07 agosto 2017

[Resenha] The X Files: O Agente do Caos

Como Fox Mulder começou a acreditar? Antes de entrar para o Arquivo X, antes de ser um agente do FBI, antes de estudar psicologia em Oxford, Fox Mulder era um adolescente lidando com a perda da irmã e com uma família destruída. Mas quando outra garotinha desapareceu, ele talvez fosse o único capaz de salvá-la.                                                                                                                                                                                               

O que eu achei?
Como já falei no post anterior do livro do Jonathan Maberry sobre como Dana Scully se tornou uma cética, ainda não assisti a série Arquivo X. É uma das séries de ficção científica que sempre tive vontade de assistir mas ainda não vi por falta de tempo. Confesso que fiquei um pouco receosa quando fiquei incumbida de ler as duas histórias publicadas pela Harper Collins porque achei que talvez não fosse conseguir entender tudo. Mas se você, assim como eu,nunca assistiu a série, pode ler tranquilo porque não é necessário nenhum conhecimento prévio sobre a série. Os personagens são adolescentes e ainda nem sonhavam a trabalhar para o FBI (na verdade, é no final de Agente do Caos que a vontade de Mulder estudar psicologia para trabalhar para a agência é explicada.)

A história começa com Fox Mulder, um garoto de 17 anos no último ano da escola cuja irmã, Samantha, foi sequestrada enquanto ambos brincavam em casa. Subitamente, a prota se abriu e Mulder ´´apagou´´ misteriosamente. Quando voltou a si, era tarde demais, a menina já tinha desaparecido e a porta estava aberta. As autoridades nunca conseguiram desvendar o que aconteceu. A mãe de Mulder, Teena, ficou traumatizada pelo ocorrido.O pai, William Mulder exige bastante do garoto e os dois tem desentendimentos constantes.

Quando crianças de oito anos (a mesma idade que Samantha tinha quando foi levada) começam a desaparecer, Mulder suspeita que tenham alguma ligação com o sumiço de sua irmã e começa a investigar, juntamente com seus amigos Phoebe (uma amizade colorida, diga-se de passagem) e Gimble (apelido de Gary Winchester). Gimble é filho de um dos melhores personagens do livro: o Major, um oficial aposentado da Aeronáutica que é tido como lunático pela maioria das pessoas por acreditar que o planeta foi invadido por alienígenas e que eles vivem escondidos entre nós. Até afirma que viu um mantido em segredo por um projeto do governo anos atrás. Mas ele é bem mais são do que aparenta...

Ao decorrer da narrativa, conforme o trio vai descobrindo ligações entre os sequestros e possíveis mortes, eles começam a se informar sobre um grupo que pratica um tipo de magia conhecida como Magia do Caos, uma série de crenças que envolvem temas complexos envolvendo o poder da crença, invocação de personagens e entidades ao atingir estados de consciência elevada conhecido como gnose (prática de concentrar toda a energia em um único pensamento ou desejo). É considerada perigosa por muitos ocultistas.

Durante a história, há alguns capítulos em que uma figura misteriosa denominada apenas como X, observa cada passo de Mulder até o garoto finalmente conseguir encontrar o responsável pelas mortes.

O estilo de Kami Garcia é bem jovem mas sem deixar de prender o interesse do leitor como um bom suspense deve fazer. As informações sobre investigações policiais são bem descritas e ricas em detalhes. O final é aquele que resolve a questão principal mas ainda deixa algumas em aberto para a interpretação do leitor. Achei ele melhor do que O advogado do diabo, que foi um pouco previsível. Recomendo a todos que curtirem um policial, sendo ou não fã de Arquivo X!


Um comentário

  1. Eu adorava assistir a série Arquivo X na TV e ler sobre como tudo pode ter começado dee ser uma delícia.
    Agora que você já leu Clara, veja a série. É viciante.
    Bjus

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