenas e da floresta, ao lado de outras lideranças amazonenses como a artesã Lucineide da Silva Garrido, a empreendedora Marlene Alves da Costa, o pescador Janderson da Silva Mendonça e Rosângela Cunha, da Associação das Mulheres Agroextrativistas do Médio Juruá.


A exposição também celebra Valdenira Batista, do Acre, liderança indígena do povo Huni Kuin (Kaxinawá) e referência na saúde da mulher indígena gestante; Maria Nice Machado Aires, do Maranhão, liderança quilombola e quebradeira de coco babaçu que integra a coordenação regional do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB); Antônia Márcia dos Santos, a Nega do Biluca, do Amapá, quituteira e guardiã de tradições afro-amazônicas como o marabaixo e a gengibirra; e Maria Aparecida Apinajé, do Tocantins, integrante da brigada feminina indígena Pêp Apinajé — a primeira formada exclusivamente por mulheres indígenas para atuar na proteção da floresta.


Ao reunir essas trajetórias em um só espaço, "BioOCAnomia Amazônica" reforça, no mês em que se celebra o Dia de Proteção às Florestas, a importância de valorizar quem vive e protege a floresta em pé, mostrando que a conservação ambiental passa, sobretudo, pelo reconhecimento de quem já a pratica há gerações.

"BioOCAnomia Amazônica" está em cartaz no Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, até novembro de 2026.


Sobre o Museu do Jardim Botânico

O Museu do Jardim Botânico conta com patrocínio master da Shell Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão é do idg. Inaugurado em março de 2024, o Museu apresenta ao público, por meio de exposições, conteúdos interativos e programação cultural, o trabalho pioneiro do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro na pesquisa e conservação da flora brasileira.


Sobre o idg

Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências. Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.

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