[News] Museu do Amanhã e Museu do Jardim Botânico têm atividades especiais para a Semana Nacional de Museus

 Museu do Amanhã e Museu do Jardim Botânico têm atividades especiais para a Semana Nacional de Museus

Museu do Amanhã lança o ‘Centro de Documentação e Memória’, para ampliar e democratizar o acesso a seu acervo; Museu do Jardim Botânico tem programação voltada para crianças e pessoas neurodivergentes

 

Crédito: Albert Andrade
crédito: Renato Mangolin

 

O Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, ambos sob gestão do idg - Instituto de Desenvolvimento e Gestão, prepararam atividades para diversos tipos de público na 24ª Semana Nacional de Museus. Com o tema "Museus unindo um mundo dividido", o evento promovido pelo IBRAM conecta memória, ciência, natureza e inclusão social. No Rio de Janeiro, as duas instituições oferecem atrações presenciais e online entre os dias 19 e 24 de maio, todas gratuitas e com foco em acessibilidade, diversidade e participação comunitária.
 

No Museu do Amanhã, a programação destaca a preservação da memória digital e a democratização dos acervos. No dia 22 de maio, a Oficina de Preservação de Acervos Digitais, em parceria com o Museu da Pessoa, oferece introdução prática a ferramentas e metodologias de gestão de arquivos pessoais e institucionais, uma atividade que responde diretamente ao desafio de incluir narrativas historicamente silenciadas. Ainda no dia 22, a Roda de Conversa "Quem Conta a História? Acervos e Democratização" reúne especialistas para debater ética, tecnologia e os futuros da memória no campo patrimonial. As inscrições para ambas as atividades devem ser feitas via link.
 

O debate se dá na esteira do lançamento do Centro de Documentação e Memória, uma plataforma online criada pelo Museu do Amanhã para ampliar o acesso ao conhecimento produzido pela instituição ao longo de seus dez anos de trajetória. O portal reúne dados, conteúdos e registros que dialogam com os temas centrais do museu -- arquitetura, ciência, cultura e sociedade -- organizados em três eixos: bibliográfico, arquivístico e museológico. Ao disponibilizar publicamente pesquisas, exposições e projetos, o centro reforça o papel da instituição como espaço de produção e compartilhamento de conhecimento, aberto e acessível a todos. A iniciativa conecta-se diretamente à proposta da 24ª Semana Nacional de Museus ao unir memória, transparência e participação social.
 

O museu também investe em experiências imersivas e lúdicas. No dia 19, a Imersão "Geopoética das águas" usa fotografias, poemas e movimento para refletir sobre a relação afetiva com os oceanos. No dia 21, a atividade "Escondidos nas profundezas" estimula a imaginação sobre seres das profundezas marinhas. Já no dia 22, "Palavras que unem mundos" convida o público a criar frases inspiradas nos jogos de Paulo Freire, como exercício de esperançar futuros possíveis.
 

Para quem deseja explorar o território, no dia 23 acontece o Rolé de Bike "Marcas do passado: do território ao museu". A rota inicia na Pequena África carioca, com paradas no Cais do Valongo e no Instituto dos Pretos Novos, e encerra no Museu de História e Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB). A programação infantil inclui no dia 24 o espetáculo "Tilintar dos contos", da Cia Trilhos, e a contação "A Cobra Canoa e a criação do Mundo". Destaque também para a televisita pelo TikTok "Oceanos unindo o mundo" (19/05, às 17h), que leva o tema da semana às redes sociais.
 

No Museu do Jardim Botânico, a conexão com a Semana Nacional de Museus se dá pelo viés da memória ancestral, inclusão sensorial e educação científica. No dia 21, a atividade "Saberes Ancestrais: Adinkras" apresenta símbolos visuais dos povos Akan (Gana, Costa do Marfim) como linguagem e repositório de sabedoria sobre a natureza -- um exemplo direto de museu como ponte entre culturas e mundos divididos.
 

O compromisso com a acessibilidade aparece nas Visitas educativas cognitivo-sensoriais dos dias 22 e 24 (das 9h às 10h), adaptadas para pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais, com objetos táteis e ajustes sonoros. No dia 23, "Plantando Histórias: Jatobá" une literatura, arte e cultura para construir memória afetiva sobre o Cerrado, a partir da série de pinturas da artista Rosana Paulino. E no dia 24, a visita "Da Floresta ao Laboratório" revela a ciência por trás da conservação da flora brasileira -- mostrando como pesquisa e memória natural caminham juntas.

Saiba mais sobre as atividades nos sites oficiais do Museu do Amanhã e Museu do Jardim Botânico.


Sobre o Museu do Jardim Botânico
Inaugurado em 2024, o Museu do Jardim Botânico é fruto da parceria entre o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Shell Brasil e o idg - Instituto de Desenvolvimento e Gestão. Com visitação gratuita, aproxima o público da diversidade da flora brasileira e do trabalho científico realizado no JBRJ. Seu acervo inclui a exposição de longa duração “Muito mais que um jardim”, com oito experiências interativas sobre conservação da biodiversidade. O Museu também recebe mostras temporárias que conectam arte e ciência, além de oferecer oficinas, palestras e atividades educativas. Conta ainda com uma sala de leitura, onde o público pode explorar livros e acessar digitalmente raridades da Biblioteca Barbosa Rodrigues/JBRJ.


Sobre o Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, conta com o Itaú como patrocinador estratégico, Shell, Vale e Motiva como mantenedores e patrocinadores que inclui IBM e TAG. Tem a Globo como parceiro estratégico, copatrocínio da Águas do Rio, Heineken e Saint-Gobain, apoio da Bloomberg, Engie, B3, White Martins, Caterpillar, Granado, Mattos Filho, EMS e Porto. Através da Lei de Incentivo Municipal tem o apoio da Accenture e Fitch Ratings e conta com a parceria de mídia da Rádio Mix, NovaParadiso, JB FM, Revista Piauí, Folha de S.Paulo e Canal Curta ON.

 

Sobre o idg

Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências.
Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.

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